

Negociar opções significa comprar ou vender contratos de opção numa bolsa. Um contrato de opção dá ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo subjacente a um preço pré-definido — o chamado preço de exercício — antes do vencimento do contrato.
Ao contrário da negociação de ações, onde a titularidade muda de imediato, a negociação de opções foca-se no potencial de transações futuras. O valor da opção depende da evolução do preço do ativo subjacente em relação ao preço de exercício e do tempo restante até à data de vencimento.
Na negociação de opções existem dois tipos fundamentais de contratos: opções de call e opções de put.
A opção de call atribui ao titular o direito de comprar o ativo subjacente ao preço de exercício antes do vencimento. Este tipo de opção é habitualmente negociado quando o investidor antecipa uma subida no preço da ação.
Já a opção de put dá ao titular o direito de vender o ativo subjacente ao preço de exercício antes do vencimento. É comum negociar opções de put quando se espera que o preço da ação desça.
Em qualquer das situações, o comprador paga um prémio para adquirir o contrato, enquanto o vendedor recebe esse prémio e assume as obrigações inerentes à opção.
Negociar opções começa pela escolha de um contrato definido por três fatores centrais: o ativo subjacente, o preço de exercício e a data de vencimento. Cada contrato representa um número normalizado de ações, geralmente 100.
O investidor paga um prémio para abrir a posição. A partir desse momento, o valor da opção oscila conforme as variações do ativo subjacente, a volatilidade e o decurso do tempo. O investidor pode fechar a posição vendendo a opção antes do vencimento ou, em determinados casos, exercendo o contrato.
Na maioria dos casos, as posições são encerradas antes do vencimento e não exercidas. Esta abordagem permite ao investidor realizar ganhos ou limitar perdas sem assumir uma posição em ações.
A negociação de opções pode servir diferentes objetivos.
Alguns investidores recorrem às opções para especular, procurando lucrar com movimentos de preço esperados e com menos capital inicial do que na aquisição direta de ações. Como as opções amplificam as variações de preço, pequenas alterações no ativo subjacente podem originar mudanças percentuais significativas no valor do contrato.
Outros usam opções como instrumento de cobertura, protegendo posições acionistas existentes contra movimentos desfavoráveis do mercado. Por exemplo, adquirir uma opção de put pode limitar o risco de quem já detém ações.
As opções são também utilizadas em estratégias de geração de rendimento, em que o investidor vende contratos para receber prémios. Estas estratégias implicam, regra geral, aceitar um potencial de valorização ou depreciação limitado em troca de rendimento imediato.
O preço de uma opção — o prémio — resulta de vários componentes. Um deles é o valor intrínseco, que existe quando a opção já é lucrativa face ao preço atual da ação. Outro fator é o valor temporal, que reflete a oportunidade restante para a opção se tornar lucrativa até ao vencimento.
A volatilidade é determinante na negociação de opções. Quanto maior a volatilidade esperada, maior tende a ser o prémio, pois aumentam as probabilidades de a opção entrar numa zona lucrativa.
O tempo é outro elemento essencial. À medida que o vencimento se aproxima, o valor temporal diminui — fenómeno conhecido como erosão temporal. Por isso, o timing é um aspeto crítico na negociação de opções.
Negociar opções envolve riscos diferentes dos da negociação de ações. O comprador pode perder todo o prémio se a opção expirar sem valor. O vendedor pode incorrer em perdas consideráveis caso o ativo subjacente evolua fortemente contra a sua posição.
Como as opções dependem de várias variáveis em simultâneo — direção do preço, volatilidade e tempo — os resultados podem ser menos evidentes do que nas ações. Esta complexidade exige uma análise rigorosa do risco e da dimensão da posição.
A maioria das corretoras exige aprovação prévia antes de permitir a negociação de opções. Este processo tem em conta fatores como a experiência do investidor, recursos financeiros e perfil de risco.
Os níveis de aprovação podem variar conforme o investidor pretenda limitar-se à compra de opções ou adotar estratégias mais complexas que envolvam a venda de contratos.
Não. Negociar opções implica contratos que referenciam ações, e não a titularidade das mesmas. As opções têm datas de vencimento e regras de valorização que não se aplicam às ações.
Sim, os principiantes podem negociar opções, mas é fundamental conhecer os princípios básicos e os riscos antes de avançar para estratégias mais sofisticadas.
Não. Muitos contratos são negociados e encerrados antes do vencimento. Só uma parte das opções chega a ser exercida.
Negociar opções consiste em comprar e vender contratos que conferem o direito de comprar ou vender um ativo subjacente a um preço definido, dentro de um determinado prazo. Ao compreender o funcionamento das opções, as razões que levam os investidores a utilizá-las e o impacto do risco e do tempo nos resultados, cada participante do mercado pode avaliar se a negociação de opções se adequa aos seus objetivos financeiros e ao seu perfil de experiência.











