A política de investimento em ativos criptográficos das empresas sul-coreanas sofre uma mudança: o limite de 5% não é um obstáculo, mas sim uma oportunidade
A proibição de investimento em criptomoedas empresariais na Coreia do Sul, que durou 9 anos, está prestes a terminar. Isto não só marca uma mudança importante na política de ativos digitais dos principais economias do Leste Asiático, como também indica uma estratégia de regulação que passa de uma proibição absoluta para uma abertura ordenada. No entanto, esta mudança não é total, pelo contrário, existem várias limitações que, à primeira vista, parecem restringir, mas que na verdade oferecem uma garantia de segurança para os participantes do mercado.
A proibição de 9 anos está a chegar ao fim: uma grande mudança na supervisão financeira na Coreia do Sul
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul está a elaborar oficialmente diretrizes regulatórias para o investimento empresarial em criptomoedas, com previsão de publicação oficial em breve. Esta mudança de política resulta de anos de observação e estudo por parte das autoridades reguladoras sul-coreanas, com o objetivo de equilibrar a gestão de riscos e a vitalidade do mercado.
De acordo com relatos, a FSC já concluiu um projeto de diretrizes para transações de criptomoedas por parte de empresas cotadas e investidores profissionais, com previsão de publicação formal em janeiro ou fevereiro. Uma vez implementada, as empresas sul-coreanas terão pela primeira vez uma via legal para incluir ativos de criptomoedas nos seus livros contabilísticos, um marco de referência para as principais economias asiáticas.
Como proteger o investimento na abertura do mercado: uma firewall rigorosa
Ao contrário de outros países com abordagens mais permissivas, a nova política da Coreia do Sul estabeleceu desde o início um mecanismo claro de “firewall”, que não visa restringir, mas sim garantir a estabilidade do mercado.
Limites quantitativos ao investimento representam a primeira linha de defesa: empresas e investidores profissionais podem usar até 5% do seu capital próprio para comprar criptomoedas por ano. Este limite, embora pareça conservador, é suficiente na fase inicial para satisfazer as necessidades de exploração e teste das empresas.
Definição do escopo de investimento é a segunda linha de defesa: atualmente, a política permite apenas a compra das 20 maiores criptomoedas por valor de mercado. Esta restrição reduz efetivamente o risco de as empresas investirem em tokens emergentes ou com baixa liquidez. Quanto à inclusão de stablecoins como USDT e USDC na lista de compras, ainda está em discussão, com previsão de clarificação na versão final.
Mecanismos de execução de transações constituem a terceira linha de defesa: as novas diretrizes incluirão mecanismos como “divisão de ordens” e “limites de preço” para evitar movimentos de mercado excessivos em transações de grande volume. Estas medidas técnicas demonstram uma regulação detalhada e cuidadosa.
Fluxo de fundos e oportunidades de mercado: BTC e ETH serão os principais beneficiários
Quando as 20 principais criptomoedas por valor de mercado passam a ser acessíveis às empresas sul-coreanas, o fluxo de mercado torna-se claro. Segundo a análise do pesquisador associado Min Jung, da Presto Research, esta nova política irá injetar uma quantidade significativa de fundos institucionais no mercado, embora a concentração de capital seja bastante elevada.
Dados recentes mostram que o valor de mercado circulante do Bitcoin é de 1.796,33 mil milhões de dólares, e o do Ethereum é de 364,00 mil milhões de dólares, ambos dominando de forma absoluta o mercado. Min Jung observa que, devido à limitação às 20 maiores moedas, é esperado que o capital empresarial que entrar seja majoritariamente direcionado para o Bitcoin e o Ethereum, enquanto outras moedas terão uma participação relativamente limitada.
Este fenômeno de concentração não é por acaso, mas uma consequência do desenho da política e da realidade do mercado. Projetos menores, embora tenham oportunidades limitadas, evitam também o risco de serem atingidos por fluxos excessivos de especulação.
Testes iniciais sem restrições: uma postura cautelosa que favorece o desenvolvimento a longo prazo
A limitação de 5% do investimento por parte das autoridades reguladoras gerou debates na indústria. Alguns argumentaram que este número era demasiado conservador, mas a lógica prática mostra o contrário. Min Jung explica que, para as empresas que estão a dar os primeiros passos, a maioria adotará uma postura de teste, e esta restrição, na verdade, funciona como um mecanismo necessário para uma entrada gradual e com riscos controlados.
