
Transactions Per Second, conhecido como TPS, é uma métrica que indica quantas transações uma rede blockchain consegue processar e registrar em um único segundo. O TPS reflete a capacidade de processamento da rede e é fundamental para saber se haverá congestionamento nos momentos de maior demanda.
O TPS pode ser comparado ao número de faixas de uma rodovia: quanto mais faixas (maior TPS), mais carros passam ao mesmo tempo, diminuindo o risco de engarrafamentos. Porém, mesmo com muitas faixas, se a pista não estiver em boas condições (como ocorre com alta latência de rede ou nós muito dispersos), cada carro ainda pode demorar para chegar ao destino. Isso evidencia a diferença entre TPS e latência.
O TPS é determinante porque afeta diretamente a experiência do usuário, o custo das transações e a viabilidade de aplicações descentralizadas (dApps). TPS baixo aumenta a probabilidade de congestionamento, fazendo com que usuários paguem taxas mais altas para priorizar suas operações e enfrentem filas maiores.
Para desenvolvedores, a quantidade de operações simultâneas que uma aplicação suporta é limitada pelo TPS da rede. Por exemplo, eventos de mintagem de NFT, ações em jogos blockchain ou negociações de alta frequência em DEXs podem enfrentar filas, falhas e taxas elevadas se a demanda de usuários superar o TPS disponível. Isso pode comprometer a estabilidade e a confiabilidade do negócio.
Um método comum de estimar o TPS é: TPS ≈ Número médio de transações por bloco ÷ Tempo de bloco (em segundos). Embora simples, essa fórmula sofre influência do tamanho das transações, da estratégia de inclusão nos blocos e de outros fatores.
Por exemplo:
Vale destacar que os números de TPS divulgados por fontes oficiais ou pela comunidade podem variar conforme a metodologia: alguns relatam o “pico teórico” de TPS, outros o “carregamento sustentado”, e alguns incluem transações de “sistema ou votação”. Essas diferenças afetam significativamente os valores apresentados.
O TPS mede o volume de operações processadas ao mesmo tempo. Latência é o tempo que uma transação leva para ser enviada, incluída em um bloco e ficar visível. Finalização indica quando uma transação se torna irreversível na rede.
Por exemplo, uma blockchain pode ter TPS elevado, mas exigir várias confirmações para alcançar a finalização — usuários que sacam para uma exchange podem enfrentar atrasos. Outra rede pode ter TPS intermediário, mas blocos rápidos e finalização ágil, proporcionando melhor experiência para pequenos pagamentos. As três métricas são complementares, atendendo a propósitos distintos e não substituem umas às outras.
O TPS varia bastante entre blockchains e depende da forma de medição. De acordo com dados da comunidade em 2025:
Na análise do TPS, é crucial entender a metodologia — se é pico teórico ou carga sustentada, se inclui transações de sistema/votação e se os dados vêm de testnet ou mainnet. Esses fatores podem alterar radicalmente os valores reportados.
É possível conferir o TPS atual usando exploradores de blockchain e dashboards comunitários:
Passo 1: Abra o explorador da blockchain e confira as páginas “Blocks” ou “Txns” para calcular o número de transações em um período. No Etherscan, por exemplo, basta observar o total de transações dos últimos 10 minutos e dividir pelo tempo total de bloco para estimar o TPS.
Passo 2: Acesse dashboards analíticos especializados. Para Bitcoin, o mempool.space traz gráficos de throughput e congestionamento; para Solana, utilize as métricas oficiais de TPS e sites da comunidade; para Ethereum e redes Layer2, a página Throughput do L2Beat apresenta dados detalhados.
Passo 3: Observe os critérios de medição. Veja se transações de sistema estão incluídas, se os números representam valores de pico ou médias e qual período foi considerado. Números gerados por metodologias diferentes não são comparáveis diretamente.
Existem várias estratégias para elevar o TPS, cada uma com seus próprios desafios:
Ao depositar, sacar ou interagir com blockchains pela Gate, o TPS afeta diretamente a velocidade e o custo das transações. TPS baixo ou congestionado pode exigir taxas mais altas para inclusão rápida, aumentando o tempo de espera.
Por exemplo, ao selecionar uma rede na página de saque da Gate — como ERC-20 (Ethereum Mainnet) ou SOL (Solana) — diferenças de TPS e tempo de bloco resultam em variações perceptíveis no tempo de chegada das operações. Em períodos de pico, como eventos de mintagem de NFT ou grandes lançamentos, TPS insuficiente gera filas e aumento nas taxas. Nesses casos, o ideal é esperar ou escolher redes menos congestionadas.
Para sua segurança financeira, sempre verifique a estabilidade e a finalização da rede escolhida. Mesmo com TPS elevado, redes instáveis ou sujeitas a limitações de taxa podem gerar transações travadas ou reprocessadas.
Ao analisar números de TPS apresentados, dê atenção à metodologia e ao contexto:
O TPS é um indicador importante para avaliar a capacidade de processamento de uma blockchain, mas deve ser analisado junto com latência e finalização, considerando os métodos de medição. Antes de escolher uma mainnet ou solução Layer2 para sua aplicação, defina bem os requisitos de concorrência e experiência do usuário. Monitore o desempenho real usando exploradores e dashboards. Ao usar exchanges como a Gate para depósitos ou saques, leve em conta tanto o TPS atual quanto o congestionamento da rede ao planejar taxas e horários — ajuste a rede ou o momento conforme necessário. Analise os números divulgados de forma crítica — priorize capacidade de carga sustentável e segurança para equilibrar desempenho e descentralização.
Não necessariamente. O TPS indica apenas o throughput teórico; a velocidade real depende também do congestionamento, do tempo de confirmação e de outros fatores. Uma blockchain pode divulgar TPS alto, mas ainda assim apresentar atrasos em períodos de pico, pois o número reflete condições ideais. Sempre confira o tempo médio de confirmação das transações, não apenas o TPS divulgado.
Há várias razões: primeiro, as transações na Gate passam tanto pelo processamento interno da plataforma quanto pela confirmação on-chain — não dependem só do TPS da blockchain. Segundo, durante congestionamentos, o throughput real pode ser bem inferior ao teórico. Terceiro, sua transação pode estar em uma fila. Para mais agilidade, prefira operar fora dos horários de pico.
Seja racional ao analisar alegações de TPS. Muitos projetos exageram seus números — prometendo velocidades centenas de vezes maiores que Bitcoin ou Ethereum — enquanto o desempenho real pode ser bem diferente. Dê preferência a dados reais de transação, como volume diário e tempo médio de confirmação, para ter uma visão mais precisa do desempenho.
Sim. Por exemplo, o limite de cerca de 7 TPS do Bitcoin contribui para sua alta segurança e grau de descentralização — pontos centrais de seu valor. TPS elevado não é sempre melhor; redes diferentes fazem escolhas de design conforme suas prioridades — algumas priorizam throughput, outras, segurança. Ao escolher uma blockchain, avalie segurança, descentralização e custos de transação, não apenas o TPS.
É relevante considerar, mas não é motivo para preocupação excessiva. A Gate otimiza o roteamento e a liquidação internamente — então, mesmo que o TPS de uma rede seja baixo, a experiência do usuário se mantém estável na plataforma. Ainda assim, conhecer o TPS da rede escolhida ajuda a antecipar possíveis atrasos em períodos de pico; evite grandes transações em horários de congestionamento para garantir processamento mais eficiente.


