
A seleção da placa gráfica ideal para mineração de criptomoedas em 2025 exige uma análise rigorosa das especificações técnicas, da eficiência energética e da relação preço/desempenho. Nesta secção, encontra uma avaliação detalhada das GPUs de topo para mineração, incluindo os modelos mais recentes com tecnologia avançada e placas comprovadas de gerações anteriores que continuam a apresentar desempenho estável e retornos sólidos.
A geração mais recente de GPUs representa um salto tecnológico notável para o setor da mineração. Estas placas introduzem arquiteturas inovadoras, maior capacidade de memória e sistemas de alimentação otimizados, tornando-se ideais para explorações profissionais e entusiastas que procuram maximizar os resultados.
Especificações:
Vantagens e desvantagens:
Caso de utilização: A RTX 5090 é indicada para operações de mineração de grande escala e profissionais, com acesso a eletricidade económica e sistemas de refrigeração robustos.
Especificações:
Vantagens e desvantagens:
Caso de utilização: Excelente opção para quem pretende equilibrar investimento e rentabilidade.
Especificações:
Vantagens e desvantagens:
Caso de utilização: A escolha de excelência para quem valoriza eficiência máxima com orçamento limitado.
Especificações:
Vantagens e desvantagens:
Caso de utilização: Perfeita para mineração doméstica e operações de pequena escala.
As GPUs de gerações anteriores continuam a ser uma escolha sólida para mineração pela sua fiabilidade, disponibilidade no mercado secundário e especificações conhecidas. São particularmente procuradas por quem deseja minimizar custos iniciais sem sacrificar o retorno.
Especificações:
Características: Flagship da geração anterior, alia desempenho elevado a grande capacidade de memória. Muito adequada para mineração de vários algoritmos.
Especificações:
Características: Solução de gama média equilibrada, com consumo energético eficiente e desempenho consistente para a maioria dos algoritmos de mineração.
Especificações:
Características: Muito popular na época alta da mineração; continua estável em operação. Preço competitivo no mercado usado recomenda-a para quem dá os primeiros passos.
Especificações:
Características: Uma das GPUs mais eficientes em termos energéticos, com entrada acessível. Ideal para rigs multi-GPU graças ao consumo moderado.
Especificações:
Características: Flagship da AMD com elevada capacidade de memória, garantindo desempenho robusto em algoritmos exigentes em largura de banda.
Especificações:
Características: Solução fiável, com equilíbrio ótimo entre desempenho e consumo; amplamente disponível no mercado usado.
Especificações:
Características: Opção económica e de baixo consumo — ideal para configurações de mineração compactas e eficientes em energia.
Em 2025, a escolha da GPU de mineração ideal depende de múltiplos fatores, incluindo orçamento, desempenho pretendido e contexto de implementação. Os modelos mais recentes — NVIDIA RTX 5090 e AMD RX 9070 XT — oferecem tecnologia de ponta, performance máxima e longevidade, tornando-se as principais apostas para mineração profissional e de grande escala.
Modelos comprovados como RTX 3080, RTX 3060 Ti e RX 6800 XT mantêm-se relevantes pela estabilidade, especificações conhecidas e preços atrativos no mercado usado. São ideais para quem tem orçamento limitado ou está a começar na mineração de criptomoedas.
Ao escolher uma placa gráfica, deve considerar não só o custo inicial, mas também as despesas contínuas associadas à eletricidade, refrigeração e manutenção — fatores que influenciam diretamente o tempo de retorno e a rentabilidade do investimento.
A mineração de criptomoedas consiste num processo computacional exigente, que permite extrair novas moedas de uma rede blockchain através da resolução de desafios criptográficos. Este mecanismo é fundamental para sistemas cripto descentralizados, garantindo segurança, integridade e independência em relação a entidades centrais.
A mineração recorre a hardware especializado que realiza cálculos matemáticos complexos de forma contínua, validando transações e criando novos blocos. Sempre que um mineiro resolve um desafio criptográfico e adiciona um bloco à cadeia, recebe automaticamente uma quantidade pré-definida de criptomoeda e taxas de transação.
O processo de mineração assegura funções críticas no ecossistema cripto: emissão de novas moedas de acordo com o algoritmo, validação de transações e proteção contra fraudes e ataques de dupla despesa. A dificuldade destas tarefas é ajustada dinamicamente pela rede, acompanhando o poder computacional total dos participantes para manter o ritmo de geração de blocos.
