A história da competição monetária é, essencialmente, a história de moedas fracas sendo continuamente substituídas por moedas fortes; quanto mais uma for capaz de preservar o poder de compra a longo prazo, maior a chance de se tornar a moeda final.


Moedas fortes (Hard Money) possuem maior escassez e uma taxa de crescimento da oferta mais baixa, sendo, portanto, mais adequadas como reserva de valor.
Com o passar do tempo, as pessoas tendem a:
armazenar riqueza em moedas fortes;
gastar moedas fracas que se desvalorizam mais facilmente.
A longo prazo, a riqueza se concentrará cada vez mais em moedas fortes.
Isso, na verdade, está alinhado com as discussões da Lei de Gresham e da Lei de Thiers em diferentes contextos econômicos:
Quando a lei obriga duas moedas a circular a uma taxa de câmbio fixa, a moeda ruim expulsa a moeda boa (Lei de Gresham).
Quando as pessoas podem escolher livremente a moeda, a moeda boa tende gradualmente a dominar (muitas vezes chamada de Lei de Thiers).
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