O presidente Trump anunciou recentemente, numa nota de orientação, que os Estados Unidos irão abandonar mais de sessenta organizações e acordos internacionais, incluindo várias organizações de longa data e tratados multilaterais nos quais os EUA participam há anos, abrangendo acordos-chave assinados com as Nações Unidas sobre mudanças climáticas e questões oceânicas, bem como organizações relacionadas às mesmas. Esta ação é vista como uma reafirmação da política “America First” do governo Trump, sendo que a nota de orientação afirma explicitamente que os gastos com essas instituições internacionais representam um desperdício do dinheiro dos contribuintes americanos, direcionando cortes severos às organizações lideradas pelo sistema das Nações Unidas, bem como aos tratados envolvendo energias renováveis e cooperação antiterrorismo. A notícia gerou ampla atenção em diversos setores.
66 organizações foram mencionadas, sendo 31 delas relacionadas diretamente com a ONU
De acordo com a nota de orientação publicada em 7 de janeiro, os Estados Unidos planejam sair de até 66 organizações, das quais 31 estão diretamente relacionadas com a ONU. Entre as mais destacadas estão o “Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Além disso, vários acordos e organizações internacionais ligados ao desenvolvimento de energias renováveis, governança oceânica, combate à pirataria, cooperação antiterrorismo e fortalecimento do empoderamento feminino também foram incluídos na lista de saída.
A nota de orientação aponta que essas organizações, tratados e acordos estão em desacordo com os interesses dos Estados Unidos. A decisão foi tomada após uma revisão completa conduzida pelo Secretário de Estado Pompeo, sob as instruções de Trump, que avaliou a participação americana em todas as organizações, tratados e acordos internacionais. Pompeo afirmou que essas instituições são antiamericanas, inúteis ou representam desperdício, e que os EUA não irão mais financiar burocracias globalistas.
Quais são os principais acordos e organizações internacionais que os EUA irão abandonar?
O Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro da ONU (UNFCCC), assinado em 1992, foi o primeiro e único país a sair do tratado até hoje.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) é uma autoridade líder mundial em ciência de mudanças climáticas.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): principal órgão da ONU responsável por saúde reprodutiva e estatísticas populacionais.
A Agência das Nações Unidas para as Mulheres (UN Women): principal órgão da ONU responsável por igualdade de gênero e empoderamento.
Fórum Global de Combate ao Terrorismo (GCTF): fórum internacional voltado à redução da radicalização.
União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)
Mecanismo de Água das Nações Unidas e Comissão das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
O Governo dos EUA afirma que os fundos dos contribuintes devem ser direcionados para outras prioridades
Segundo a Reuters, o governo dos EUA defende a decisão afirmando que a saída desses acordos e organizações irá interromper o financiamento e a participação dos contribuintes americanos naquelas entidades que colocam a agenda globalista acima dos interesses americanos ou lidam com questões importantes de forma ineficaz ou até ineficiente. O governo enfatiza que o melhor uso do dinheiro dos contribuintes americanos é apoiando outras áreas que estejam mais alinhadas com os interesses nacionais.
De assinatura inicial à saída total: o papel dos EUA sofre mudança radical
O “Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro da ONU” foi aprovado pelo Senado dos EUA em outubro de 1992, sob a assinatura do então presidente Bush. Os EUA foram o primeiro país industrializado a assinar o tratado. Bush descreveu o acordo como o primeiro passo para esforços internacionais de longo prazo para combater as mudanças climáticas, simbolizando a liderança dos EUA na governança global do clima. O tratado exige que os países signatários façam inventários completos de fontes de emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, e desenvolvam planos de ação nacionais para mudanças climáticas. No entanto, com a saída, esse compromisso histórico chega ao fim oficialmente.
Desaceleração na política climática e interrupção total na cooperação com o IPCC
A saída do “Acordo de Mudanças Climáticas da ONU” e do IPCC não é um evento isolado, mas parte de uma série de ações do governo Trump desde 2025 para enfraquecer as políticas de mudanças climáticas. Anteriormente, o governo emitiu ordens executivas proibindo funcionários federais de participarem na elaboração do próximo relatório de avaliação do IPCC. O IPCC é considerado uma das fontes mais confiáveis de pesquisa e avaliação científica sobre mudanças climáticas, sendo uma base importante para a formulação de políticas climáticas em diversos países.
