
O Bitcoin ETF, sigla para Exchange-Traded Fund, é um instrumento financeiro que replica o preço do Bitcoin e pode ser negociado em bolsas de valores tradicionais, de maneira semelhante às ações de empresas. O ETF reúne um conjunto de ativos em cotas, permitindo ao investidor comprar e vender exposição a esses ativos por meio de uma conta em corretora convencional.
Existem dois tipos principais de Bitcoin ETF. Spot Bitcoin ETFs mantêm Bitcoin real sob custódia de um terceiro. Já os ETFs de futuros obtêm exposição negociando contratos futuros de Bitcoin em bolsas regulamentadas. Ao comprar um Bitcoin ETF pela corretora, você adquire cotas do fundo — não a posse direta de Bitcoin para retirada em carteira pessoal.
A experiência de negociação diária de um Bitcoin ETF — incluindo liquidez, aderência ao valor patrimonial líquido (NAV) e fluidez das transações — depende de mecanismos como custódia, market making e do processo de criação/resgate do fundo.
O tamanho de um Bitcoin ETF é relevante porque costuma impactar custos de negociação e qualidade de execução. ETFs maiores apresentam livros de ofertas mais profundos, spreads mais estreitos e volumes mais altos, facilitando operações eficientes.
Para o investidor, ser o “maior” também indica forte participação institucional e processos operacionais maduros, o que pode resultar em acompanhamento mais estável do índice. Porém, o maior fundo nem sempre é o mais adequado; fatores como taxas, tributação e perfil de negociação também devem ser considerados.
As principais métricas são Assets Under Management (AUM), volume diário negociado e spread de compra e venda. O AUM representa o valor total administrado pelo fundo — ou seja, seu porte. O volume negociado indica liquidez e atividade, enquanto o spread reflete o custo de transação.
Quanto ao AUM, os maiores Bitcoin ETFs costumam administrar entre alguns bilhões e dezenas de bilhões de dólares. Em volume de negociação, os principais produtos podem movimentar bilhões em um único dia, especialmente em períodos de alta volatilidade. Dados públicos do início de 2024 (como Bloomberg e CoinShares) mostram que spot Bitcoin ETFs seguem recebendo fluxos líquidos, com produtos líderes concentrando grande parte do AUM e do volume negociado.
Além dessas três métricas, o investidor deve analisar tracking error (diferença entre preço/NAV do ETF e o preço de referência do Bitcoin), prêmios/descontos em relação ao NAV durante o pregão e tendências de fluxos líquidos. Esses fatores juntos determinam se a negociação ocorre próxima ao valor justo.
A principal diferença está na exposição subjacente. Spot Bitcoin ETFs mantêm Bitcoin físico sob custódia; ETFs de futuros acompanham o preço do Bitcoin indiretamente, mantendo contratos futuros, o que pode gerar custos de rolagem ou desvios quando os contratos são renovados.
ETFs de futuros sofrem influência de “contango” ou “backwardation” — contratos negociados acima ou abaixo do preço à vista — e exigem a rolagem de posições entre vencimentos, o que pode aumentar custos. Spot ETFs acompanham mais de perto o preço real do Bitcoin, mas demandam maior rigor em custódia, transferências on-chain e conformidade regulatória. Ao comparar, foque no tracking error e no custo total (taxas de administração e custos ocultos).
O mecanismo de criação/resgate define como cotas do ETF são trocadas pelos ativos subjacentes, afetando liquidez e precificação. Existem dois modelos principais: criação/resgate em dinheiro e in-kind (físico).
Na criação/resgate em dinheiro, utiliza-se moeda fiduciária — participantes autorizados compram ou vendem Bitcoin no mercado para balancear ou entregar cotas do ETF, o que pode elevar custos em períodos de volatilidade. No resgate in-kind, a liquidação ocorre diretamente em Bitcoin, reduzindo intermediários, mas exigindo operações robustas de custódia e blockchain.
Quando esses mecanismos funcionam bem e há participação ativa de market makers, os principais Bitcoin ETFs mantêm spreads estreitos e preços próximos ao NAV — razão pela qual produtos maiores tendem a oferecer melhor experiência de negociação.
Os critérios principais são taxas, liquidez, estrutura e conformidade regulatória. Siga este passo a passo:
Bitcoin ETFs são listados em bolsas locais dos respectivos mercados. Para negociá-los, abra uma conta em corretora de valores regulamentada e habilitada para o mercado desejado. O processo de compra e venda é semelhante ao de ações:
Se você já opera criptoativos spot na Gate, atente-se às diferenças: comprar Bitcoin spot na Gate garante posse direta e permite retirada para carteira própria; comprando um Bitcoin ETF, você detém cotas do fundo, sem possibilidade de transferência on-chain. ETFs são indicados para alocação via corretora tradicional; a posse direta é voltada para uso on-chain e autocustódia, exigindo gestão de chaves privadas e aceitação dos riscos operacionais de blockchain.
Aviso de risco: O Bitcoin apresenta alta volatilidade; ETFs podem negociar com prêmios ou descontos em relação ao NAV e podem apresentar tracking errors. Negociação alavancada ou com margem aumenta ainda mais o risco. A tributação varia conforme a jurisdição — revise o prospecto e avalie sua tolerância ao risco antes de investir.
Não existe uma única resposta para “o maior Bitcoin ETF” — métricas como AUM, volume ou spreads podem apontar líderes diferentes. Entender o funcionamento dos ETFs e seus mecanismos de criação/resgate é fundamental para decidir se “maior” significa “melhor”. Compare tipo de produto, custo total, liquidez, custódia e restrições regulatórias antes de optar por alocação via conta de valores mobiliários ou por manter Bitcoin spot diretamente em plataformas como a Gate — escolha o que melhor se encaixa nos seus objetivos, regime tributário e estratégia de risco.
O maior Bitcoin ETF globalmente é geralmente definido por Assets Under Management (AUM). Nos EUA, iShares Bitcoin Trust (ticker: IBIT) e Fidelity Wise Origin Bitcoin Mini Trust (ticker: FBTC) são atualmente os dois maiores em AUM. O tamanho é avaliado pelo total de ativos administrados, volume médio diário e quantidade de Bitcoins mantidos. Prefira produtos com alto AUM e forte liquidez para custos menores.
Sim — o tamanho de um Bitcoin ETF é dinâmico, mudando conforme fluxos de capital e o preço do Bitcoin. Em mercados de alta, entradas aumentam o AUM; em quedas, saídas podem reduzir o tamanho do fundo. As posições mudam a cada trimestre — acompanhe dados atualizados, não impressões antigas.
Em geral, ETFs maiores oferecem mais segurança por terem controles de risco robustos e supervisão regulatória. Maior escala normalmente significa mais liquidez e facilidade para saída. Entretanto, a segurança depende da credibilidade do emissor e da posse efetiva de Bitcoin, não apenas do AUM.
Um ETF grande costuma ser uma boa opção, mas não deve ser o único critério. Considere também taxas (quanto menores, melhor), volume médio diário (que afeta a execução) e confiabilidade da plataforma (prefira listadas em bolsas reconhecidas como a Gate). Compare taxas e liquidez entre as principais opções — esses fatores são essenciais.
O tamanho do ETF não determina diretamente os retornos — eles dependem principalmente da variação do preço do Bitcoin. No entanto, ETFs maiores tendem a cobrar taxas menores e apresentar tracking errors reduzidos, o que pode elevar o retorno líquido ao longo do tempo. Priorize produtos que acompanhem de perto o preço do Bitcoin spot, ao invés de ETFs de futuros, para garantir desempenho alinhado ao preço real do Bitcoin.


