Uma pequena coisa — mudou a minha perspetiva sobre “ricaços”


Se queres ter sucesso, talvez valha a pena aprender com isso
Antes, eu achava que aqueles patrões com pouca escolaridade eram ricos “da sorte”, mesmo — apenas tinham boa sorte. Mais tarde, vivi pessoalmente uma pequena situação e passei a pensar de forma diferente.
Na altura, um amigo meu trabalhava na cidade principal a fazer avaliação de crédito. Um dia, alguém precisava de um empréstimo e pediu que eu o ajudasse a tirar fotografias (a avaliação do crédito exige fotos). Eu recebi o número de telefone da outra pessoa, contactei-o e disse-lhe onde eu estaria à espera. Aconteceu que quem veio buscar-me não foi o vendedor da empresa nem um gestor comum — foi o próprio patrão, a conduzir.
Assim que entrei no carro, a primeira coisa que ele perguntou foi se eu já tinha comido, e disse-me para ir a algum sítio para comer; depois ainda me deu um maço de cigarros. Eu recusei delicadamente o convite para o jantar, porque eu sabia qual era a minha “posição”: eu nem sequer era avaliador, eu só estava ali para ajudar com as fotos.
Então o patrão, ele próprio, conduziu-me e foi comigo tirar fotografias às lojas e aos armazéns dele, um por um. Durante o percurso, ia testando o meu tom de voz. Ele disse que queria pedir cerca de 1,5 mil milhões para construir um XX de novo, e perguntou-me se, com a avaliação atual, seria possível chegar a esse valor. Na forma como falava, dava a entender que, se desse, eu provavelmente receberia “um bónus”. Eu respondi com honestidade: disse que eu só era responsável por tirar fotos e que não podia decidir sobre o resto. (O meu amigo também já me tinha avisado antes: se não fosse possível, não aceitasse um bónus à pressa; comida pode, mas bónus é um limite. Porque se não consegues resolver e mesmo assim aceitas, mais cedo ou mais tarde dá confusão.)
Eu deixei claro que eu era apenas a pessoa encarregada das fotografias. Para ele, esse papel quase não tinha qualquer valor prático. Mas, quando terminámos de tirar as fotos em todos os sítios, ele perguntou-me ainda onde eu morava e conduziu-me ele próprio até lá. À chegada, eu disse que era ali mesmo; ainda assim, ele fez questão de entrar no bairro, num caminho estreito em volta dos prédios — no meio ainda houve um engarrafamento de merda por uma coisa que se resolvia andando só alguns passos. Mesmo assim, ele levou-me até ao fim, mesmo na entrada do elevador.
(Um grande patrão, com um património na casa das centenas de milhões, a levar-te pessoalmente.)
Quando saí do carro, ele ainda tirou do porta-bagagens duas grandes sacas e três caixas de comida, e ainda por cima ajudou-me ele próprio a carregar até ao meu elevador.
Naquele instante, eu percebi de repente: ele conseguir fazer este nível de educação para com uma pessoa (eu, na altura) que não lhe trazia absolutamente nenhum proveito — e que antes nem sequer tinha qualquer ligação com ele — o que faria ele com alguém que lhe pudesse ajudar, ou com alguém ainda num nível mais alto do que o dele? Nem me atrevo a imaginar.
Desde esse dia, percebi isto: enquanto houver alguém mais bem-sucedido do que tu — e que, depois de ter sucesso, consiga manter essa mesma postura — não importa se tu o desprezas ou não, ele certamente tem algo que a maioria das pessoas não faz tão bem, porque senão não conseguiria ter sucesso.
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