A Casa Branca realizou esta semana a sua segunda reunião sobre rendimentos de stablecoins. Bancos e representantes de criptomoedas reuniram-se numa sessão que muitos consideraram produtiva.
No entanto, não surgiu um acordo final durante as conversas. Ambas as partes partilharam novos detalhes sobre as suas posições e possíveis compromissos.
As instituições bancárias apresentaram na reunião princípios escritos de “proibição”.
O documento delineou limites estritos para as ofertas de rendimento de stablecoins. Segundo a jornalista Eleanor Terrett, da Fox Business, os bancos recusam-se a permitir rendimento apenas por manter stablecoins.
🚨NOVIDADE: Detalhes da reunião da Casa Branca sobre rendimento de stablecoins, segundo fontes bancárias e de criptomoedas presentes:
Pessoas de ambos os lados consideraram a reunião ‘produtiva’, mas, novamente, não foi alcançado um compromisso ao final. Contudo, os detalhes do acordo foram discutidos com mais profundidade… pic.twitter.com/w5nPlG1DLi
— Eleanor Terrett (@EleanorTerrett) 11 de fevereiro de 2026
A posição bancária vai além de restrições básicas à propriedade. O documento afirmou que o rendimento sobre “uso” ou “propriedade” de tokens permanece proibido. Quaisquer excepções a estas proibições “devem ser extremamente limitadas em escopo”.
Uma fonte do setor de criptomoedas apontou uma possível concessão por parte dos bancos. A expressão “qualquer excepção proposta” no parágrafo dois indica disposição para discutir algumas excepções. Anteriormente, os bancos recusaram-se a negociar excepções para recompensas baseadas em transações.
A reunião focou fortemente em “atividades permitidas” para contas de stablecoins. Estas regras definiriam quais ações na conta poderiam permitir às empresas de criptomoedas oferecer recompensas.
Representantes de criptomoedas desejam definições amplas para estas atividades. Os bancos preferem uma linguagem restritiva e limitada.
Participaram na reunião Paul Grewal, da Coinbase, e Miles Jennings, da a16z. Stuart Alderoty, da Ripple, e Josh Rosner, da Paxos, também estiveram presentes. Estiveram ainda representantes da Blockchain Association e do Crypto Council.
Grandes bancos enviaram as suas próprias delegações. Goldman Sachs, JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo participaram. Citibank, PNC Bank e US Bank também estiveram presentes. Grupos de comércio como o Bank Policy Institute e a American Bankers Association juntaram-se a eles.
Esta segunda reunião foi notavelmente menor do que o primeiro encontro. Patrick Witt, Diretor Executivo do Conselho de Criptomoedas do Presidente, liderou a sessão. Membros do staff do Comité de Bancários do Senado também participaram.
Stuart Alderoty, da Ripple, partilhou a sua perspetiva nas redes sociais. “O compromisso está no ar”, escreveu após a reunião. Enfatizou o impulso bipartidário por trás da legislação de criptomoedas e pediu ação rápida.
O jornalista Sander Lutz sugeriu que esta poderá ser a última reunião na Casa Branca. A responsabilidade poderá passar para o Comité de Bancários do Senado e para os grupos comerciais.
Alguns players de criptomoedas estão, segundo relatos, inclinados a aceitar as exigências bancárias. A Coinbase, no entanto, continua a “resistir” em questões-chave.
Pode-se ver aqui que a linguagem dos bancos é bastante firme. Nenhum pagamento de rendimento por manter uma stablecoin, nem por “uso” ou “propriedade” do token. Quaisquer excepções à proibição “devem ser extremamente limitadas em escopo para não comprometer a proibição.”
Isso soa…
— Sander Lutz (@s_lutz95) 10 de fevereiro de 2026
A Casa Branca deseja que ambas as partes cheguem a um acordo até 1 de março.
Novas discussões entre as partes ocorrerão nos próximos dias. Ainda não está claro se acontecerá outra reunião de grande escala antes do final do mês.
A proposta dos bancos parece mais restritiva do que os rascunhos recentes de estrutura de mercado. A linguagem legislativa anterior permitia rendimento em certas atividades de stablecoins. A Coinbase retirou o apoio devido a essa mesma linguagem.
Fontes de ambos os lados descreveram a reunião como produtiva, apesar da falta de resolução. Os detalhes do acordo receberam uma discussão mais aprofundada do que em sessões anteriores.
Ambas as partes estão ativamente a explorar soluções para as suas divergências.
O debate sobre rendimento de stablecoins evidencia tensões mais amplas na regulação de criptomoedas. Os bancos preocupam-se com desvantagens competitivas se as empresas de criptomoedas puderem oferecer recompensas. As empresas de criptomoedas argumentam que a inovação exige flexibilidade na estruturação de produtos.
Regras claras sobre rendimentos de stablecoins poderiam desbloquear o crescimento do mercado. As stablecoins representam bilhões em valor de mercado e facilitam volumes massivos de transações. A forma como os reguladores lidarem com as questões de rendimento moldará o futuro desenvolvimento do setor.