O Presidente dos EUA, Trump, disse à imprensa na Casa Branca, a 31 de março, que as Forças Armadas dos EUA sairão do Irão «dentro de duas a três semanas». «Partimos porque não há razão para continuarmos lá; partiremos muito em breve», afirmou Trump. Horas depois, a Casa Branca anunciou que Trump fará, na quarta-feira (1 de abril), pelas 21:00 (hora local do Leste dos EUA), uma alocução ao país para «dar atualizações importantes sobre o Irão».
«Não é preciso um acordo»: Trump redefine as condições de vitória
O que merece destaque é que, nesta declaração, Trump deixou explicitamente de lado a premissa de que «é necessário alcançar um acordo de paz para retirar as tropas», criando para si maior margem de saída.
«O Irão não precisa de chegar a um acordo comigo», disse Trump. «É um novo regime, comunicam-se mais facilmente.» Acrescentou ainda: «Quando entendemos que já recuaram para a Idade da Pedra há muito tempo e não conseguem desenvolver armas nucleares, nós partimos — não importa se há ou não há um acordo.»
Estas declarações representam uma mudança subtil face à posição assumida nas últimas semanas. Antes, Trump tinha ameaçado por diversas vezes, no Truth Social, que destruiria centrais elétricas, campos de petróleo e a ilha de Kharg, caso o Estreito de Hormuz não fosse aberto e caso o acordo não fosse alcançado; agora, parece estar a preparar um argumento de que «não é necessário um acordo formal para declarar vitória e retirar tropas».
Alocução ao país na quarta-feira: o mercado aguarda em suspenso
A alocução ao país anunciada pela Casa Branca é a primeira vez que Trump, desde o dia 28 de fevereiro, quando os EUA lançaram uma ação militar contra o Irão, atualiza o país sobre a situação no Irão em formato de declaração oficial. Espera-se que a alocução inclua uma avaliação da situação no terreno, os planos militares subsequentes e se será ou não anunciado oficialmente o cumprimento de objetivos militares específicos.
Assim que a notícia saiu, as ações dos EUA recuperaram fortemente no dia 31. O índice Dow subiu mais de 800 pontos num único dia, mostrando que o mercado está a precificar um cenário em que o conflito «tende para o fim». O ouro seguiu em queda em simultâneo, e o preço do petróleo também caiu, acompanhando as expectativas de arrefecimento da guerra.
Num contexto de guerra na quinta semana
A coligação liderada pelos EUA lançou, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, incluindo a eliminação do líder máximo iraniano, Khamenei, e a guerra já entrou na quinta semana. O Irão, de imediato, bloqueou o Estreito de Hormuz, desencadeando uma crise energética global, e o Brent chegou, por um momento, aos 126 dólares por barril, afetando ainda as cadeias de abastecimento globais.
Ao anunciar o calendário de retirada das tropas, será que isto significa que a guerra contra o Irão está prestes a chegar ao fim? A resposta será revelada na alocução ao país de quarta-feira à noite.
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