
Selecionar a placa gráfica adequada para a mineração de criptomoedas é determinante para construir uma operação de mineração bem-sucedida. O mercado atual disponibiliza uma vasta escolha de GPU dos principais fabricantes—NVIDIA e AMD—com diferentes perfis de desempenho, eficiência e custo. Nesta secção, são apresentados os modelos de GPU de mineração mais recentes, com análise técnica e recomendações para diferentes tipos de utilização.
A última geração de processadores gráficos representa uma evolução tecnológica relevante para a mineração de criptomoedas. Estas placas incorporam arquiteturas avançadas, memória aumentada e melhor eficiência energética.
Especificações:
A RTX 5090 é o topo da gama RTX 50, desenhada para infraestruturas de mineração profissionais. Proporciona desempenho excecional graças à memória GDDR7 de alta velocidade e ao bus largo de 512-bit. Apesar do consumo energético elevado (575 W), esta placa alcança taxas de hash muito competitivas nos algoritmos mais populares. É indicada para explorações de grande escala com sistemas de refrigeração evoluídos e fornecimento elétrico fiável.
Especificações:
A RTX 5080 é uma alternativa equilibrada dentro da gama RTX 50. Por metade do preço do modelo principal, oferece desempenho robusto e consumo energético reduzido (360 W). Esta opção destaca-se para mineradores intermédios que privilegiam o melhor compromisso entre desempenho, eficiência e custo inicial.
Especificações:
A RX 9070 XT, equipada com arquitetura RDNA 4, oferece uma relação custo/desempenho muito equilibrada. Com 16 GB de GDDR6 e consumo energético moderado (304 W), garante taxas de hash estáveis. Este modelo é especialmente atrativo para quem prefere AMD ou procura reduzir o investimento inicial sem perder capacidade de mineração.
Especificações:
A RX 9070 base é uma escolha económica para quem valoriza a eficiência energética. Com apenas 220 W de consumo e 16 GB de memória, adapta-se a pequenas explorações caseiras ou a zonas com eletricidade dispendiosa. O baixo aquecimento facilita também a refrigeração.
Placas gráficas de gerações anteriores continuam a ser uma solução viável para mineração, graças à sua fiabilidade comprovada, elevada oferta no mercado secundário e especificações consolidadas. Estes modelos são ideais para quem tem orçamento limitado ou pretende minimizar riscos ao iniciar a atividade.
Antigo topo de gama da NVIDIA, lançado há alguns anos, mantém excelente desempenho em mineração. A largura de banda da memória e o poder de processamento garantem taxas de hash elevadas em diferentes algoritmos. Preço estimado: novo ~1 500–1 600$, usado ~1 200$. Apesar do valor, a RTX 4090 permanece uma das melhores opções para mineradores exigentes.
Esta GPU eficiente e de alto desempenho foi introduzida há vários anos e serve bem operações intermédias. Equilibra bem desempenho e consumo energético, sendo procurada por explorações de média dimensão. Preço estimado: novo ~750–800$, usado ~500$. Forte presença no mercado secundário e preço convidativo tornam a RTX 4070 Ti uma escolha frequente.
A RTX 3080, referência na era da mineração por GPU, continua a garantir desempenho sólido na maioria dos algoritmos e fiabilidade comprovada. Preço no mercado secundário: ~400$. A ampla adoção permite acesso fácil a peças e recursos de otimização.
Popular entre quem procura opções económicas, lançada há alguns anos, a RTX 3060 Ti alia preço acessível e desempenho fiável, sendo opção de eleição para iniciantes e pequenas explorações. Preço no mercado secundário: ~200–250$. Garantia de entrada acessível e performance consistente tornam-na recomendada para começar.
Flagship da AMD de há alguns anos, apresenta 24 GB de memória e taxas de hash elevadas para algoritmos exigentes. Assente na arquitetura RDNA 3, destaca-se pela eficiência no segmento. Preço: novo ~800–900$, usado ~600–700$. A RX 7900 XTX é alternativa competente às melhores soluções NVIDIA.
Lançada durante a era RDNA 2, esta placa AMD é estável e fiável em mineração. Com 16 GB de GDDR6, oferece desempenho sólido em vários algoritmos e consumo energético moderado. Preço no mercado secundário: ~300–350$. O valor competitivo faz da RX 6800 XT uma escolha habitual para expandir explorações.