Este estilo de investimento cauteloso na fase inicial tem um significado profundo: por um lado, permite às empresas acumular experiência e otimizar processos, ao mesmo tempo que aumenta gradualmente o volume de investimento; por outro lado, o mercado consegue, num ambiente de recursos limitados, estabelecer mecanismos de entrada de investidores institucionais e de formação de preços.
Revisão do progresso regulatório: de proibição a uma abertura progressiva
Esta política não foi implementada do nada, mas é uma continuação do processo sistemático de eliminação da proibição prática de “transações de ativos digitais por parte de instituições”, por parte das autoridades reguladoras sul-coreanas.
O processo de abertura segue um cronograma claro: primeiro, as organizações sem fins lucrativos e as exchanges de criptomoedas já podem vender os ativos digitais que possuem; depois, as autoridades anunciaram a abertura para que empresas cotadas e investidores profissionais possam negociar criptomoedas; agora, o quadro completo de políticas de investimento empresarial está a ser formado.
Este método de abertura progressiva, onde cada passo se constrói sobre o anterior, demonstra a profunda consideração do FSC ao equilibrar inovação regulatória e gestão de riscos.
A chegada da “Lei Básica de Ativos Digitais”: o quadro completo da regulação de criptomoedas na Coreia
A implementação da política de investimento empresarial é apenas um capítulo do panorama regulatório de criptomoedas na Coreia. Um sistema mais amplo está a ser preparado.
Prevê-se que a “Lei Básica de Ativos Digitais”, prevista para o primeiro trimestre deste ano, seja uma “regulamentação de segunda fase”, que estabelecerá a base legal para o ecossistema de criptomoedas na Coreia. Esta lei definirá políticas-chave, como a emissão e negociação de ETFs de criptomoedas à vista, a supervisão de stablecoins em won coreano, e um ecossistema completo de políticas de investimento empresarial.
Embora pareça que todas essas políticas criam obstáculos para o setor, na verdade representam um equilíbrio cuidadoso entre inovação e segurança, abertura e controlo, por parte das autoridades reguladoras. A Coreia do Sul está a construir, de forma progressiva e sistemática, um modelo de regulação de criptomoedas maduro e sustentável para toda a Ásia.
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A política de investimento em ativos criptográficos das empresas sul-coreanas sofre uma mudança: o limite de 5% não é um obstáculo, mas sim uma oportunidade
A proibição de investimento em criptomoedas empresariais na Coreia do Sul, que durou 9 anos, está prestes a terminar. Isto não só marca uma mudança importante na política de ativos digitais dos principais economias do Leste Asiático, como também indica uma estratégia de regulação que passa de uma proibição absoluta para uma abertura ordenada. No entanto, esta mudança não é total, pelo contrário, existem várias limitações que, à primeira vista, parecem restringir, mas que na verdade oferecem uma garantia de segurança para os participantes do mercado.
A proibição de 9 anos está a chegar ao fim: uma grande mudança na supervisão financeira na Coreia do Sul
A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul está a elaborar oficialmente diretrizes regulatórias para o investimento empresarial em criptomoedas, com previsão de publicação oficial em breve. Esta mudança de política resulta de anos de observação e estudo por parte das autoridades reguladoras sul-coreanas, com o objetivo de equilibrar a gestão de riscos e a vitalidade do mercado.
De acordo com relatos, a FSC já concluiu um projeto de diretrizes para transações de criptomoedas por parte de empresas cotadas e investidores profissionais, com previsão de publicação formal em janeiro ou fevereiro. Uma vez implementada, as empresas sul-coreanas terão pela primeira vez uma via legal para incluir ativos de criptomoedas nos seus livros contabilísticos, um marco de referência para as principais economias asiáticas.
Como proteger o investimento na abertura do mercado: uma firewall rigorosa
Ao contrário de outros países com abordagens mais permissivas, a nova política da Coreia do Sul estabeleceu desde o início um mecanismo claro de “firewall”, que não visa restringir, mas sim garantir a estabilidade do mercado.
Limites quantitativos ao investimento representam a primeira linha de defesa: empresas e investidores profissionais podem usar até 5% do seu capital próprio para comprar criptomoedas por ano. Este limite, embora pareça conservador, é suficiente na fase inicial para satisfazer as necessidades de exploração e teste das empresas.
