Olha só o que andei observando nos fluxos dos ETFs de cripto essa semana. A BlackRock registrou saídas bem pesadas nos seus produtos de bitcoin e ethereum, totalizando uns US$ 443 milhões. O IBIT, o ETF de bitcoin da BlackRock, puxou umas retiradas de US$ 158 milhões, mas o mais interessante é ver como a semana começou com entrada de $160,8 milhões em 23 de março.



Depois disso virou meio caótico. No dia 27 de março, saiu uma quantidade absurda de dinheiro de uma vez: US$ 201,5 milhões em um único dia no IBIT. Basicamente apagou todos os ganhos que tinham acumulado. Já o ETHA, o ETF de ethereum da BlackRock, sofreu ainda mais, com US$ 285,1 milhões em retiradas líquidas ao longo da semana. Diferente do bitcoin, ethereum teve saídas constantes todos os dias, sendo que o pior foi em 26 de março com $140,2 milhões saindo de uma vez.

O que achei curioso é essa divergência entre os dois. O ETF de bitcoin pelo menos conseguiu manter alguns fluxos de entrada no meio do caos, sinalizando que ainda tem interesse institucional por ali. Ethereum não teve essa sorte - foi puro sangramento de capital. Isso reflete bem o sentimento geral: investidores estão reduzindo risco, não aumentando exposição. Bitcoin manteve suporte em torno de US$ 65.000 na época, enquanto ethereum levou uma pressão maior.

Os dados mostram que quando o mercado fica incerto, os fluxos de ETF revelam bastante sobre o que realmente importa para os grandes players.
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