Reações de acadêmicos e think tanks
A decisão dos EUA de sair da cooperação internacional em clima e oceanos foi duramente criticada por várias instituições de pesquisa e especialistas. O diretor do Instituto de Recursos Mundiais (WRI) nos EUA, David Widdowson, afirmou que sair do “Acordo de Mudanças Climáticas da ONU” foi um erro estratégico, que deixou os EUA de mãos vazias na negociação global. Ele destacou que isso não apenas faz com que os EUA percam a presença na mesa de negociações, mas também representa uma saída definitiva do jogo que determinará o futuro. Ele alertou que, enquanto outros países aproveitam as oportunidades da economia de energia limpa em rápido crescimento, os cidadãos e empresas americanas podem sofrer perdas econômicas substanciais na competição.
O cientista e diretor de políticas de clima e energia da Aliança de Cientistas, Rachel Clitus, criticou a saída do tratado global de mudanças climáticas, dizendo que é mais uma ação do governo para estabelecer limites baixos. Ela afirmou que isso demonstra um governo autoritário e anti-científico, disposto a sacrificar o bem-estar do povo e a destruir a cooperação global. Clitus também alertou que essa decisão tornará os EUA mais isolados internacionalmente, enfraquecendo sua influência global. Ela acredita que, após uma série de políticas controversas, a reputação internacional dos EUA já caiu significativamente, e as relações com aliados históricos estão em risco, podendo tornar o mundo mais inseguro.
Redução na participação da ONU e impacto no sistema multilateral
Desde que Trump reassumiu a presidência, o governo americano tem promovido cortes no financiamento e na participação na estrutura da ONU, interrompendo a cooperação com o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO. O governo também anunciou planos de sair da Organização Mundial da Saúde, indicando uma retirada progressiva do sistema internacional baseado na cooperação multilateral.
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Trump anuncia saída de mais de sessenta tratados e organizações internacionais, cortando drasticamente a ONU e a organização de mudança climática
O presidente Trump anunciou recentemente, numa nota de orientação, que os Estados Unidos irão abandonar mais de sessenta organizações e acordos internacionais, incluindo várias organizações de longa data e tratados multilaterais nos quais os EUA participam há anos, abrangendo acordos-chave assinados com as Nações Unidas sobre mudanças climáticas e questões oceânicas, bem como organizações relacionadas às mesmas. Esta ação é vista como uma reafirmação da política “America First” do governo Trump, sendo que a nota de orientação afirma explicitamente que os gastos com essas instituições internacionais representam um desperdício do dinheiro dos contribuintes americanos, direcionando cortes severos às organizações lideradas pelo sistema das Nações Unidas, bem como aos tratados envolvendo energias renováveis e cooperação antiterrorismo. A notícia gerou ampla atenção em diversos setores.
66 organizações foram mencionadas, sendo 31 delas relacionadas diretamente com a ONU
De acordo com a nota de orientação publicada em 7 de janeiro, os Estados Unidos planejam sair de até 66 organizações, das quais 31 estão diretamente relacionadas com a ONU. Entre as mais destacadas estão o “Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” (UNFCCC) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Além disso, vários acordos e organizações internacionais ligados ao desenvolvimento de energias renováveis, governança oceânica, combate à pirataria, cooperação antiterrorismo e fortalecimento do empoderamento feminino também foram incluídos na lista de saída.
A nota de orientação aponta que essas organizações, tratados e acordos estão em desacordo com os interesses dos Estados Unidos. A decisão foi tomada após uma revisão completa conduzida pelo Secretário de Estado Pompeo, sob as instruções de Trump, que avaliou a participação americana em todas as organizações, tratados e acordos internacionais. Pompeo afirmou que essas instituições são antiamericanas, inúteis ou representam desperdício, e que os EUA não irão mais financiar burocracias globalistas.
Quais são os principais acordos e organizações internacionais que os EUA irão abandonar?
O Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro da ONU (UNFCCC), assinado em 1992, foi o primeiro e único país a sair do tratado até hoje.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) é uma autoridade líder mundial em ciência de mudanças climáticas.
