
Volume de negociação de criptomoedas representa o total de transações, em número ou valor, realizadas em um determinado período.
Essa métrica pode ser calculada para pares específicos, como BTC/USDT, ou de forma agregada para todo o mercado. Os intervalos mais comuns são 24 horas, 7 dias e 30 dias. Os dados de volume abrangem tanto exchanges centralizadas (CEX) quanto descentralizadas (DEX), e incluem operações à vista (spot) e de derivativos. Volumes elevados refletem maior participação de usuários e capital, indicando um mercado mais dinâmico.
O volume de negociação é um indicador essencial para avaliar a atividade do mercado e o momentum dos preços.
Quando os preços sobem acompanhados de volume elevado, isso normalmente sinaliza forte presença de compradores e uma tendência mais sólida. Já altas de preço com baixo volume tendem a ser menos sustentáveis. Para traders, o volume impacta diretamente a velocidade de execução das ordens e o nível de slippage. Para equipes de projetos e investidores, o volume evidencia o engajamento da comunidade e o fluxo de capital. O volume também serve como referência para gestão de risco, permitindo identificar volatilidade atípica ou movimentos de curto prazo motivados por notícias.
O volume é analisado conforme o “escopo de medição” e a “janela de tempo”, fatores que influenciam a interpretação dos dados.
O volume spot reflete a quantidade ou valor efetivo das trocas de ativos, ou seja, o total negociado em operações como USDT por BTC. Já o volume de derivativos decorre de instrumentos como contratos perpétuos, mensurando o valor nocional negociado e expressando o sentimento de mercado em relação à direção dos preços, mas não representa entrada direta de capital no mercado spot.
A janela de tempo mais utilizada é “24 horas”. As exchanges somam continuamente todas as operações finalizadas nesse período. Para pares de negociação específicos, o volume normalmente é expresso na moeda de cotação (USDT) ou, em alguns casos, na moeda base (BTC). Sempre confira se o valor está em USDT ou BTC.
É fundamental diferenciar “volume real” de “volume artificial”. Algumas plataformas não reguladas podem recorrer ao “wash trading”, inflando o volume para simular atividade. Para evitar análises equivocadas, compare informações de diferentes fontes e priorize plataformas ou instituições de pesquisa com mecanismos de auditoria e proteção contra manipulação.
O volume de negociação se manifesta de maneiras distintas em exchanges centralizadas, exchanges descentralizadas e produtos financeiros relacionados.
Em exchanges centralizadas (como a Gate), os principais pares spot, como BTC/USDT e ETH/USDT, normalmente apresentam volumes elevados em 24 horas, o que facilita a execução rápida das ordens e spreads reduzidos. No segmento de derivativos, contratos perpétuos frequentemente têm volumes superiores ao mercado spot, refletindo operações alavancadas e expectativas de direção mais acentuadas.
Em exchanges descentralizadas (Uniswap, PancakeSwap), o volume está diretamente ligado à profundidade de liquidez dos pools. Pools com alto volume revelam trocas frequentes de ativos, aumentando os ganhos com taxas para os LPs (liquidity providers). Pools de stablecoins na Ethereum, por exemplo, costumam registrar picos de volume em períodos de volatilidade devido ao crescimento nas trocas desses ativos.
No mercado geral, eventos de destaque podem impulsionar o volume. Mudanças regulatórias, aprovações de ETFs, desbloqueios de tokens ou airdrops podem gerar picos pontuais em pares específicos ou em todo o mercado.
Você pode analisar o volume de negociação por meio dos painéis das exchanges e de plataformas de dados independentes.
Passo 1: Consulte o volume de um ativo na Gate. Acesse a página de mercado da Gate, pesquise o par desejado (exemplo: BTC/USDT) e confira o “volume de negociação em 24 horas” na interface ou no card do mercado. Verifique se a unidade está em USDT ou BTC e avalie a profundidade do livro de ofertas e o spread para garantir boa execução.
Passo 2: Analise dados de mercado amplo e interplataformas. Visite CoinGecko ou CoinMarketCap, selecione “Markets/Exchanges” ou “Pairs”, compare volumes de 24 horas do mesmo par em diferentes plataformas e identifique valores atípicos.