Definição do escopo de investimento é a segunda linha de defesa: atualmente, a política permite apenas a compra das 20 maiores criptomoedas por valor de mercado. Esta restrição reduz efetivamente o risco de as empresas investirem em tokens emergentes ou com baixa liquidez. Quanto à inclusão de stablecoins como USDT e USDC na lista de compras, ainda está em discussão, com previsão de clarificação na versão final.
Mecanismos de execução de transações constituem a terceira linha de defesa: as novas diretrizes incluirão mecanismos como “divisão de ordens” e “limites de preço” para evitar movimentos de mercado excessivos em transações de grande volume. Estas medidas técnicas demonstram uma regulação detalhada e cuidadosa.
Fluxo de fundos e oportunidades de mercado: BTC e ETH serão os principais beneficiários
Quando as 20 principais criptomoedas por valor de mercado passam a ser acessíveis às empresas sul-coreanas, o fluxo de mercado torna-se claro. Segundo a análise do pesquisador associado Min Jung, da Presto Research, esta nova política irá injetar uma quantidade significativa de fundos institucionais no mercado, embora a concentração de capital seja bastante elevada.
Dados recentes mostram que o valor de mercado circulante do Bitcoin é de 1.796,33 mil milhões de dólares, e o do Ethereum é de 364,00 mil milhões de dólares, ambos dominando de forma absoluta o mercado. Min Jung observa que, devido à limitação às 20 maiores moedas, é esperado que o capital empresarial que entrar seja majoritariamente direcionado para o Bitcoin e o Ethereum, enquanto outras moedas terão uma participação relativamente limitada.
Este fenômeno de concentração não é por acaso, mas uma consequência do desenho da política e da realidade do mercado. Projetos menores, embora tenham oportunidades limitadas, evitam também o risco de serem atingidos por fluxos excessivos de especulação.
Testes iniciais sem restrições: uma postura cautelosa que favorece o desenvolvimento a longo prazo
A limitação de 5% do investimento por parte das autoridades reguladoras gerou debates na indústria. Alguns argumentaram que este número era demasiado conservador, mas a lógica prática mostra o contrário. Min Jung explica que, para as empresas que estão a dar os primeiros passos, a maioria adotará uma postura de teste, e esta restrição, na verdade, funciona como um mecanismo necessário para uma entrada gradual e com riscos controlados.
Este estilo de investimento cauteloso na fase inicial tem um significado profundo: por um lado, permite às empresas acumular experiência e otimizar processos, ao mesmo tempo que aumenta gradualmente o volume de investimento; por outro lado, o mercado consegue, num ambiente de recursos limitados, estabelecer mecanismos de entrada de investidores institucionais e de formação de preços.
Revisão do progresso regulatório: de proibição a uma abertura progressiva
Esta política não foi implementada do nada, mas é uma continuação do processo sistemático de eliminação da proibição prática de “transações de ativos digitais por parte de instituições”, por parte das autoridades reguladoras sul-coreanas.
O processo de abertura segue um cronograma claro: primeiro, as organizações sem fins lucrativos e as exchanges de criptomoedas já podem vender os ativos digitais que possuem; depois, as autoridades anunciaram a abertura para que empresas cotadas e investidores profissionais possam negociar criptomoedas; agora, o quadro completo de políticas de investimento empresarial está a ser formado.
Este método de abertura progressiva, onde cada passo se constrói sobre o anterior, demonstra a profunda consideração do FSC ao equilibrar inovação regulatória e gestão de riscos.
A chegada da “Lei Básica de Ativos Digitais”: o quadro completo da regulação de criptomoedas na Coreia
A implementação da política de investimento empresarial é apenas um capítulo do panorama regulatório de criptomoedas na Coreia. Um sistema mais amplo está a ser preparado.
Prevê-se que a “Lei Básica de Ativos Digitais”, prevista para o primeiro trimestre deste ano, seja uma “regulamentação de segunda fase”, que estabelecerá a base legal para o ecossistema de criptomoedas na Coreia. Esta lei definirá políticas-chave, como a emissão e negociação de ETFs de criptomoedas à vista, a supervisão de stablecoins em won coreano, e um ecossistema completo de políticas de investimento empresarial.
Embora pareça que todas essas políticas criam obstáculos para o setor, na verdade representam um equilíbrio cuidadoso entre inovação e segurança, abertura e controlo, por parte das autoridades reguladoras. A Coreia do Sul está a construir, de forma progressiva e sistemática, um modelo de regulação de criptomoedas maduro e sustentável para toda a Ásia.