
No mercado futuro, a relação entre o preço do contrato futuro e o preço à vista é essencial. Quando o preço do futuro está acima do preço à vista, temos o chamado "premium" ou "contango". Já quando o preço do futuro está abaixo do preço à vista, ocorre o "discount" ou "backwardation". O preço à vista corresponde ao valor para entrega imediata, enquanto o preço futuro é estabelecido por contratos para entrega em data posterior.
O premium geralmente surge quando o mercado espera custos de manutenção mais altos ou taxas de juros positivas no futuro. Discounts são mais comuns em cenários de oferta restrita, preocupações com picos de preço no curto prazo ou demanda intensa por hedge, levando os preços futuros a ficarem abaixo do spot.
Os principais fatores por trás de discounts e premiums são custos e expectativas. Contratos futuros com liquidação em datas mais distantes incorporam juros sobre capital, custos de armazenamento e seguro, além das taxas de gestão de posições — ou seja, o "custo de carregamento" do ativo no tempo. Esses custos normalmente elevam o preço futuro, gerando o premium (contango).
Por outro lado, se a oferta e demanda de curto prazo estiverem apertadas e a volatilidade elevada, participantes podem pagar mais pela entrega imediata, resultando em discount (backwardation). Prêmios de risco também influenciam: se manter posições futuras for considerado mais arriscado e exigir maior compensação, os premiums tendem a aumentar. Quando os riscos imediatos são maiores, os discounts se intensificam.
A principal métrica é o "basis", calculado como: Base = Preço Futuro − Preço Spot. Base positiva indica premium (contango); base negativa, discount (backwardation). O basis mostra a diferença entre o preço de hoje e o preço futuro acordado para o mesmo ativo.
Para anualizar a diferença: Premium/Discount Anualizado ≈ (Preço Futuro − Preço Spot) ÷ Preço Spot × (365 ÷ Dias até o Vencimento). Por exemplo, se o spot é 100, o vencimento é em 30 dias e o futuro é 101, então anualizado ≈ (1÷100) × (365÷30) ≈ 12,17%.
Contratos perpétuos não têm vencimento; nesses casos, a taxa de financiamento indica se o mercado está em premium ou discount. Se o contrato perpétuo negociar acima do preço do índice (que reflete o spot), a taxa de financiamento é positiva — equivalente ao premium. Se negociar abaixo, a taxa é negativa — equivalente ao discount. Consulte Perpetual Agreement para detalhes.
Spot discounts e premiums afetam pontos de entrada, direção de posição e estrutura de lucros. Em ambientes de premium, operar comprado em futuros significa “pagar pelo tempo”. Em cenários de discount, operar vendido em futuros pode ser mais vantajoso — mas é fundamental monitorar a volatilidade de curto prazo.
Para hedgers, o premium aumenta o custo de manutenção, enquanto o discount reduz o atrativo de travar preços futuros. Para arbitradores, premiums favorecem estratégias cash-and-carry (compra de spot e venda de futuro), enquanto discounts incentivam operações inversas. Independentemente da estratégia, sempre considere custos de financiamento, taxas de negociação e slippage.
Em contratos perpétuos, discounts e premiums aparecem principalmente na taxa de financiamento — um valor periódico trocado entre comprados e vendidos. Quando o preço do perpétuo excede o preço do índice, comprados pagam vendidos (taxa positiva), refletindo premium; quando o perpétuo está abaixo do índice, vendidos pagam comprados (taxa negativa), refletindo discount.
Usando o BTC como exemplo: em mercados de alta, contratos perpétuos costumam negociar acima do índice, com taxas de financiamento positivas; em períodos de baixa ou aversão ao risco, as taxas podem ficar negativas. Conforme observado nas exchanges até 2025, as taxas de financiamento das principais criptomoedas normalmente oscilam próximas de zero, mas podem permanecer positivas ou negativas por longos períodos, dependendo do sentimento do mercado ou da liquidez (dados de páginas públicas de exchanges e sites agregadores).
Diversas estratégias surgem a partir de discounts e premiums. A mais comum é a arbitragem cash-and-carry: em premiums, compra-se o spot e vende-se o futuro para capturar lucros com a convergência dos preços; em discounts, vende-se o spot e compra-se o futuro para convergência inversa.
