Kevin Warsh foi indicado como candidato à presidência do Federal Reserve, surpreendendo o mercado pela postura tradicionalmente rígida e abordagem singular de política monetária.
Em 30 de janeiro, Donald Trump confirmou oficialmente, nas redes sociais, a indicação de Kevin Warsh como candidato à presidência do Federal Reserve. Em sua passagem anterior pelo Fed, Warsh manifestou preocupações públicas sobre o prolongamento do afrouxamento quantitativo (QE) e criticou o papel do Fed ao viabilizar gastos governamentais em larga escala, afirmando que o balanço inflado da instituição subsidiava os custos de endividamento do governo. Com a notícia da indicação, possivelmente por receio de um perfil menos flexível do que o esperado, dólar e yields dos Treasuries se recuperaram. Já o ouro, que havia reagido à volatilidade noturna, recuou novamente sob pressão de liquidez.
Por que Warsh despontou como favorito? Embora defenda a independência do banco central, sua visão sobre o equilíbrio do duplo mandato do Fed se alinha mais à ideologia de Trump. Warsh avalia emprego e inflação de forma distinta da atual direção do Fed. Ele defende a redução do balanço do Fed para abrir espaço para cortes de juros, com potencial de estabilizar o mercado de crédito. Para Warsh, a expansão desordenada do balanço desde a crise do subprime alimentou a inflação. Ao reduzir gradualmente o balanço, o Fed poderia controlar a inflação e criar espaço para cortes de juros. As propostas de Warsh podem estabilizar o crédito no curto prazo e viabilizar cortes de juros ainda este ano.
Os dados desta semana incluem informações de emprego dos EUA, ISM Manufacturing e Services PMI e o índice de sentimento da Universidade de Michigan. As pesquisas PMI dos setores industrial e de serviços
trazem insights sobre crescimento, comércio, inflação e tendências do mercado de trabalho global no início de 2026. O relatório de folha de pagamento não agrícola de sexta-feira será referência para a principal preocupação das autoridades dos EUA. Cresce a percepção de que um desaquecimento mais intenso do mercado de trabalho pode ser necessário para estimular novo afrouxamento do Fed, tornando o relatório de sexta-feira decisivo para as expectativas de juros. (1, 2)

Quantos cortes de juros do Fed em 2026, Polymarket

DXY
O índice do dólar americano caiu fortemente na terça-feira, após Trump sinalizar possível intervenção na moeda, mas recuperou-se na sexta-feira com a indicação do novo presidente do Fed. (3)

Rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos
Após o anúncio oficial da indicação de Kevin Warsh, a expectativa de mudança na política monetária provocou forte alta nos yields dos títulos, levando à realização de lucros e liquidação de posições sobrecompradas. (4)

Ouro
Na semana passada, ao se aproximar da máxima histórica de quase US$ 5.600/oz, o ouro caiu acentuadamente na sexta-feira, pressionado pela nomeação de Kevin Warsh, cuja postura é mais rígida. (5)

Preço do BTC

Preço do ETH

Relação ETH/BTC
Na última semana, o BTC caiu 8,7% e o ETH recuou 19,4%. ETFs de BTC tiveram saídas líquidas de US$ 1,49 bilhão, a segunda maior da série histórica, enquanto ETFs de ETH registraram saídas de US$ 326,9 milhões. (6)
A relação ETH/BTC caiu 9,9%, rompendo o patamar-chave de 0,03 para cerca de 0,029, sinalizando fraqueza relativa do ETH. O sentimento piorou ainda mais, com o Índice de Medo & Ganância despencando para 14 (medo extremo). (7)
O estresse nas posições se tornou evidente. O custo médio do BTC da MicroStrategy é de US$ 76.037, abaixo do valor de mercado. No ETH, o custo médio da Bitmine é de US$ 3.849, e o da Trend Research, US$ 3.180. Destaca-se que a posição DeFi em ETH da Trend Research na Aave enfrenta nível de liquidação próximo de US$ 1.880, evidenciando maior risco de queda caso a pressão vendedora persista. (8)

Valor de mercado total cripto

Valor de mercado total cripto excluindo BTC e ETH

Valor de mercado total cripto excluindo top 10 em dominância
O valor de mercado total das criptomoedas caiu 11,3%. Excluindo BTC e ETH, o mercado recuou 8,1%, e as altcoins fora do top 10 caíram 8,7%. Isso mostra que BTC e ETH perderam mais força que o restante do mercado.
Em contrapartida, tokens ligados a agentes de IA na Base voltaram ao destaque, impulsionados pelo lançamento de Moltbook e Moltbot, uma rede social de agentes de IA que atrai interesse especulativo de curto prazo.

