
Um dos maiores grupos de investimento da Rússia, a Finam Group, através do analista Nikolai Dudchenko, alertou que o ouro pode cair até US$ 3.100 por onça na pior das hipóteses durante esta correção. Para investidores que ainda não possuem posições, Dudchenko recomenda manter distância do mercado e esperar por sinais de reversão de preço, em vez de tentar comprar na baixa durante a queda.
(Fonte: Trading View)
Dudchenko aponta que a recente queda do ouro foi impulsionada principalmente por dois fatores.
Preocupações do mercado com a política de juros do Federal Reserve (Fed): Com o conflito no Oriente Médio persistente, os participantes do mercado podem esperar que o Fed não consiga cortar as taxas conforme o previsto. Manter as taxas elevadas é um fator negativo claro para ativos sem rendimento, como o ouro, levando a uma reavaliação sistemática das posições.
Especulação sobre liquidação de posições por grandes participantes do mercado: Com base na forma e velocidade da queda, é provável que esta tenha sido causada por uma liquidação passiva de uma grande instituição, e não por uma mudança geral no sentimento de baixa do mercado. Se for o segundo caso, há uma alta probabilidade de uma recuperação técnica de curto prazo.
4.200 dólares: Primeira linha de defesa. Se perder, o objetivo de baixa passa a ser 4.000 dólares.
4.000 dólares: Um número psicológico importante e uma das principais zonas de defesa técnica.
3.600 dólares: Próximo suporte em um cenário pessimista.
3.100 dólares: Ponto extremo na pior das hipóteses, mas mesmo ao atingir esse nível, ainda estaria dentro do recuo após uma alta de 65% em 2025, sem necessariamente indicar um mercado de baixa de longo prazo.
Dudchenko também destaca que a probabilidade de o ouro continuar avançando até US$ 5.000 por onça permanece bastante alta. Assim que sinais de reversão aparecerem, os investidores podem começar a considerar a entrada.
Para investidores sem posições, Dudchenko recomenda claramente: a melhor estratégia neste momento é manter distância do mercado e aguardar a reversão do fundo do preço para então entrar, mesmo que isso signifique comprar a um preço mais alto após a recuperação, pois assim se obtém maior proteção contra riscos de baixa. Para quem já possui posições, a recomendação é manter, mas, se a tendência de queda continuar, reduzir posições de forma prudente para liberar liquidez e facilitar uma entrada a preços mais baixos posteriormente.
É importante notar que o mercado de prata (XAG) enfrenta pressões semelhantes, impulsionado principalmente pela política de juros do Fed. A principal zona de suporte atual está entre US$ 62 e US$ 64 por onça. Se os vendedores conseguirem romper esse nível, o próximo suporte importante fica entre US$ 54,5 e US$ 55.
Dudchenko explica que a principal razão é a mudança nas expectativas de política do Fed — o mercado teme que, com o conflito no Oriente Médio, o Fed não consiga cortar as taxas conforme o esperado, pressionando ativos sem rendimento. Além disso, a liquidação passiva de posições por grandes participantes do mercado também pode ter contribuído para a volatilidade de curto prazo.
Não necessariamente. Dudchenko afirma que, mesmo caindo para US$ 3.100, o ouro ainda estaria dentro de uma correção após uma alta de aproximadamente 65% em 2025, e a probabilidade de o ouro continuar avançando até US$ 5.000 por onça permanece bastante alta.
Dudchenko recomenda claramente que não se deve entrar de forma impulsiva enquanto a tendência de baixa não for revertida. Ele sugere esperar por sinais de reversão e uma retomada em direção a US$ 5.000 antes de entrar, mesmo que o preço de entrada seja mais alto, pois assim se protege melhor contra riscos de perdas.