transações por segundo

Transações por segundo (TPS) são um indicador essencial que quantifica quantas operações uma blockchain consegue processar a cada segundo. O TPS pode ser comparado ao número de faixas de uma rodovia, pois determina a capacidade de tráfego da rede em momentos de congestionamento, afetando diretamente tanto o tempo de espera quanto as taxas das transações. O TPS apresenta grande variação entre blockchains públicas e soluções de Layer 2, dependendo de fatores como tempo de bloco, volume de transações suportadas por bloco, largura de banda da rede e arquitetura do mecanismo de consenso. Essa métrica é indispensável para analisar se uma aplicação pode funcionar de maneira estável e eficiente em uma determinada rede blockchain.
Resumo
1.
TPS (Transações Por Segundo) é uma métrica de desempenho fundamental que mede quantas transações uma blockchain pode processar por segundo, refletindo diretamente a capacidade de throughput da rede
2.
O TPS varia significativamente entre as blockchains: o Bitcoin processa cerca de 7 TPS, o Ethereum cerca de 15 TPS, enquanto a Solana pode lidar com milhares de TPS
3.
Um TPS mais alto significa confirmações de transação mais rápidas e menor risco de congestionamento, servindo como uma dimensão central para avaliar a escalabilidade da blockchain
4.
O TPS é influenciado por mecanismos de consenso, tamanho dos blocos e arquitetura da rede, devendo ser avaliado juntamente com os níveis de descentralização
transações por segundo

O que é Transactions Per Second (TPS)?

Transactions Per Second, conhecido como TPS, é uma métrica que indica quantas transações uma rede blockchain consegue processar e registrar em um único segundo. O TPS reflete a capacidade de processamento da rede e é fundamental para saber se haverá congestionamento nos momentos de maior demanda.

O TPS pode ser comparado ao número de faixas de uma rodovia: quanto mais faixas (maior TPS), mais carros passam ao mesmo tempo, diminuindo o risco de engarrafamentos. Porém, mesmo com muitas faixas, se a pista não estiver em boas condições (como ocorre com alta latência de rede ou nós muito dispersos), cada carro ainda pode demorar para chegar ao destino. Isso evidencia a diferença entre TPS e latência.

Por que o TPS é relevante?

O TPS é determinante porque afeta diretamente a experiência do usuário, o custo das transações e a viabilidade de aplicações descentralizadas (dApps). TPS baixo aumenta a probabilidade de congestionamento, fazendo com que usuários paguem taxas mais altas para priorizar suas operações e enfrentem filas maiores.

Para desenvolvedores, a quantidade de operações simultâneas que uma aplicação suporta é limitada pelo TPS da rede. Por exemplo, eventos de mintagem de NFT, ações em jogos blockchain ou negociações de alta frequência em DEXs podem enfrentar filas, falhas e taxas elevadas se a demanda de usuários superar o TPS disponível. Isso pode comprometer a estabilidade e a confiabilidade do negócio.

Como o TPS é calculado?

Um método comum de estimar o TPS é: TPS ≈ Número médio de transações por bloco ÷ Tempo de bloco (em segundos). Embora simples, essa fórmula sofre influência do tamanho das transações, da estratégia de inclusão nos blocos e de outros fatores.

Por exemplo:

  • Se uma blockchain processa normalmente 1.800 transações por bloco e o tempo de bloco é de 6 segundos, TPS ≈ 1.800 ÷ 6 ≈ 300.
  • No Bitcoin, o tempo de bloco é cerca de 600 segundos e o número de transações por bloco varia conforme o tamanho das operações. O TPS fica entre 3 e 7. Como há variação de tamanho das transações e blocos vazios, o TPS observado pode oscilar no curto prazo.

Vale destacar que os números de TPS divulgados por fontes oficiais ou pela comunidade podem variar conforme a metodologia: alguns relatam o “pico teórico” de TPS, outros o “carregamento sustentado”, e alguns incluem transações de “sistema ou votação”. Essas diferenças afetam significativamente os valores apresentados.

Qual a diferença entre TPS, latência e finalização?

O TPS mede o volume de operações processadas ao mesmo tempo. Latência é o tempo que uma transação leva para ser enviada, incluída em um bloco e ficar visível. Finalização indica quando uma transação se torna irreversível na rede.

Por exemplo, uma blockchain pode ter TPS elevado, mas exigir várias confirmações para alcançar a finalização — usuários que sacam para uma exchange podem enfrentar atrasos. Outra rede pode ter TPS intermediário, mas blocos rápidos e finalização ágil, proporcionando melhor experiência para pequenos pagamentos. As três métricas são complementares, atendendo a propósitos distintos e não substituem umas às outras.

Como o TPS varia entre diferentes blockchains?