Solução económica e eficiente, lançada há anos, ideal para mineração caseira. O consumo energético reduzido (aprox. 120 W) e desempenho fiável facilitam retorno rápido em regiões com tarifas de eletricidade moderadas. Preço: novo ~200$, usado ~150–170$. É uma das alternativas mais acessíveis para iniciar a mineração com baixo investimento.
A escolha da placa gráfica para mineração implica equilibrar orçamento, requisitos de desempenho e condições de operação. As GPU mais recentes oferecem máximo desempenho e eficiência, exigindo investimento inicial maior. Os modelos anteriores mantêm relevância pela estabilidade, ampla oferta e retorno mais rápido do investimento.
Na decisão, avalie fatores como consumo energético, disponibilidade regional, tarifas de eletricidade e capacidade de refrigeração, além da taxa de hash e preço. Para explorações profissionais de grande escala, justifica-se investir nos modelos mais recentes e avançados. Para mineração doméstica ou iniciantes, placas de gerações anteriores com equilíbrio preço/desempenho são frequentemente mais adequadas.
A mineração de criptomoedas consiste em gerar novas moedas digitais ao resolver problemas matemáticos complexos numa rede blockchain. Os mineradores utilizam hardware especializado (GPU, ASIC) para validar transações, recebendo novas moedas e taxas de transação como recompensa.
Este processo é fundamental no ecossistema cripto: garante segurança, evita dupla despesa e mantém a descentralização da blockchain. Cada criptomoeda utiliza algoritmos de consenso e mineração próprios, determinando requisitos de hardware e rentabilidade potenciais.
A mineração com placas gráficas (GPU) permanece um dos métodos mais populares e acessíveis para extrair criptomoedas. Ao contrário dos ASIC dedicados, as GPU são versáteis e suportam vários algoritmos de mineração, oferecendo flexibilidade na escolha de moedas.
Existem diferentes abordagens para organizar a mineração por GPU. Quem está a começar pode minerar com uma placa gráfica num computador normal, experimentando de forma prática e com investimento reduzido.
Em operações maiores, várias GPU são combinadas num rig ou farm de mineração dedicado. Os rigs típicos incluem 4 a 12 placas ligadas a uma motherboard através de risers PCI-E, o que garante capacidade de processamento escalável e taxas de hash superiores.
A mineração pode ser realizada individualmente ou em pool, onde vários mineradores juntam recursos para rendimentos mais estáveis e previsíveis. Os pools distribuem as recompensas de acordo com a contribuição de cada participante, sendo particularmente úteis para quem dispõe de menos hardware e não consegue competir em mineração solo com grandes explorações.
O retorno do investimento das GPU de mineração depende de vários fatores. Entre os principais estão o custo inicial do hardware, o preço da moeda, a dificuldade da rede, a taxa de hash e—essencialmente—o custo local da eletricidade.
Para estimar rentabilidade e tempo de retorno, utilize calculadoras de mineração como Whattomine. Estas ferramentas permitem introduzir dados do hardware e custos energéticos, calculando o rendimento esperado conforme o mercado. Tenha presente que a rentabilidade oscila com a volatilidade cripto e a dificuldade da mineração.
Mineradores experientes recomendam considerar uma margem de segurança e não confiar exclusivamente nos lucros atuais, dada a elevada volatilidade do mercado.
A mineração por GPU apresenta vários benefícios que a tornam atrativa para diversos perfis de mineradores:
Baixa barreira de entrada: GPU usadas estão disponíveis a preços competitivos, permitindo começar mesmo com orçamento reduzido.
Grande variedade de hardware: Existem muitos modelos de GPU, com diferentes faixas de preço e desempenho, permitindo soluções à medida de cada exploração.
Versatilidade: As placas gráficas permitem minerar múltiplas criptomoedas e algoritmos, facilitando a adaptação para maximizar o retorno.
Alta liquidez: As GPU podem ser facilmente revendidas no mercado secundário, minimizando riscos ao sair ou atualizar.
Intercambiabilidade: GPU de diferentes marcas e gerações podem funcionar em conjunto no mesmo rig, facilitando a expansão e manutenção.
Utilizações alternativas: Ao contrário dos ASIC, as GPU podem ser reaproveitadas para jogos, design ou machine learning caso a mineração deixe de ser rentável.