O spread intermensal é outra abordagem — operar futuros com diferentes vencimentos para o mesmo ativo, aproveitando diferenças estruturais nos níveis de discount/premium. Para contratos perpétuos, a arbitragem de taxa de financiamento envolve posições opostas para capturar rendimento estável das taxas e spreads de preço.
Spot discounts e premiums estão no centro do basis trading. O basis — diferença entre preço futuro e spot — é positivo em premium (contango) e negativo em discount (backwardation). O basis trading foca em como essa diferença diminui conforme o vencimento se aproxima.
Quando premiums são elevados e os custos controlados, a arbitragem cash-and-carry pode garantir retornos; quando discounts são acentuados, estratégias inversas são aplicadas. Antes de executar, o trader deve avaliar taxas de empréstimo, exigências de margem, taxas e slippage para garantir que o lucro líquido permaneça positivo após todos os custos.
Os riscos associados a discounts e premiums incluem:
Implementar estratégias de discount/premium na Gate envolve etapas para transformar “oportunidades de spread” em portfólios gerenciados:
Lembrete de Risco: Toda estratégia envolve riscos de perda. Antes de utilizar alavancagem, empréstimos ou derivativos na Gate, avalie cuidadosamente sua tolerância ao risco e à segurança do capital.
Spot discounts (backwardation) e premiums (contango) refletem diferenças de preço entre mercados futuros e spot, impulsionadas por custos de carregamento e expectativas de oferta e demanda. O cálculo pode ser feito por “preço futuro − preço spot” ou estimativas anualizadas; contratos perpétuos utilizam taxas de financiamento como referência. As aplicações incluem arbitragem cash-and-carry, spreads de calendário e estratégias com taxas de financiamento — mas o retorno real depende do controle de custos e da qualidade da execução. O gerenciamento de risco é fundamental: controle alavancagem, gerencie taxas/slippage, utilize ferramentas adequadas de ordens na Gate e mantenha agilidade diante de mudanças de mercado.
Sim — se você agir no momento certo. Quando preços futuros caem significativamente abaixo do spot (discount), traders experientes podem comprar futuros e vender spot para arbitrar o spread; em cenários de premium (contango), fazem o inverso. A Gate oferece negociações spot e contratos perpétuos para facilitar a captura dessas oportunidades de spread. Vale lembrar que os retornos de arbitragem costumam ser pequenos — custos de negociação e uso de capital impactam diretamente o resultado líquido.
Isso reflete mudanças em tempo real na oferta e demanda. Um premium elevado sinaliza otimismo — participantes pagam mais para garantir posições futuras; discounts indicam pessimismo ou baixa liquidez. Grandes notícias, pânico ou operações volumosas podem reverter spreads rapidamente. Nos contratos perpétuos da Gate, é possível acompanhar essas mudanças em tempo real pelas taxas de financiamento.
Momentos-chave incluem grandes movimentos de mercado (quando os spreads atingem extremos), antes/depois de anúncios econômicos relevantes ou notícias envolvendo criptomoedas importantes. Recomenda-se monitorar diariamente os níveis de discount/premium dos principais pares — isso ajuda a avaliar o sentimento e a planejar operações contrárias. As ferramentas de gráfico de velas da Gate auxiliam no acompanhamento de spreads históricos e na identificação de padrões.
Sim. A taxa de financiamento do contrato perpétuo quantifica o premium ou discount vigente: quando o premium é alto, as taxas são positivas (comprados pagam vendidos); com discounts, as taxas são negativas (vendidos pagam comprados). Na Gate, as taxas de financiamento afetam continuamente o custo das posições — é uma medida direta do spread. Compreender essa relação permite avaliar com precisão a lucratividade da arbitragem.
O erro mais comum é perseguir premiums ou discounts excessivos. Muitos iniciantes entram em arbitragem quando premiums estão altos — e acabam perdendo quando os spreads colapsam; outros entram em discounts extremos pouco antes de uma reversão. O correto é definir limites pré-estabelecidos e só agir quando os spreads ultrapassarem sua faixa de interesse. Considere também os custos de negociação — mesmo em plataformas com baixas taxas como a Gate — e garanta que os spreads cubram todas as despesas antes de operar.


