
(Fonte: Adobe)
A Adobe (ADBE) vem enfrentando fortes oscilações de preço nos últimos anos, caindo do seu auge em 2021 para os atuais US$ 309 — o menor patamar desde novembro de 2022. O valor de mercado da empresa despencou de US$ 340 bilhões para aproximadamente US$ 129 bilhões, aumentando o ceticismo dos investidores quanto ao potencial de crescimento sustentável.
Analistas de Wall Street mantêm postura cautelosa, e alguns demonstram pessimismo explícito sobre o futuro da Adobe. A Oppenheimer rebaixou sua classificação de “Outperform” para “Perform”, citando o risco de que ferramentas de IA emergentes possam impactar negativamente a demanda por determinados produtos da Adobe. O Goldman Sachs emitiu recomendação de “Venda” com preço-alvo de US$ 290, enquanto Jefferies e BMO também revisaram suas avaliações para baixo recentemente.
A intensificação da concorrência representa outro desafio relevante. Figma e Canva vêm conquistando espaço e pressionando fortemente a Adobe no segmento de ferramentas de design. O Canva, especialmente, atingiu uma avaliação de mercado privado acima de US$ 42 bilhões, consolidando-se como protagonista no setor.
Além disso, a Adobe deixou de ser uma ação de tecnologia de alto crescimento para se tornar uma empresa madura, com ritmo de expansão mais moderado. Embora o último balanço tenha registrado receita de US$ 6,19 bilhões no quarto trimestre — alta de 10% em relação ao ano anterior e recorde histórico —, a velocidade de crescimento está bem abaixo da trajetória acelerada de anos anteriores.
Mesmo diante desses desafios, a Adobe apresenta múltiplos de valuation relativamente baixos. O índice preço/lucro (P/L) futuro está em 13,9, bem abaixo da média dos últimos cinco anos (30) e da mediana do setor de tecnologia (25). O índice PEG projetado é de 1,07, também inferior à mediana do setor, de 1,71.
A empresa exibe forte desempenho na “Regra dos 40”, com taxa de crescimento de 10% e margens EBITDA e líquida de 30% e 40%, respectivamente — indicando equilíbrio saudável entre expansão e rentabilidade. Analistas projetam que a receita avance para a faixa de US$ 26 bilhões a US$ 28,35 bilhões, com o lucro por ação (EPS) estimado para subir de US$ 20,95 em 2025 para US$ 23,45 neste ano e possivelmente US$ 26,3 no próximo exercício fiscal.
Na análise técnica, as ações da Adobe formaram o clássico padrão de cunha descendente, com linhas de tendência próximas à convergência. Caso haja recuperação, a resistência de curto prazo pode se situar em torno de US$ 350; se o suporte for rompido, os preços podem cair para US$ 272 — menor valor desde setembro de 2022.
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As ações da Adobe estão em mínimas históricas, mas indicadores de valuation e sinais técnicos sugerem potencial de recuperação. Se a empresa avançar em iniciativas de IA e sustentar o crescimento de receita e lucro, os papéis podem se recuperar gradualmente em direção ao patamar de US$ 350. Ainda assim, é essencial que investidores acompanhem de perto a concorrência e fatores macroeconômicos que podem afetar o sentimento do mercado.





