

A mineração de criptomoedas em dispositivos móveis tornou-se um tema central entre entusiastas de ativos digitais. Contudo, é fundamental conhecer os factos por trás do fenómeno. A mineração real com o CPU ou GPU de um smartphone não é rentável—os custos energéticos superam amplamente quaisquer potenciais lucros.
O mercado apresenta atualmente mais de sete principais aplicações de mineração móvel, como a Pi Network, CryptoTab, TapSwap, entre outras. Estas plataformas, em conjunto, reportam mais de 165 milhões de utilizadores em todo o mundo. No entanto, a maioria recorre a simulações de mineração ou modelos alternativos de obtenção de rendimento, e não à mineração real.
Os limites mínimos de levantamento são relevantes: por exemplo, a Honeygain exige um levantamento mínimo de 20$, e os utilizadores da Pi Network não puderam converter fundos até ao lançamento integral da mainnet. Calcule sempre o retorno do investimento (ROI) antes de utilizar qualquer aplicação. Mesmo minerar Monero num processador moderno Snapdragon 8 Gen 3, com um custo de 0,06$ por quilowatt-hora, pode resultar em prejuízo.
A mineração móvel consiste em gerar criptomoedas com um dispositivo móvel, como um smartphone ou tablet. O atrativo está na acessibilidade e facilidade de uso—dispensa a compra de hardware especializado dispendioso.
A mineração é o processo de criar ou emitir criptomoedas através da resolução de problemas matemáticos complexos numa rede blockchain. Os mineradores mantêm a rede ativa ao confirmar transações e criar novos blocos, sendo recompensados com moedas pelo próprio sistema. Estas criptomoedas podem ser trocadas por moedas fiduciárias—dólares, euros ou rublos—em bolsas especializadas.
Importa salientar que apenas as criptomoedas que utilizam o algoritmo de consenso Proof-of-Work (PoW) ou variantes podem ser mineradas. Exemplos clássicos incluem Bitcoin, Dogecoin e Litecoin, todas exigindo elevado poder computacional para resolver puzzles criptográficos.
Para participar na mineração, os utilizadores ligam equipamentos informáticos de diferentes potências à rede. Em alternativa, podem alugar recursos computacionais a fornecedores especializados—um processo conhecido como cloud mining, cada vez mais popular entre iniciantes.
Os programadores idealizaram inicialmente a mineração móvel para ser realizada através de aplicações móveis dedicadas. Em teoria, estas apps utilizam o CPU e GPU do dispositivo para executar tarefas na rede, como confirmar transações em blockchain ou resolver puzzles criptográficos. O proprietário do dispositivo seria recompensado com criptomoeda pela cedência dos seus recursos computacionais.
Na prática, a realidade é outra. A mineração móvel baseia-se hoje num modelo cloud. Neste caso, os utilizadores alugam capacidade computacional a fornecedores especializados e configuram-na para minerar a criptomoeda desejada. O smartphone serve como comando remoto e consola de gestão do processo de cloud mining, através da app móvel.
O cloud mining é, atualmente, praticamente a única via viável para minerar criptomoedas num dispositivo móvel. Existem métodos alternativos chamados “mineração móvel”, mas, na generalidade, referem-se a outras formas de obtenção de cripto que não passam por mineração real.
A resposta direta: tecnicamente sim, mas com sérias limitações. Apenas algumas criptomoedas podem ser mineradas em dispositivos móveis, e o processo difere bastante da mineração tradicional.
Minerar Bitcoin num telemóvel é, hoje, praticamente impossível e totalmente desvantajoso. Extrair a criptomoeda mais valiosa, que utiliza o algoritmo Proof-of-Work, exige muito mais poder computacional do que qualquer smartphone consegue fornecer. A dificuldade da rede Bitcoin subiu tanto que só equipamentos especializados—ASIC miner (Application-Specific Integrated Circuit)—são eficientes neste processo.
Mesmo os smartphones mais recentes não conseguem competir com rigs profissionais de mineração. A mineração intensiva num telemóvel pode causar sobreaquecimento, rápida degradação da bateria e danos irreversíveis no hardware. Os custos energéticos da mineração móvel também ultrapassam qualquer lucro potencial, tornando o método economicamente inviável.
Hoje, a mineração de cripto em smartphones faz-se sobretudo via cloud mining, onde os utilizadores alugam capacidade de servidores remotos e controlam o processo por meio de uma app móvel. Existem também formas alternativas de obter cripto, muitas vezes denominadas “mineração móvel”, que não envolvem mineração real no sentido clássico.
Exemplos de apps móveis relacionadas com cripto incluem:
Principais bolsas de cripto. As apps das maiores bolsas de cripto incluem frequentemente secções de cloud mining. Estas plataformas oferecem uma vasta seleção de contratos de mineração para diferentes criptomoedas e facilitam a participação. O utilizador escolhe a moeda, paga o contrato e começa a receber recompensas—sem necessidade de configuração técnica do hardware.
Brave. Este browser orientado para cripto permite ao utilizador ganhar Basic Attention Token (BAT) ao visualizar anúncios. O sistema recompensa os utilizadores pela atenção dada à publicidade. Importa referir que isto não é mineração em sentido estrito—é um modelo de recompensas por atividade do utilizador.
O mercado de apps móveis de mineração está saturado de projetos de duvidosa reputação. Um exemplo notório é a Pi Network, que remunerou utilizadores com os seus próprios tokens durante um longo período. A negociação plena só teve início no início de 2025, não sendo possível vender ou trocar livremente as moedas até então.
Praticamente não existem apps móveis de mineração clássica que utilizem o poder de processamento do dispositivo diretamente. O principal motivo: os dispositivos móveis atuais não têm desempenho suficiente para uma mineração eficaz, e o consumo energético e desgaste do hardware tornam a abordagem economicamente impraticável.
A mineração móvel consiste em minerar criptomoedas em smartphones. A principal diferença: os telemóveis têm consideravelmente menos poder computacional do que computadores ou hardware especializado (ASIC, GPU), tornando a mineração móvel menos rentável e menos eficiente.
A mineração móvel gera poucos lucros. O rendimento depende do poder de processamento e dos custos de eletricidade. Regra geral, as despesas superam os ganhos e os lucros mensais são residuais ou inexistentes.
A mineração móvel causa sobreaquecimento e reduz consideravelmente a longevidade da bateria. O uso intensivo do CPU degrada a bateria e pode danificar componentes eletrónicos do dispositivo devido a cargas prolongadas.
Aplicações fiáveis incluem Pi Network e MinerGate. Sinais de alerta de fraude: promessas de lucros fáceis, taxas ocultas e falta de transparência. Consultar sempre avaliações antes de instalar e agir com cautela.
A mineração móvel não exige equipamento especial. O investimento inicial é mínimo—basta um smartphone. Em 2025, o custo de mineração caiu para 16$ por terahash, tornando-a mais acessível.
A mineração de cripto em dispositivos móveis tem enquadramento legal incerto na maioria dos países. Os principais riscos passam por fugas de dados, utilização de software não seguro e eventuais violações das normas locais. Verificar os requisitos legais da sua jurisdição antes de avançar.
Não, os custos de eletricidade geralmente superam os ganhos. O custo da energia e o desgaste do dispositivo quase sempre ultrapassam o rendimento potencial da mineração móvel.
O Bitcoin não é adequado para mineração móvel devido às elevadas exigências energéticas. Para smartphones, recomendam-se Monero e Electroneum—exigem menos poder computacional. A Pi Network também é popular e não compromete a bateria. Opte por moedas com baixo consumo energético.











