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A festa de despedida dos Diabos Vermelhos

Na última jornada do Grupo G, a Bélgica enfrenta a Nova Zelândia. Não é um confronto equilibrado, é o julgamento final de um leão prestes a retirar-se sobre uma ovelha que nunca provou o sabor da vitória num Campeonato do Mundo. A minha opinião é categórica: a Bélgica vencerá com facilidade, provavelmente por 2-0 ou mesmo 3-0.

**Primeira faca: 543 milhões contra 34,6 milhões — isto não é futebol, é uma destruição de níveis.**

Deixem os números falarem por mim.

O valor total do plantel belga é de 543 milhões de euros, ocupando o 9º lugar no ranking FIFA. E a Nova Zelândia? 34,6 milhões de euros, 85º no ranking FIFA. A diferença de valor entre as duas equipas é superior a 15 vezes. Só o valor de um Kevin De Bruyne ultrapassa metade do valor total de todo o plantel neozelandês.

O que é que isto significa? Significa que qualquer um dos suplentes belgas — Doku, Trossard, Tielemans — vale mais do que a linha inicial completa da Nova Zelândia. Significa que a Bélgica pode despedaçar a defesa neozelandesa com apenas metade da sua equipa titular.

Quando os suplentes de uma equipa são melhores do que os titulares do adversário, este jogo já está decidido desde o momento do sorteio.

**Segunda faca: A maldição de 44 anos sem vitórias da Nova Zelândia não será quebrada hoje.**

História da Nova Zelândia em Mundiais: 1982, três derrotas em três jogos; 2010, três empates em três jogos. Seis jogos, zero vitórias. Há 44 anos que este dominador da Oceânia nunca ganhou um único jogo num Campeonato do Mundo.

Neste Mundial, empataram 2-2 com o Irão na primeira jornada, dando esperança — o jogador sino-neozelandês de 26 anos, Chris Wood, marcou dois golos, tornando-se o primeiro neozelandês a marcar dois golos num só jogo no Mundial. Mas na segunda jornada, perderam por 3-1 com o Egipto, vendo o sonho desfeito em Houston.

Após duas jornadas, a Nova Zelândia tem 1 ponto e um saldo de golos de -2. Precisam de vencer a Bélgica na última jornada para manter esperanças de qualificação. Mas olhem para quem enfrentam — não é o Egipto, nem o Irão, são os Diabos Vermelhos, 9º no ranking FIFA, com um valor total de 543 milhões de euros.

A maldição de 44 anos não será quebrada hoje, porque o adversário de hoje é o mais forte que já enfrentaram nestes 44 anos.

**Terceira faca: A Bélgica pode estar "velha", mas é mais do que suficiente para a Nova Zelândia.**

Sei o que estão a pensar: a geração de ouro belga não se retirou? De Bruyne tem 34 anos, Lukaku 33, Witsel 37 — esta equipa não está em declínio?

Sim, estão de facto em declínio. Mas a questão é: a Bélgica em declínio continua a ser um patamar que a Nova Zelândia precisa de olhar de baixo para cima.

Vejam o desempenho belga nas duas primeiras jornadas: na primeira, empataram 1-1 com o Egipto, tendo empatado graças a um autogolo do defesa egípcio, com a Bélgica a dominar totalmente o jogo. Na segunda, empataram 0-0 com o Irão, porque Ngoy levou um cartão vermelho e a Bélgica, a jogar com menos um, optou pela contenção. Mesmo assim, o Irão foi dominado durante todo o jogo, e o golo de Taremi foi anulado.

A Bélgica não perde, apenas ainda não precisou de ganhar. Mas contra a Nova Zelândia, não precisam de se conter, não precisam de rodar, não precisam de "primeiro não sofrer golos". Podem atacar com tudo, com a faca mais afiada, contra o escudo mais mole.

