Acabei de ler essa história selvagem sobre o golpe da Africrypt e, honestamente, é um dos casos de fraude em criptomoedas mais loucos que já encontrei. Dois irmãos, Raees e Ameer Cajee, conseguiram realizar o que pode ser o maior roubo de criptomoedas da história da África do Sul.



Então, aqui está como aconteceu. Em 2019, esses dois jovens lançaram a Africrypt com uma proposta simples: investir conosco, obter até 10% de retorno por dia através de algoritmos secretos e negociação de arbitragem. Eles eram carismáticos, vestidos à altura, andando de Lamborghini, postando conteúdo de estilo de vida de luxo. Basicamente, criaram toda uma imagem de prodígios de criptomoedas na qual as pessoas queriam acreditar.

Mas não havia auditoria, nem licença, nada. Apenas percepção e confiança pura. O dinheiro dos investidores não era segregado—tudo fluía para contas controladas diretamente pelos irmãos. Eles podiam mover o dinheiro como quisessem.

Então, em 13 de abril de 2021, boom. Um e-mail é enviado alegando que a Africrypt foi hackeada. Servidores comprometidos, carteiras esvaziadas, tudo desapareceu. Mas aqui está o ponto—eles pediram às pessoas que não reportassem às autoridades. Alguns dias depois, os irmãos desapareceram. Site fora do ar, escritórios vazios, telefones mortos.

O que realmente aconteceu? Análise da blockchain mostrou que não houve hack de fato. Os movimentos de fundos eram internos. Eles fragmentaram o dinheiro em várias carteiras, passaram por mixers de criptomoedas e enviaram para o exterior. Tudo foi orquestrado. Raees e Ameer já tinham vendido seus bens de luxo—o Lamborghini, a suíte de hotel, o apartamento na praia—e fugiram, levando cerca de 3,6 bilhões de rands com eles.

Primeiro, foram para o Reino Unido alegando que temiam por suas vidas, mas antes disso, já tinham garantido novas identidades e cidadania de Vanuatu. Esses caras realmente planejaram essa fuga.

A investigação ficou confusa porque a criptomoeda não era regulamentada na África do Sul na época. Não havia leis claras para processá-los. Mas, eventualmente, as autoridades suíças abriram uma investigação por lavagem de dinheiro. Acontece que os fundos roubados passaram por Dubai, foram misturados através de serviços de criptomoedas e acabaram em Zurique.

Em 2022, Ameer Cajee foi finalmente preso na Suíça por acusações de lavagem de dinheiro enquanto tentava acessar carteiras Trezor com os Bitcoins da Africrypt. Mas, devido à falta de processos, foi liberado sob fiança e até ficou em um hotel de luxo por mil dólares a noite.

Anos depois, milhares de investidores nunca recuperaram seus fundos. Ameer e Raees basicamente desapareceram do olho público. Toda a saga da Africrypt é um lembrete brutal de como a promessa de retornos fáceis em criptomoedas pode atrair pessoas, mas também é uma história de como esse sonho pode se transformar rapidamente em um pesadelo para pessoas comuns que perderam tudo.
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