
O Bitcoin tem vindo a ganhar cada vez mais relevância ao longo dos anos, tendo a mineração de criptomoedas evoluído para um setor de negócio dinâmico. A mineração é um dos elementos fundamentais de todo o setor das criptomoedas, sendo uma atividade potencialmente muito lucrativa – sobretudo quando o ativo minerado é o Bitcoin.

Empresas ou particulares que pretendam estabelecer operações próprias de mineração de criptomoedas devem identificar o local mais eficiente para garantir uma atividade rentável. Embora a mineração de altcoins seja bastante comum, o Bitcoin distingue-se claramente como a opção mais segura e rentável a longo prazo neste segmento.
Os melhores destinos para mineração de criptomoedas podem ser classificados segundo dois critérios essenciais:
As operações de mineração de criptomoedas existem com o propósito exclusivo de gerar lucro. A mineração é dispendiosa devido ao elevado consumo de energia elétrica. Por ser uma atividade intensiva em energia, é fundamental ponderar cuidadosamente o custo da eletricidade, já que este afeta diretamente o resultado operacional de qualquer projeto de mineração.
Para obter lucro, a mineração de criptomoedas deve ser orientada para países onde o custo da energia elétrica seja inferior ao valor do ativo digital extraído. O Kuwait e a Islândia são exemplos de países com tarifas de eletricidade muito baixas. Estes locais oferecem vantagens competitivas a quem procura maximizar os lucros reduzindo os custos operacionais.
Outro aspeto decisivo na escolha da localização do negócio é o impacto da legislação no país ou região em causa. Antes de tudo, importa assegurar que a mineração de Bitcoin é permitida nessa jurisdição.
Ao ponderar a expansão do negócio, deve privilegiar países com regulamentação favorável à mineração de Bitcoin – regiões onde a legislação seja propícia à instalação de operações mineiras e em que o Estado aceite a presença desta atividade. Conhecer o enquadramento regulatório é determinante para a sustentabilidade do negócio e para evitar possíveis riscos legais.
Situado no Médio Oriente, o Kuwait destaca-se como um dos mercados mais interessantes para a atividade empresarial na região. O custo de vida é bastante baixo, sendo relevante salientar que terá de enfrentar temperaturas elevadas. Contudo, o investimento em sistemas de refrigeração é reduzido, pelo que esta despesa é facilmente controlável.
Neste país, minerar Bitcoin pode significar um custo total aproximado de 1 500$. O Bitcoin não é proibido no Kuwait, pelo que é possível minerar e vender moedas a traders de outros países sem restrições legais. A combinação de custos operacionais reduzidos e enquadramento legal favorável faz do Kuwait um destino atrativo para projetos de mineração de criptomoedas. A estabilidade política e as políticas favoráveis ao investimento reforçam a sua atratividade para empreendedores do setor.
A Venezuela foi afetada por uma das taxas de inflação mais elevadas do mundo, mas continua a ser uma nação pró-criptomoedas. Apesar das dificuldades económicas, o governo tem apoiado a atividade com criptoativos como meio de diversificação económica.
Em termos de custos, dificilmente encontrará melhor opção para minerar Bitcoin do que a Venezuela. O custo por cada Bitcoin minerado pode baixar para 531$, já que a eletricidade custa cerca de 0,019$/kWh – um dos valores mais baixos a nível mundial. O país apresenta ainda uma taxa de desemprego de 9 por cento, o que significa que, se gerir uma operação mineira, poderá aceder a mão de obra acessível.
A mineração de criptoativos é não só lucrativa, como também muito popular neste país da América Latina. A população tem recorrido cada vez mais às criptomoedas como proteção contra a hiperinflação, criando um ambiente propício à atividade. Ainda assim, podem surgir desafios, pois a Venezuela enfrenta cortes de energia prolongados que podem prejudicar a rentabilidade das operações.
A Islândia é um autêntico paraíso para mineradores de criptomoedas – disponibiliza eletricidade económica em abundância, clima frio e um quadro legal favorável à atividade. Estes fatores proporcionam condições ideais para operações de mineração em grande escala.
Na Islândia, a eletricidade custa cerca de 0,071$/kWh, com preços muito competitivos graças à rede nacional de centrais hidroelétricas e geotérmicas. A geografia do país permite aproveitar com eficácia fontes renováveis de energia. As temperaturas médias variam entre -1°C e 12°C ao longo do ano, o que reduz substancialmente os custos de refrigeração. Esta vantagem natural traduz-se em despesas operacionais muito inferiores às registadas em climas mais quentes.
O governo islandês não impõe restrições à atividade de mineração, mantendo um ambiente legal favorável ao setor. O principal desafio prende-se com os custos laborais: a taxa de desemprego ronda os 3,5 por cento, pelo que será necessário investir mais para atrair trabalhadores qualificados. O elevado nível de vida implica custos operacionais adicionais para além da eletricidade.
A China foi, durante anos, considerada a capital mundial da mineração, tendo concentrado cerca de 66 por cento da capacidade global de mineração. O país alberga também alguns dos maiores fabricantes mundiais de equipamentos para mineração de criptomoedas.