Fonte: Coinmarketcap e Gate Ventures, em 02 de fevereiro de 2026
Entre as 30 maiores criptomoedas por valor de mercado, os preços caíram em média 8,5%, com apenas Hyperliquid e Canton Network registrando ganhos.
HYPE disparou 45,8% na semana, puxado pela forte atividade no HIP-3 e pelo aumento do interesse em negociações de commodities. Protocolos HIP-3 como trade.xyz registraram US$ 4,3 bilhões em volume negociado em 30 de janeiro, novo recorde diário. (9)
O movimento ganhou impulso adicional após Cathie Wood, da Ark Invest, citar publicamente a Hyperliquid como investimento atrativo, fortalecendo a confiança dos investidores. (10)
$BIRB (Moonbirds) é o token utilitário oficial do ecossistema Moonbirds, marcando a transição do projeto além dos NFTs para uma economia tokenizada on-chain. Ele foi criado para incentivar participação, recompensas e crescimento do ecossistema em jogos, redes sociais e aplicações voltadas a criadores.
$BIRB começou a ser negociado a US$ 0,17 e atualmente está por volta de US$ 0,22, sugerindo um FDV estimado de ~US$ 222 milhões. O token está listado em grandes exchanges, incluindo Coinbase, Gate e Binance.
Reguladores de Hong Kong planejam apresentar um projeto de marco regulatório para ativos digitais em 2026. Christopher Hui, Secretário de Serviços Financeiros e Tesouro, afirmou que o governo está preparando um projeto de lei abrangendo serviços de consultoria em cripto, após consulta pública divulgada em dezembro. Paralelamente, a Autoridade Monetária de Hong Kong começou a processar pedidos de licença para emissores de stablecoin, conforme a Stablecoin Ordinance. Atualmente, 11 plataformas de cripto estão licenciadas para operar em Hong Kong, incluindo Hashkey, OSL, EX.IO, entre outras. (11)
O Nubank recebeu aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency dos EUA para formar um banco nacional, avançando para a fase de organização enquanto expande serviços bancários e cripto regulados nos Estados Unidos. A aprovação permitirá ao Nubank oferecer depósitos, empréstimos, cartões de crédito e custódia de ativos digitais, condicionada ao cumprimento de requisitos de capitalização, supervisão e à obtenção de aprovações adicionais do FDIC e do Federal Reserve. O movimento reforça a estratégia cripto do Nubank, incluindo negociação in-app, ampliação da oferta de tokens no Brasil e pilotos de integração de pagamentos com stablecoin a produtos tradicionais de cartão. (12)
A Bybit está avançando sobre as finanças tradicionais com planos de lançar um produto de varejo no modelo neobank, o MyBank, já em fevereiro. O CEO Ben Zhou confirmou a iniciativa, que será viabilizada por parceria com o Pave Bank, instituição credenciada apoiada pela Tether, em vez de uma licença bancária própria da Bybit. Especialistas alertam que, embora funções como pagamentos, cartões e on/off-ramps sejam comuns, operar como banco de fato implica exigências relevantes de capital, compliance e responsabilidade, podendo exigir KYC mais rigoroso e dificultar o onboarding que atrai o público de varejo para plataformas cripto. (13)
A Galaxy Ventures liderou uma rodada seed de US$ 7 milhões na Tenbin Labs, de Nova York, junto com Wintermute Ventures, GSR, FalconX e outros, para desenvolver commodities e moedas tokenizadas de padrão institucional. Em vez de wrappers de custódia, a Tenbin ancora preços via futuros da CME Group, permitindo liquidação rápida, baixas taxas e repasse do yield de basis de futuros. A empresa planeja lançar primeiro um produto de ouro tokenizado, seguido de tokens de FX de alto rendimento atrelados a moedas de mercados emergentes, mirando usuários DeFi que buscam alternativas aos stablecoins atrelados ao dólar. (14)
A Mesh, de São Francisco, concluiu uma Série C de US$ 75 milhões liderada pela Dragonfly Capital, com participação de Paradigm, Coinbase Ventures, SBI Investment e outros, avaliando a empresa em US$ 1 bilhão e totalizando mais de US$ 200 milhões captados. Posicionada como infraestrutura de pagamentos agnóstica em ativos, não como emissora de tokens, a Mesh está criando uma rede de pagamentos cripto “any-to-any” que permite ao consumidor gastar qualquer ativo digital enquanto o comerciante recebe instantaneamente em stablecoin ou fiat de preferência. O aporte vai acelerar a expansão global na América Latina, Ásia e Europa, além de aprofundar parcerias com emissores de stablecoin e provedores de pagamentos. (15)
A Flying Tulip, de Andre Cronje, levantou mais US$ 75,5 milhões em vendas privadas e públicas de tokens, mantendo valuation de US$ 1 bilhão em fully diluted. Os últimos US$ 25,5 milhões vieram de uma Série A privada, com apoio de Amber Group, Fasanara Digital e Paper Ventures, além de US$ 50 milhões captados via a plataforma Curated da Impossible Finance, com novas vendas públicas previstas na CoinList. Estruturada a preço fixo de US$ 0,10 por FT, todas as rodadas incluem direito de resgate on-chain “perpetual put”, oferecendo proteção ao principal em caso de queda. A Flying Tulip está construindo uma exchange integrada on-chain com spot, perpétuos, lending e uma stablecoin nativa (ftUSD), com capital destinado a estratégias de yield, incentivos e recompra antes do lançamento pós-TGE. (16)
Na semana anterior, foram fechados 11 acordos, sendo 5 em DeFi (46% do total). Infraestrutura teve 4 acordos (36%), Social 1 acordo (9%) e Dados 1 acordo (9%).

Resumo semanal de acordos de venture, Fonte: Cryptorank e Gate Ventures, em 2 de fevereiro de 2026
O total divulgado de captação na semana anterior foi de US$ 188,5 milhões; 3 acordos não tiveram valor anunciado. O maior volume veio do setor DeFi, com US$ 124,5 milhões. Destaque para Flying Tulip (US$ 75,5 milhões).

Resumo semanal de acordos de venture, Fonte: Cryptorank e Gate Ventures, em 2 de fevereiro de 2026
A captação semanal total saltou para US$ 188,5 milhões na 1ª semana de fevereiro de 2026, alta de 52% em relação à semana anterior.
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