O TPS varia bastante entre blockchains e depende da forma de medição. De acordo com dados da comunidade em 2025:

  • O TPS da camada base do Bitcoin é geralmente estimado entre 3 e 7 (fontes: mempool.space e medições da comunidade, 2025).
  • No Ethereum, a camada base apresenta TPS em torno de 10–15, variando conforme o tamanho das transações e parâmetros de bloco (fontes: documentação do Ethereum.org e estatísticas de comunidade, 2025).
  • Na Solana, o TPS de transações que não envolvem votação costuma ir de algumas centenas a milhares; incluindo transações de votação, esse número cresce bastante (fontes: página oficial de métricas da Solana e dashboards comunitários, 2025).
  • A mainnet Polygon PoS normalmente opera de algumas dezenas a algumas centenas de TPS, dependendo da demanda (fontes: Polygonscan e estatísticas da comunidade, 2025).
  • Soluções Layer2 como Arbitrum e Optimism podem atingir centenas a milhares de TPS em picos de uso (fontes: L2Beat throughput e páginas oficiais, 2025).
  • Blockchains de nova geração como Aptos e Sui já reportaram milhares a dezenas de milhares de TPS em testnets ou no início da mainnet, mas esses dados dependem fortemente dos cenários de teste e dos critérios de medição (fontes: blogs oficiais e testes comunitários, 2025).

Na análise do TPS, é crucial entender a metodologia — se é pico teórico ou carga sustentada, se inclui transações de sistema/votação e se os dados vêm de testnet ou mainnet. Esses fatores podem alterar radicalmente os valores reportados.

Como consultar dados de TPS?

É possível conferir o TPS atual usando exploradores de blockchain e dashboards comunitários:

Passo 1: Abra o explorador da blockchain e confira as páginas “Blocks” ou “Txns” para calcular o número de transações em um período. No Etherscan, por exemplo, basta observar o total de transações dos últimos 10 minutos e dividir pelo tempo total de bloco para estimar o TPS.

Passo 2: Acesse dashboards analíticos especializados. Para Bitcoin, o mempool.space traz gráficos de throughput e congestionamento; para Solana, utilize as métricas oficiais de TPS e sites da comunidade; para Ethereum e redes Layer2, a página Throughput do L2Beat apresenta dados detalhados.

Passo 3: Observe os critérios de medição. Veja se transações de sistema estão incluídas, se os números representam valores de pico ou médias e qual período foi considerado. Números gerados por metodologias diferentes não são comparáveis diretamente.

Quais tecnologias aumentam o TPS?

Existem várias estratégias para elevar o TPS, cada uma com seus próprios desafios:

  • Ajuste de parâmetros: Aumentar o tamanho do bloco ou reduzir o tamanho das transações aumenta o throughput, mas pode elevar a exigência de hardware dos nós e impactar a descentralização.
  • Execução paralela: Processar transações em canais paralelos — via modelos de conta otimizados ou execução paralela de VM — melhora a eficiência.
  • Otimização da rede: Propagação mais rápida de blocos e compressão de dados reduzem a latência na comunicação entre nós.
  • Sharding e paralelismo multi-chain: Dividir a rede em shards ou colaborar entre cadeias eleva o throughput total, mas traz complexidade às operações cross-shard/cross-chain.
  • Soluções Layer2: Ao agregar grandes volumes de transações off-chain (como optimistic rollups ou zero-knowledge rollups) e enviar resumos para a mainnet, é possível aumentar muito o TPS efetivo mantendo a segurança da rede principal.

Como o TPS impacta operações dos usuários na Gate?

Ao depositar, sacar ou interagir com blockchains pela Gate, o TPS afeta diretamente a velocidade e o custo das transações. TPS baixo ou congestionado pode exigir taxas mais altas para inclusão rápida, aumentando o tempo de espera.

Por exemplo, ao selecionar uma rede na página de saque da Gate — como ERC-20 (Ethereum Mainnet) ou SOL (Solana) — diferenças de TPS e tempo de bloco resultam em variações perceptíveis no tempo de chegada das operações. Em períodos de pico, como eventos de mintagem de NFT ou grandes lançamentos, TPS insuficiente gera filas e aumento nas taxas. Nesses casos, o ideal é esperar ou escolher redes menos congestionadas.

Para sua segurança financeira, sempre verifique a estabilidade e a finalização da rede escolhida. Mesmo com TPS elevado, redes instáveis ou sujeitas a limitações de taxa podem gerar transações travadas ou reprocessadas.

Como avaliar alegações de TPS em campanhas de marketing?