De Bruyne, embora já não seja o mestre absoluto que controlava o ritmo jogo a jogo no seu auge, continua a ter um passe em profundidade que pode despedaçar a defesa neozelandesa, lenta na rotação. Lukaku, apesar da forma decrescente, continua a ter uma vantagem física esmagadora contra os centrais neozelandeses.

**Quarta faca: A defesa da Nova Zelândia é uma porta sem fechadura.**

Vejamos a configuração defensiva da Nova Zelândia.

Guarda-redes: Oliver Sail, 36 anos, experiente mas com reflexos já visivelmente mais lentos. Centrais: Tommy Smith e Bill Tuiloma, ambos jogadores de nível Championship, lentos na rotação, alvos fáceis em contra-ataques rápidos. Lateral esquerdo, James McGarry, com capacidade ofensiva razoável, mas com enormes lacunas defensivas.

Na primeira jornada contra o Irão, a defesa neozelandesa já foi furada duas vezes. Na segunda, contra o Egipto, a dupla Salah e Marmoush dominou completamente a defesa neozelandesa — no canto em que Salah assistiu Trezeguet para o golo, a defesa neozelandesa era quase inexistente.

Agora, vão enfrentar o ataque belga, com Doku, De Bruyne e Trossard. A capacidade de Doku para quebrar pelas alas, os passes cirúrgicos de De Bruyne, os movimentos sem bola de Trossard — a defesa neozelandesa, "lenta na rotação", consegue aguentar qual deles?

A resposta: nenhum.

**Quinta faca: A Bélgica precisa do primeiro lugar do grupo, e a Nova Zelândia já desistiu mentalmente.**

Esta é a lógica de jogo mais crucial.

Após duas jornadas, a situação no Grupo G é a seguinte: Bélgica 2 pontos (saldo 0), Irão 2 pontos (saldo 0), Egipto 3 pontos (saldo +2), Nova Zelândia 1 ponto (saldo -2).

Se a Bélgica vencer na última jornada, fica com 5 pontos, praticamente garantindo o primeiro lugar. Se empatar, fica com 3 pontos, ainda assim provavelmente em primeiro. Mas a Bélgica não quer "provável", quer garantia — garantir o primeiro lugar, evitar equipas fortíssimas como a Argentina nos oitavos.

Então como é que a Bélgica vai jogar? Atacar com tudo, tentar uma vitória convincente, aumentar o saldo de golos e fixar o primeiro lugar.

Do outro lado, a Nova Zelândia. 1 ponto, saldo -2, precisa de vencer a Bélgica na última jornada para ter uma hipótese teórica de passar. Mas vencer a Bélgica? Não é fácil. Mais realista é que a Nova Zelândia já sabe que provavelmente vai para casa. Depois de terem perdido por 3-1 para o Egipto na última jornada, o moral da equipa já está no fundo.

Um leão que luta para vencer, contra uma ovelha desanimada. Só há um resultado: o leão come a carne, a ovelha vai para casa.

**Sexta faca: A "tradição da última jornada" da Bélgica — nunca poupam equipas fracas.**

Olhando para a história da Bélgica em últimas jornadas de grupos de Mundiais, descobre-se um padrão: a Bélgica nunca é branda contra equipas fracas na última jornada.

No Mundial de 2018, na última jornada, a Bélgica venceu a Inglaterra por 1-0, garantindo o primeiro lugar. No Mundial de 2014, venceu a Coreia do Sul por 1-0. Contra adversários muito inferiores, a Bélgica nunca "joga pelo seguro".

Neste jogo, o treinador belga, Garcia, é um treinador "discreto e pragmático". Não fará grandes rotações na última jornada, porque o primeiro lugar é demasiado importante. Meterá o melhor onze, da forma mais direta, para matar o jogo.

O treinador neozelandês, Darren Bazeley, enfrenta uma Bélgica sem reservas. Isto não é um "jogo amigável", é uma "execução".
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NZL VS BEL
New Zealand
No
Draw
No
Belgium
Yes
$6,74M Vol.
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