O banco, que atualmente é a terceira maior instituição financeira do Brasil, confirmou que encontrou um parceiro para atuar no negócio de custódia de criptomoedas, incluindo stablecoins. A liderança de inovação do Bradesco também indicou que o banco tem uma estrutura interna dedicada a ativos digitais.
Instituições financeiras tradicionais estão correndo para oferecer serviços financeiros baseados em ativos digitais, buscando acompanhar as novas tecnologias e manter seus clientes.
O Bradesco, o segundo maior banco do Brasil com mais de 5.300 agências, anunciou na semana passada que vai entrar no negócio de custódia de criptomoedas, com a adesão de um parceiro não divulgado.

Renata Petrovic, líder de inovação do banco, revelou que a instituição criou internamente uma estrutura focada em ativos digitais e que essas soluções de custódia seriam fornecidas para todo o espectro de criptomoedas.
“Estamos nos preparando para ter um negócio de custódia de ativos digitais; já temos um parceiro que vai trabalhar conosco, fornecendo custódia abrangente para todos os ativos, incluindo tokens, cripto e stablecoins,” declarou Petrovic.
Ao explicar o ritmo lento de adoção dessas novas tecnologias no Bradesco, Petrovic afirmou que o banco aguardou até a regulamentação ficar em vigor para entrar no negócio de cripto. “A gente não quis correr à frente, mas também não ficou para trás. A gente vem se preparando para esse momento de entrar no mercado há muito tempo,” ressaltou.
Embora o Bradesco não tenha revelado publicamente suas iniciativas de cripto, ele já vinha rodando dois pilotos com a implementação de soluções baseadas em blockchain, incluindo um projeto de conheça seu cliente (KYC) que tokeniza as credenciais dos usuários para facilitar procedimentos de KYC em compras online. Outra iniciativa implementou o uso de stablecoins para transações de comércio exterior, resultando em ganhos de eficiência.
O anúncio do Bradesco ocorre depois de o banco anteriormente ter rejeitado interesse em cripto em 2022. Naquele momento, o CEO do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou que as criptomoedas eram “investimentos que não são tangíveis e são mais arriscados, em que as pessoas sabem do risco que estão assumindo e podem querer,” avaliando que o mercado de ativos digitais era “bem pequeno.” Ainda assim, a instituição participou da fase piloto do drex, a moeda digital do banco central do Brasil ( CBDC).
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