Os baixos custos de energia e o recurso a fontes alternativas e renováveis permitiram que os mineradores chineses superassem os concorrentes estrangeiros em termos de eficiência. O carvão, fonte de energia abundante na China, assegurou historicamente eletricidade barata e fiável para as operações mineiras.
Nos últimos anos, a China passou a classificar as criptomoedas como “não ecológicas” e declarou “guerra” à mineração baseada em fontes não renováveis. Esta alteração regulatória marcou uma viragem no setor, levando muitas operações a relocalizarem-se ou encerrarem.
A importância do carvão está, no entanto, a diminuir na China. Especialistas estimam que, a meio do século, apenas 30 por cento da eletricidade será gerada por carvão, sendo o restante assegurado por petróleo, gás natural e fontes renováveis – um reflexo do compromisso do país com a sustentabilidade ambiental.
A província de Sichuan foi o maior centro desta atividade, tendo concentrado, no seu pico, cerca de 50 por cento do poder global de mineração graças à abundância de recursos hidroelétricos durante a época das chuvas.
A implementação de operações de mineração nos Estados Unidos é, na prática, semelhante ao que se verifica na China, embora com vantagens próprias. Os EUA não têm a mesma dimensão de operações mineiras, mas garantem segurança e estabilidade política – fatores cruciais para o planeamento estratégico a longo prazo.
Os últimos anos revelaram-se muito positivos para a mineração de criptomoedas nos Estados Unidos. Destacam-se a vasta disponibilidade de terrenos, custos regionais competitivos e a forte presença das criptomoedas na economia e cultura do país.
Os EUA ocupam atualmente o 41.º lugar entre os países com custos mais baixos de mineração, sendo o valor médio para minerar um Bitcoin de 4 578$. Estes valores, contudo, variam significativamente entre estados, uma vez que tarifas de eletricidade e regulamentação diferem em cada região.
O estado de Washington é líder em energia hidroelétrica, contando com cerca de 1 166 barragens. Cerca de 80 por cento da eletricidade é renovável, tornando a região uma escolha sustentável para mineração. É também o estado mais económico, com um custo médio de apenas 3 309$ por Bitcoin minerado.
O governo não dispõe ainda de uma regulamentação abrangente para o setor da mineração, mas tudo indica que a atividade permanecerá legal. Esta incerteza, apesar de poder ser desafiante, oferece também margem para modelos de negócio inovadores e estratégias diferenciadas.
A mineração de criptomoedas no Irão mantém-se muito robusta, apesar das sanções internacionais e das pressões económicas. A mineração de Bitcoin é legal e reconhecida oficialmente pelo governo como atividade industrial, conferindo-lhe legitimidade e proteção.
O Irão permanece um importante polo de mineração graças às tarifas de eletricidade muito reduzidas: as famílias pagam entre 0,03$ e 0,05$ por kWh, valores muito competitivos no contexto global.
Estas tarifas, aliadas ao aumento de mineradores a operar no país, têm provocado um crescimento acentuado da procura energética, colocando pressão sobre a rede nacional e originando, por vezes, desafios na gestão do fornecimento. Apesar disso, o Irão é um dos melhores países para iniciar a mineração de criptomoedas, combinando custos baixos, aceitação legal e uma infraestrutura em rápido crescimento.
A mineração de criptomoedas valida transações e protege a blockchain através da resolução de problemas matemáticos complexos. Os mineradores recolhem transações pendentes, competem para resolver puzzles de hash e o primeiro a conseguir adiciona o bloco à blockchain, recebendo recompensas em criptomoeda e taxas de transação.
A mineração individual exige a execução autónoma do seu próprio software, enquanto a mineração em pool reparte as tarefas entre vários mineradores. A pool cobra normalmente uma comissão, mas proporciona ganhos mais regulares e previsíveis, com partilha de lucros mais justa face à elevada variabilidade da mineração a solo.
Os ASIC miner são geralmente a escolha preferida para mineração de criptomoedas, devido à sua eficiência superior e menor consumo energético comparativamente às GPU. Os ASIC proporcionam melhores taxas de hash e maior relação custo-benefício, sendo a opção dominante nas operações profissionais de mineração.
O Texas lidera mundialmente em custos de eletricidade reduzidos e energia renovável abundante, apresentando o ROI mais elevado do setor. Islândia e Canadá oferecem também tarifas competitivas graças à energia hidroelétrica. A eficiência de custos tem impacto direto na rentabilidade das operações de mineração de criptoativos.
Deve avaliar a estabilidade dos pagamentos, as comissões e o modelo de distribuição ao selecionar uma pool de mineração. Entre as opções mais conhecidas destacam-se Poolin, F2Pool e Antpool. Opte por uma pool alinhada com a sua estratégia e capacidade de hash para maximizar o retorno.
A mineração mantém-se uma atividade viável em 2026 com forte procura de mercado, embora os custos sejam elevados devido à dificuldade e ao preço da eletricidade. Os retornos dependem da eficiência do equipamento e dos custos energéticos. Os principais riscos incluem volatilidade dos preços, alterações regulatórias e depreciação dos equipamentos. O sucesso depende de uma análise rigorosa dos custos.