A mineração com GPUs ganhou popularidade graças ao seu equilíbrio entre desempenho, disponibilidade e flexibilidade de aplicação. Placas gráficas são concebidas para cálculo paralelo, tornando-as especialmente eficazes nas operações criptográficas que sustentam os principais algoritmos de mineração.
A mineração com GPU pode ser feita em diferentes escalas. Muitos iniciantes começam com uma única placa num PC comum, aprendendo o essencial com investimento reduzido. Com experiência e capital acumulado, constroem rigs dedicados com várias GPUs, aumentando significativamente o poder de hash global.
Existem duas abordagens principais: mineração solo e mineração em pool. O mineiro solo trabalha de forma autónoma e recebe a recompensa integral do bloco, mas as probabilidades são baixas com hardware limitado. Na mineração em pool, o poder computacional é agregado entre participantes, proporcionando retornos mais estáveis e proporcionais ao contributo de cada um.
Para iniciar, é necessário: selecionar a criptomoeda a minerar, descarregar e configurar software especializado (NiceHash, PhoenixMiner, T-Rex, entre outros), criar uma carteira para receber moedas e ajustar os parâmetros de mineração segundo o hardware disponível.
O cálculo do período de retorno do equipamento de mineração é crucial para o planeamento. O retorno depende do custo inicial do hardware, do desempenho da GPU no algoritmo escolhido, do preço atual da criptomoeda e das tarifas locais de eletricidade.
Mineiros recorrem a plataformas e calculadoras online — como Whattomine — para estimar o retorno. Estas ferramentas permitem inserir os dados da GPU, escolher o algoritmo e indicar o valor da eletricidade; calculam o lucro diário previsto, custos operacionais e retorno estimado.
É importante perceber que estes cálculos são previsões e podem variar substancialmente devido à volatilidade do mercado, flutuações na dificuldade e alterações no preço da eletricidade. Mineiros experientes recomendam incluir margens de segurança e preparar-se para cenários adversos.
A rentabilidade da mineração com GPU resulta do equilíbrio entre o poder de hash (receita) e os custos operacionais (eletricidade, manutenção). Cada modelo de GPU tem desempenho diferenciado consoante o algoritmo, tornando essencial analisar cuidadosamente a melhor combinação hardware-criptomoeda.
Mineiros utilizam calculadoras de lucro de plataformas como NiceHash, Whattomine e CryptoCompare para avaliar potenciais retornos. Estas ferramentas consideram a dificuldade da rede, valores das criptomoedas, taxas de hash e consumo energético, fornecendo estimativas atualizadas de receitas diárias, semanais e mensais.
Recomenda-se monitorizar regularmente a rentabilidade e alternar entre criptomoedas consoante necessário para maximizar os ganhos, já que a rentabilidade relativa é dinâmica e depende das condições do mercado.
Mineração com placas gráficas oferece vantagens significativas para diferentes perfis de utilizador:
Hardware usado acessível: o mercado secundário permite adquirir GPUs de topo a preços reduzidos, facilitando a entrada e acelerando o retorno.
Grande oferta de GPUs e criptomoedas: a diversidade permite configurações adaptadas a qualquer orçamento ou necessidade e facilita a resposta a mudanças do mercado.
Intercambiabilidade do hardware: é possível substituir GPUs avariadas individualmente sem renovar o sistema completo, tornando a manutenção mais simples e reduzindo períodos de paragem.
Capacidade de rigs multi-GPU: configurações modulares permitem escalar gradualmente adicionando novas placas — sem necessidade de trocar o sistema inteiro.
Versatilidade: as GPUs podem ser reutilizadas para gaming, renderização ou machine learning, oferecendo valor alternativo para além da mineração.
Também há limitações e desafios:
Necessidade de conhecimento de mercado: o sucesso depende de monitorização contínua, competências técnicas e capacidade de adaptação rápida.
Custos adicionais de refrigeração e espaço: as GPUs geram bastante calor, exigindo investimento em ventilação, ar condicionado e espaço com capacidade elétrica adequada.
Ruído e calor: ventoinhas em pleno funcionamento são ruidosas; o calor pode aumentar a temperatura ambiente, dificultando setups domésticos.
Competências técnicas exigidas: a configuração, afinação e manutenção requerem conhecimentos de hardware, software e redes.
