Dan Romero e Varun Srinivasan, os cofundadores da Farcaster, juntaram-se à Tempo, uma startup de stablecoin de rápido crescimento. A mudança ocorre pouco depois de ambos os fundadores terem saído da Farcaster após a sua aquisição pela Neynar no mês passado. A atualização marca uma mudança significativa para duas figuras bem conhecidas no espaço de redes sociais descentralizadas.
A Farcaster foi desenvolvida pela Merkle Manufactory e ganhou atenção como um protocolo social descentralizado. No entanto, após a Neynar adquirir a Farcaster, Romero e Srinivasan optaram por sair do projeto.
Ao mesmo tempo, a Merkle Manufactory anunciou planos de devolver 180 milhões de dólares em financiamento de risco aos investidores. Esta decisão mostra uma mudança clara de direção para a equipa e reflete uma reavaliação mais ampla das prioridades. Em vez de continuar no setor de redes sociais descentralizadas, os fundadores estão agora focados em pagamentos e infraestrutura financeira.
A Tempo opera como uma empresa de pagamentos baseada em stablecoins. Foca-se em transações transfronteiriças mais rápidas e baratas usando tecnologia blockchain. A startup pretende melhorar a forma como o dinheiro se move através das fronteiras, especialmente para empresas.
A Tempo conta com forte apoio. Foi apoiada pela Stripe e Paradigm e, segundo relatos, levantou 500 milhões de dólares, atingindo uma avaliação de cerca de 5 mil milhões de dólares. Além disso, parcerias com grandes players como Mastercard e UBS posicionam a empresa para uma adoção mais ampla.
Para Romero e Srinivasan, a Tempo oferece uma oportunidade de construir produtos com aplicação no mundo real. Ambos os fundadores trazem uma vasta experiência em design de utilizador de criptomoedas, ferramentas para desenvolvedores e crescimento de comunidades.
As stablecoins estão a tornar-se uma parte fundamental dos pagamentos globais. Elas oferecem tempos de liquidação mais rápidos e custos mais baixos do que os sistemas tradicionais. Como resultado, muitas startups agora veem as stablecoins como uma ponte entre o crypto e as finanças convencionais.
A missão da Tempo alinha-se com esta tendência. A empresa pretende construir infraestruturas de pagamento eficientes que funcionem através de fronteiras e sistemas. Ao juntar-se à Tempo, os fundadores da Farcaster estão a apostar na utilidade em vez da experimentação.
Este movimento destaca uma mudança mais ampla no universo cripto. Os construtores estão a afastar-se de protocolos de nicho e a focar-se em infraestruturas que resolvam problemas reais. Os pagamentos, em particular, estão a tornar-se uma prioridade máxima.
À medida que as stablecoins ganham apoio de bancos e redes de pagamento, projetos como a Tempo podem desempenhar um papel importante na formação do futuro das finanças digitais.
Por agora, a transição de Romero e Srinivasan deixa claro uma coisa. O próximo capítulo do crypto pode ser menos sobre plataformas sociais e mais sobre como o dinheiro se move globalmente.
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