Apesar dos seus pontos fortes, a mineração por GPU apresenta desvantagens relevantes:
Curva de aprendizagem: É necessário conhecer o mercado cripto, os princípios da blockchain, configurar o software de mineração e afinar a GPU.
Despesas adicionais: Além das GPU, é preciso investir em hardware de suporte (motherboard, CPU, fontes de alimentação, risers), refrigeração e espaço adequado.
Níveis elevados de ruído: As farms de mineração geram ruído significativo dos ventiladores, o que pode ser problemático em residências.
Produção de calor: As GPU de mineração emitem bastante calor, exigindo ventilação eficaz e podendo aumentar os custos de refrigeração.
Competências técnicas: É necessária experiência básica em hardware para montagem, configuração e manutenção.
Desgaste do equipamento: O funcionamento contínuo e sob carga acelera o desgaste das GPU e pode provocar avarias.
As GPU permitem minerar uma vasta gama de criptomoedas recorrendo a diferentes algoritmos de consenso. As principais moedas para mineração por GPU incluem:
Ethereum Classic (ETC): Moeda de topo para mineração por GPU com o algoritmo Ethash. Após a transição da Ethereum para Proof-of-Stake, muitos mineradores migraram para Ethereum Classic.
Ravencoin (RVN): Desenvolvida para GPU, utiliza o algoritmo KawPow e oferece dificuldade de rede baixa e rentabilidade estável.
Ergo (ERG): Moeda promissora com o algoritmo Autolykos v2, otimizado para GPU com memória elevada.
Kaspa (KAS): Moeda em crescimento, utiliza o algoritmo kHeavyHash e destaca-se em GPU modernas.
Flux (FLUX): Baseada no algoritmo ZelHash, proporciona resultados estáveis para mineradores intermédios.
Dogecoin (DOGE) e outras moedas Scrypt podem ser mineradas com algumas GPU, embora os ASIC sejam mais eficientes para estes algoritmos.
A escolha da moeda deve considerar rentabilidade atual (consultando calculadoras como Whattomine), perspetivas do projeto e especificações do seu hardware.
Ao montar uma farm de mineração, uma das decisões principais é optar por GPU novas ou usadas. Cada alternativa tem vantagens e desvantagens.
Vantagens da compra de GPU novas:
Desvantagens:
Vantagens da compra de GPU usadas:
Desvantagens:
GPU usadas podem ser encontradas em classificados, fóruns de mineração e grandes marketplaces. É fundamental verificar cuidadosamente o estado da placa, solicitar testes de stress e, se possível, confirmar o funcionamento antes de pagar.
Em 2024, destacam-se a NVIDIA GeForce RTX 4060 Ti (retorno: 62 meses), RTX 3060 Ti (79 meses) e RTX 2080 Ti (84 meses). Estas placas garantem o equilíbrio ideal entre desempenho e eficiência.
O retorno típico na mineração por GPU varia entre 8–12 meses, considerando os preços atuais de eletricidade e criptomoedas. O lucro mensal depende do modelo da GPU e da dificuldade da rede. Mineradores ASIC têm retorno mais curto, mas as GPU permitem maior flexibilidade na escolha de algoritmos.
A NVIDIA utiliza núcleos CUDA; a AMD recorre a stream processors. Os drivers NVIDIA são mais universais e fáceis de configurar para mineração. A AMD pode exigir atualizações de firmware para desempenho otimizado, permitindo ainda overclock em modelos antigos.
Critérios essenciais: largura de banda da memória, número de núcleos de computação (CUDA/Stream Processors), capacidade VRAM e eficiência. Largura de banda e número de núcleos influenciam diretamente a taxa de hash. Para algoritmos atuais, são necessários pelo menos 6 GB de memória.
Para obter retorno, os custos de eletricidade devem ser inferiores a 0,30$ por dia. Ganhos típicos por placa variam entre 0,30–0,80$ diários, pelo que tarifas baixas são decisivas para a rentabilidade.
Ethereum Classic (ETC) e Kaspa (KAS) são as moedas mais rentáveis para mineração por GPU, com recompensas elevadas por bloco e dificuldade de rede relativamente baixa. O Bitcoin também pode ser minerado, mas exige hardware especializado.