Desgaste do hardware: funcionamento constante sob carga acelera o desgaste dos componentes, aumentando a necessidade de substituição ou reparação.
As GPUs atuais permitem minerar muitas criptomoedas com diferentes algoritmos de consenso. As mais populares e rentáveis incluem:
Ethereum Classic (ETC) — principal escolha para mineração GPU após a transição do Ethereum para PoS; recorre ao Ethash e garante rentabilidade estável na maioria das GPUs.
Ravencoin (RVN) — otimizada para mineração GPU com KawPow; beneficia de dificuldade baixa e bons retornos.
Kaspa (KAS) — moeda em rápido crescimento, com kHeavyHash, garantindo excelentes resultados em GPUs NVIDIA.
Ergo (ERG) — minera-se com Autolykos v2, assegurando retornos estáveis e consumo energético moderado.
Flux (FLUX) — algoritmo ZelHash; conhecido pelo equilíbrio entre rentabilidade e estabilidade da rede.
A escolha da moeda deve considerar a rentabilidade, dinâmica do projeto, liquidez nas bolsas e compatibilidade com o hardware.
A 15 de setembro de 2022, o Ethereum concluiu a sua transição para Proof-of-Stake (PoS) via The Merge. Este marco redefiniu a mineração com GPU, com impacto duradouro no setor.
Antes do PoS, o Ethereum era a maior e mais rentável plataforma de mineração GPU, agregando vastos recursos computacionais. O fim da mineração PoW fez com que milhões de GPUs perdessem a principal fonte de receita, originando migração em massa para outras criptomoedas.
Os principais destinos foram Ethereum Classic e Ravencoin, que mantiveram algoritmos compatíveis com GPU. O aumento abrupto do poder de hash levou a uma escalada exponencial da dificuldade, reduzindo os retornos individuais dos mineiros.
Os efeitos prolongados incluem períodos de retorno mais extensos, abandono de pequenos mineiros devido à baixa rentabilidade e afluxo de GPUs usadas no mercado. Tal abriu novas oportunidades de entrada a preços mais baixos, mas elevou a exigência de eficiência e otimização.
A decisão sobre a compra de GPUs para mineração é estratégica, influenciando custos iniciais, risco e retorno potencial. Existem duas opções principais, cada qual com vantagens e desvantagens.
Adquirir GPUs novas em lojas autorizadas ou distribuidores oficiais é a opção mais segura, mas também mais dispendiosa.
Vantagens:
Desvantagens:
O mercado secundário apresenta preços bem inferiores, mas requer cautela e conhecimentos técnicos.
Vantagens:
Desvantagens:
Onde comprar GPUs usadas:
GPUs usadas estão disponíveis em várias plataformas:
Dicas para comprar GPUs usadas:
A RTX 4090 destaca-se pelo maior desempenho. Proporciona cerca de 12,5$/dia e 375$/mês, apesar do elevado consumo energético.
A RTX 4090 utiliza o núcleo AD102 completo com 16 384 núcleos CUDA; a RTX 4080 tem um núcleo AD103 reduzido com 9 728 núcleos CUDA. A RTX 4090 supera a 4080 graças ao maior número de blocos SM e arquitetura superior.
Os custos incluem o preço da GPU (200–2 000$), eletricidade (0,65–2$/dia), refrigeração e depreciação. Lucro = (taxa de hash × valor da moeda – custos). Com os preços atuais, o retorno ocorre normalmente em 3–8 meses, dependendo das tarifas locais de eletricidade.
As GPUs ocupam mais espaço e consomem menos energia, mas são menos eficientes. São ideais para explorações de pequena dimensão. Os ASIC são mais compactos e eficientes, mas menos versáteis e com custos superiores.
Deve ponderar consumo energético (centenas de watts), refrigeração eficaz para evitar sobreaquecimento, ruído (geralmente aceitável em casa), estabilidade elétrica e gestão térmica. As GPUs são mais ruidosas que os ASIC, mas consomem menos energia, sendo adequadas para mineração doméstica.
A dificuldade de mineração de Bitcoin caiu para 141,67 biliões (setembro de 2025), 3,28% abaixo dos níveis anteriores. A rentabilidade dos mineiros mantém-se pressionada, mas a menor dificuldade pode melhorar ligeiramente as margens.











