
Keylogger é uma ferramenta, ou tipo de malware, criada para capturar e armazenar cada tecla pressionada no teclado. Ele pode operar de forma silenciosa em segundo plano, registrando informações sensíveis como credenciais de acesso, senhas, frases mnemônicas e chaves privadas.
Pense em um keylogger como alguém anotando discretamente tudo o que você digita ao lado do seu teclado — seja ao acessar um site, digitar seu e-mail ou inserir uma frase mnemônica na sua wallet, o keylogger pode registrar tudo. Algumas versões ainda enviam esses dados periodicamente para criminosos.
No ecossistema Web3, keyloggers são especialmente perigosos porque podem roubar as “chaves dos seus ativos”. A frase mnemônica serve para restaurar ou importar uma wallet — como se fosse a chave reserva da sua casa. Já a chave privada é a prova máxima de propriedade dos ativos em blockchain, comparável ao único acesso permitido a um cofre bancário.
Ao importar wallets no computador digitando frases mnemônicas, um keylogger que captura esses dados entrega o controle da carteira aos criminosos. Mesmo ao acessar exchanges, keyloggers podem salvar credenciais de login e ser usados junto a outras técnicas para burlar etapas de verificação.
Keyloggers funcionam, em geral, interceptando eventos do teclado. Os baseados em software instalam componentes no sistema para monitorar cada tecla pressionada; os baseados em hardware são dispositivos físicos conectados entre teclado e computador, duplicando os dados transmitidos.
Algumas variantes monitoram também a área de transferência, capturando conteúdos copiados como chaves privadas ou endereços de depósito. Versões mais sofisticadas podem agrupar dados coletados e enviá-los periodicamente para servidores remotos controlados por criminosos.
Os keyloggers se apresentam principalmente em duas formas: software e hardware. Os de software são instalados como programas no sistema e são altamente discretos. Os de hardware são adaptadores físicos ou pequenos dispositivos conectados entre teclado e computador — visíveis, porém facilmente ignorados.
Também existem extensões de navegador disfarçadas de ferramentas de produtividade, plugins maliciosos de métodos de entrada ou o uso indevido de “recursos de acessibilidade” em dispositivos móveis — todos podem atuar como keyloggers. Computadores públicos têm risco ainda maior, pois não há como garantir a integridade do sistema.
Keyloggers comprometem diretamente a segurança de suas wallets e contas em exchanges. Eles registram frases mnemônicas digitadas ao importar wallets, além de usuários e senhas de exchanges, permitindo a tomada de conta via phishing ou outros métodos.
Alguns ataques combinam sequestro da área de transferência — trocando endereços de wallet copiados pelos do criminoso. Outros podem interceptar códigos de verificação digitados. Realizar saques ou trocar senhas em dispositivos não confiáveis aumenta ainda mais o risco.
Passo 1: Revise extensões do navegador e métodos de entrada. Mantenha apenas extensões essenciais e confiáveis, desinstale plugins desconhecidos e baixe métodos de entrada somente de fontes oficiais.
Passo 2: Faça uma varredura completa no sistema. Use o centro de segurança do sistema operacional ou um software de segurança reconhecido para escanear todo o sistema — incluindo itens de inicialização e memória — e trate imediatamente qualquer alerta de alto risco.
Passo 3: Verifique itens de inicialização e tarefas agendadas. Remova programas desconhecidos da inicialização automática, fique atento a tarefas agendadas ou nomes de serviços suspeitos e, se necessário, recorra à restauração ou redefinição do sistema.
Passo 4: Inspecione conexões físicas. Procure por “adaptadores” incomuns ou pequenos dispositivos conectados aos cabos do teclado ou às portas USB. Evite inserir dados sensíveis em computadores públicos.
Passo 5: Altere credenciais críticas em dispositivo limpo. Atualize senhas importantes, renove o 2FA das exchanges e só faça login após confirmar a segurança do dispositivo.
Passo 1: Ative a autenticação em duas etapas (2FA). Habilite códigos dinâmicos (como TOTP por aplicativo), SMS ou verificação por e-mail na sua conta Gate. Essa camada extra dificulta logins não autorizados mesmo que sua senha seja capturada por um keylogger.
Passo 2: Configure listas brancas e atrasos para saques. Adicione endereços de saque frequentes à whitelist e ative atrasos para saques. Mesmo se a conta for invadida, essas medidas dificultam retiradas rápidas de fundos.