Passo 3: Avalie a atividade em DEX e on-chain. Utilize Dune ou DeFiLlama para acessar painéis que monitoram volumes de DEX por blockchain, filtre por período (exemplo: últimos 7 dias), veja quais redes ou pools estão mais ativos e analise se taxas e slippage são adequados para grandes operações.
Passo 4: Consulte volumes de derivativos e taxas de funding. Plataformas de derivativos mostram volumes de contratos perpétuos junto com as taxas de funding. Se ambos sobem juntos, isso indica aumento de operações alavancadas e potencial volatilidade de curto prazo.
Nos últimos 6 a 12 meses, observa-se recuperação do volume spot, domínio contínuo dos derivativos e protagonismo dos principais ativos.
No recorte temporal, a atividade global do mercado em 2024 superou a de 2023. Estudos apontam que o volume de contratos em exchanges centralizadas continuará dominante até o segundo semestre de 2025 (Q3/Q4). O volume spot cresce expressivamente em eventos catalisadores. Até o início de 2026, o foco segue nos ativos principais, com altas sincronizadas nos volumes spot e de contratos em dias de grandes notícias ou divulgações macroeconômicas. Para mais detalhes, consulte relatórios trimestrais e anuais da Kaiko, The Block Research e CoinGecko.
Estruturalmente, pares ligados a stablecoins exibem maior elasticidade de volume em dias voláteis, funcionando como canais ágeis de entrada e saída de capital. Produtos OTC como ETFs tornaram-se indicadores de engajamento de capital no mercado cripto; painéis oficiais mostram volumes diários frequentemente na casa dos bilhões de dólares, com picos em grandes eventos.
Ponto-chave: analise a “relação preço-volume”. O destaque do ano está em observar se altas de preço vêm acompanhadas de aumento de volume, se liquidações apresentam volumes elevados, se a atividade se concentra em poucos ativos ou períodos e se há divergências entre plataformas. Sempre valide o horário e a origem dos dados antes de tomar decisões de investimento.
Volume de negociação mensura “quanto foi negociado em um período passado”, enquanto liquidez indica “com que rapidez e a que custo ativos podem ser negociados agora”.
Volume alto nem sempre significa liquidez elevada. Uma moeda pode apresentar muitos pequenos negócios em um dia (volume alto), mas se o livro de ofertas for raso e o spread amplo, ordens grandes podem sofrer slippage relevante. Por outro lado, um par bem atendido por market makers ativos processa ordens médias rapidamente e com pouco impacto no preço, mesmo que o volume recente não seja alto.
Na prática, sempre avalie o “volume de 24 horas” e a “profundidade/spread do livro de ofertas” antes de negociar. O volume mostra a atividade, enquanto a profundidade e o spread indicam se a execução será próxima ao preço corrente.
Volume elevado não significa que os preços vão subir; apenas indica mercado ativo. O volume pode refletir tanto pressão de venda quanto de compra. O essencial é analisar a relação entre volume e preço — altas acompanhadas de volume crescente sinalizam força; altas com volume em queda sugerem risco de reversão.
Observe três padrões: aumentos graduais de volume em regiões de fundo sugerem entrada de compradores; picos acentuados em topos costumam indicar distribuição; volumes baixos e persistentes sinalizam acumulação. Em exchanges como a Gate, utilize gráficos de candles com histogramas de volume como referência — mas não baseie decisões apenas no volume.
As variações decorrem de diferenças no perfil de usuários, profundidade de liquidez e pares disponíveis em cada exchange. Plataformas líderes como a Gate geralmente apresentam volumes mais altos e estáveis; exchanges menores estão mais sujeitas a manipulação. Prefira negociar em grandes exchanges para maior confiabilidade dos dados e menor risco de slippage.
Uma queda abrupta pode indicar menor interesse do mercado ou que traders aguardam definição de tendência. Analise em conjunto com o movimento dos preços: quedas com volume decrescente sugerem possível pausa nas vendas; altas com volume em queda exigem atenção para potenciais reversões.
Cada métrica tem sua função — períodos mais longos mostram tendências de fundo, enquanto o volume de 24 horas destaca volatilidade de curto prazo e oportunidades intradiárias. Para maior clareza, acompanhe ambos em conjunto.