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): principal órgão da ONU responsável por saúde reprodutiva e estatísticas populacionais.
A Agência das Nações Unidas para as Mulheres (UN Women): principal órgão da ONU responsável por igualdade de gênero e empoderamento.
Fórum Global de Combate ao Terrorismo (GCTF): fórum internacional voltado à redução da radicalização.
União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)
Mecanismo de Água das Nações Unidas e Comissão das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
O Governo dos EUA afirma que os fundos dos contribuintes devem ser direcionados para outras prioridades
Segundo a Reuters, o governo dos EUA defende a decisão afirmando que a saída desses acordos e organizações irá interromper o financiamento e a participação dos contribuintes americanos naquelas entidades que colocam a agenda globalista acima dos interesses americanos ou lidam com questões importantes de forma ineficaz ou até ineficiente. O governo enfatiza que o melhor uso do dinheiro dos contribuintes americanos é apoiando outras áreas que estejam mais alinhadas com os interesses nacionais.
De assinatura inicial à saída total: o papel dos EUA sofre mudança radical
O “Acordo de Mudanças Climáticas da Convenção-Quadro da ONU” foi aprovado pelo Senado dos EUA em outubro de 1992, sob a assinatura do então presidente Bush. Os EUA foram o primeiro país industrializado a assinar o tratado. Bush descreveu o acordo como o primeiro passo para esforços internacionais de longo prazo para combater as mudanças climáticas, simbolizando a liderança dos EUA na governança global do clima. O tratado exige que os países signatários façam inventários completos de fontes de emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, e desenvolvam planos de ação nacionais para mudanças climáticas. No entanto, com a saída, esse compromisso histórico chega ao fim oficialmente.
Desaceleração na política climática e interrupção total na cooperação com o IPCC
A saída do “Acordo de Mudanças Climáticas da ONU” e do IPCC não é um evento isolado, mas parte de uma série de ações do governo Trump desde 2025 para enfraquecer as políticas de mudanças climáticas. Anteriormente, o governo emitiu ordens executivas proibindo funcionários federais de participarem na elaboração do próximo relatório de avaliação do IPCC. O IPCC é considerado uma das fontes mais confiáveis de pesquisa e avaliação científica sobre mudanças climáticas, sendo uma base importante para a formulação de políticas climáticas em diversos países.
Reações de acadêmicos e think tanks
A decisão dos EUA de sair da cooperação internacional em clima e oceanos foi duramente criticada por várias instituições de pesquisa e especialistas. O diretor do Instituto de Recursos Mundiais (WRI) nos EUA, David Widdowson, afirmou que sair do “Acordo de Mudanças Climáticas da ONU” foi um erro estratégico, que deixou os EUA de mãos vazias na negociação global. Ele destacou que isso não apenas faz com que os EUA percam a presença na mesa de negociações, mas também representa uma saída definitiva do jogo que determinará o futuro. Ele alertou que, enquanto outros países aproveitam as oportunidades da economia de energia limpa em rápido crescimento, os cidadãos e empresas americanas podem sofrer perdas econômicas substanciais na competição.
O cientista e diretor de políticas de clima e energia da Aliança de Cientistas, Rachel Clitus, criticou a saída do tratado global de mudanças climáticas, dizendo que é mais uma ação do governo para estabelecer limites baixos. Ela afirmou que isso demonstra um governo autoritário e anti-científico, disposto a sacrificar o bem-estar do povo e a destruir a cooperação global. Clitus também alertou que essa decisão tornará os EUA mais isolados internacionalmente, enfraquecendo sua influência global. Ela acredita que, após uma série de políticas controversas, a reputação internacional dos EUA já caiu significativamente, e as relações com aliados históricos estão em risco, podendo tornar o mundo mais inseguro.
Redução na participação da ONU e impacto no sistema multilateral
Desde que Trump reassumiu a presidência, o governo americano tem promovido cortes no financiamento e na participação na estrutura da ONU, interrompendo a cooperação com o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a UNESCO. O governo também anunciou planos de sair da Organização Mundial da Saúde, indicando uma retirada progressiva do sistema internacional baseado na cooperação multilateral.