Passo 3: Use códigos anti-phishing e notificações de login. Códigos anti-phishing ajudam a identificar e-mails ou sites legítimos. Alertas de login e gerenciamento de dispositivos permitem identificar rapidamente acessos não autorizados ou dispositivos desconhecidos.
Passo 4: Minimize permissões de API e faça auditorias frequentes. Conceda às APIs apenas as permissões estritamente necessárias; habilite funções de trade ou saque apenas quando realmente precisar. Revise e exclua periodicamente chaves não utilizadas.
Passo 5: Realize operações sensíveis em dispositivos confiáveis. Em ações como troca de senha ou saques, utilize sempre que possível dispositivos dedicados e limpos, evitando redes e computadores públicos.
Lembrete de risco: Nenhuma medida de segurança é absoluta. Sempre verifique a confiabilidade do dispositivo, da rede e da plataforma antes de movimentar fundos.
Keyloggers são voltados especificamente para capturar “dados de entrada”, enquanto trojans tradicionais podem incluir funções como controle remoto, criptografia de arquivos ou roubo geral de dados. Muitos malwares modernos trazem módulos de keylogger como parte de ataques combinados.
Na defesa, keyloggers costumam deixar poucos rastros visíveis, exigindo detecção comportamental e boas práticas de segurança; trojans podem causar anomalias mais perceptíveis, como alto uso de recursos ou pop-ups. Ambos exigem resposta imediata.
Muitos acham que usar um gerenciador de senhas garante segurança. Embora gerenciadores evitem digitação manual, ainda há risco se você copiar e colar credenciais ou expor a senha mestre em um dispositivo infectado.
Alguns acreditam que “digitar no celular é seguro”. Dispositivos móveis também podem ser afetados por keyloggers — como métodos de entrada maliciosos ou apps que abusam de permissões de acessibilidade — por isso, a origem do dispositivo e as permissões dos apps são igualmente críticas.
Por fim, “não instalar extensões de navegador é suficiente para estar seguro” é uma visão incompleta. Keyloggers em nível de sistema ou hardware não dependem de extensões, então é fundamental realizar verificações completas de software e hardware.
Em essência, um keylogger “transforma o que você digita em informação para terceiros”. Em ambientes Web3, eles representam riscos graves para frases mnemônicas e chaves privadas, mas também ameaçam contas de exchanges e códigos de verificação. Conhecer seu funcionamento reduz o risco: evite inserir dados sensíveis em dispositivos não confiáveis; mantenha extensões e métodos de entrada sob controle; use recursos como 2FA, whitelist de saque, códigos anti-phishing e gerenciamento de dispositivos; e sempre execute operações críticas em dispositivos limpos. Segurança é um hábito contínuo — não se resolve com uma única varredura.
Sim. Keyloggers registram tudo o que você digita ao inserir chaves privadas, frases mnemônicas ou senhas de exchange — permitindo que hackers roubem seus ativos. Em exchanges como a Gate, se sua senha de login for capturada, seus fundos ficam vulneráveis a transferências não autorizadas. Sempre faça varreduras antivírus antes de inserir informações sensíveis ou utilize carteiras físicas/offline.
Você pode começar verificando processos suspeitos no Gerenciador de Tarefas, procurando arquivos desconhecidos em diretórios do sistema ou executando uma varredura completa com antivírus profissional. Se notar processos anormais ou lentidão, faça backup dos arquivos importantes imediatamente e reinstale o sistema operacional. Usuários de cripto também devem trocar rapidamente todas as senhas das contas em exchanges como precaução.
O keylogger é um malware específico para registrar entradas do teclado. Vírus e trojans têm funções mais amplas — podem roubar arquivos, monitorar telas, alterar configurações do sistema etc. — mas frequentemente incluem módulos de keylogger. Se houver infecção por vírus ou trojan, é provável que haja keylogger também. Todo esse malware deve ser removido imediatamente.
Use senhas fortes e ative o 2FA da Gate — essa camada extra protege mesmo se sua senha for registrada. Mantenha sistema e navegador atualizados para evitar vulnerabilidades. Realize varreduras periódicas com antivírus confiável ou use o teclado virtual da Gate, se disponível. Para grandes valores, prefira guardar fundos em carteiras físicas em vez de contas de exchange.
Keyloggers padrão registram apenas o que é digitado. No entanto, malwares mais avançados podem capturar telas ou rastrear movimentos do mouse; esse tipo é chamado de “Remote Access Trojans” (RATs). Se houver suspeita de ataques direcionados, reforce a segurança do sistema — inclusive desabilitando permissões desnecessárias de câmera e microfone.