Ao analisar números de TPS apresentados, dê atenção à metodologia e ao contexto:

  • Pico teórico ≠ desempenho sustentável na mainnet. Resultados de laboratório ou testes de estresse não refletem o uso real.
  • Veja se transações de sistema/votação estão incluídas; isso pode inflar os números em algumas redes.
  • Diferenças entre testnet e mainnet: testnets normalmente têm menos nós e ambiente mais controlado, o que resulta em TPS mais altos.
  • Trade-offs de escalabilidade: Blocos maiores ou maior necessidade de banda podem elevar custos dos nós e afetar descentralização/segurança.
  • Pontos únicos de falha e interrupções: TPS alto é irrelevante se falhas de rede ou censura prejudicam a experiência do usuário.

Como usar métricas de TPS de forma eficiente

O TPS é um indicador importante para avaliar a capacidade de processamento de uma blockchain, mas deve ser analisado junto com latência e finalização, considerando os métodos de medição. Antes de escolher uma mainnet ou solução Layer2 para sua aplicação, defina bem os requisitos de concorrência e experiência do usuário. Monitore o desempenho real usando exploradores e dashboards. Ao usar exchanges como a Gate para depósitos ou saques, leve em conta tanto o TPS atual quanto o congestionamento da rede ao planejar taxas e horários — ajuste a rede ou o momento conforme necessário. Analise os números divulgados de forma crítica — priorize capacidade de carga sustentável e segurança para equilibrar desempenho e descentralização.

FAQ

TPS mais alto sempre significa transações mais rápidas?

Não necessariamente. O TPS indica apenas o throughput teórico; a velocidade real depende também do congestionamento, do tempo de confirmação e de outros fatores. Uma blockchain pode divulgar TPS alto, mas ainda assim apresentar atrasos em períodos de pico, pois o número reflete condições ideais. Sempre confira o tempo médio de confirmação das transações, não apenas o TPS divulgado.

Por que as transações na Gate às vezes parecem lentas mesmo com TPS alto na blockchain?

Há várias razões: primeiro, as transações na Gate passam tanto pelo processamento interno da plataforma quanto pela confirmação on-chain — não dependem só do TPS da blockchain. Segundo, durante congestionamentos, o throughput real pode ser bem inferior ao teórico. Terceiro, sua transação pode estar em uma fila. Para mais agilidade, prefira operar fora dos horários de pico.

Como iniciantes devem interpretar campanhas de marketing sobre TPS de blockchain?

Seja racional ao analisar alegações de TPS. Muitos projetos exageram seus números — prometendo velocidades centenas de vezes maiores que Bitcoin ou Ethereum — enquanto o desempenho real pode ser bem diferente. Dê preferência a dados reais de transação, como volume diário e tempo médio de confirmação, para ter uma visão mais precisa do desempenho.

Existem vantagens em blockchains com TPS mais baixo?

Sim. Por exemplo, o limite de cerca de 7 TPS do Bitcoin contribui para sua alta segurança e grau de descentralização — pontos centrais de seu valor. TPS elevado não é sempre melhor; redes diferentes fazem escolhas de design conforme suas prioridades — algumas priorizam throughput, outras, segurança. Ao escolher uma blockchain, avalie segurança, descentralização e custos de transação, não apenas o TPS.

Preciso me preocupar com o TPS da blockchain ao negociar na Gate?

É relevante considerar, mas não é motivo para preocupação excessiva. A Gate otimiza o roteamento e a liquidação internamente — então, mesmo que o TPS de uma rede seja baixo, a experiência do usuário se mantém estável na plataforma. Ainda assim, conhecer o TPS da rede escolhida ajuda a antecipar possíveis atrasos em períodos de pico; evite grandes transações em horários de congestionamento para garantir processamento mais eficiente.

Uma simples curtida já faz muita diferença

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Nonce é definido como um “número usado uma única vez”, criado para assegurar que determinada operação ocorra apenas uma vez ou siga uma ordem sequencial. Em blockchain e criptografia, o uso de nonces é comum em três situações: nonces de transação garantem que as operações de uma conta sejam processadas em sequência e não possam ser duplicadas; nonces de mineração servem para encontrar um hash que satisfaça um nível específico de dificuldade; já nonces de assinatura ou login impedem que mensagens sejam reaproveitadas em ataques de repetição. O conceito de nonce estará presente ao realizar transações on-chain, acompanhar processos de mineração ou acessar sites usando sua wallet.
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cifra
Um algoritmo criptográfico consiste em um conjunto de métodos matemáticos desenvolvidos para proteger informações e verificar sua autenticidade. Entre os tipos mais comuns estão a criptografia simétrica, a criptografia assimétrica e os algoritmos de hash. No universo blockchain, esses algoritmos são essenciais para a assinatura de transações, geração de endereços e garantia da integridade dos dados, fatores que asseguram a proteção dos ativos e a segurança das comunicações. A execução de operações em wallets e exchanges — como requisições de API e retiradas de ativos — depende diretamente da implementação robusta desses algoritmos e de uma gestão eficiente de chaves.

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