Um desses princípios é a firme convicção de que “terno e gravata devem ser eliminados da nossa cultura.”
Buterin deixou claro que a proposta de valor central do Ethereum é a sua “permissividade.”
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Os usuários não precisam alinhar-se com suas opiniões pessoais sobre uma infinidade de tópicos para usar a blockchain, diz Buterin.
“Você não precisa concordar com a minha opinião de que Berlim tem a melhor comida da Europa, que ternos e gravatas devem ser eliminados da nossa cultura, ou que YYYY-MM-DD é o melhor formato de data para usar no Ethereum”, escreveu Buterin.
Ele destacou que não afirma representar todo o ecossistema, observando que o “conceito” de resistência à censura é que os usuários são livres para ignorar ele, a Fundação Ethereum ou os desenvolvedores de clientes completamente.
No entanto, Buterin fez uma distinção clara entre a neutralidade do código e a neutralidade das pessoas que o constroem. Ele enfatizou que pode criticar projetos que considera questionáveis.
“Se eu digo que sua aplicação é uma porcaria corporativa, não estou ‘censurando’ você”, explicou Buterin. “Sempre foi o lado oposto da grande barganha da liberdade de expressão: não sou livre para te silenciar, mas sou livre para te criticar, assim como você é livre para me criticar.”
Buterin dirigiu sua crítica mais severa ao “mundo moderno” e à sua tendência para uma neutralidade corporativa sanitizada. Argumentou que a verdadeira neutralidade é para protocolos (HTTP, Bitcoin e Ethereum), mas que os indivíduos devem ter a “coragem de declarar claramente seus princípios.”
Ele contrapôs essa coragem à imagem do executivo corporativo:
“O mundo moderno não clama por uma neutralidade fingida, onde uma pessoa veste um terno e afirma estar igualmente aberta a todas as perspectivas da humanidade, sem ter suas próprias opiniões.”
Em vez disso, Buterin defendeu a construção de um “metaverso” onde princípios específicos sejam considerados uma base, argumentando que valorizar conceitos como liberdade exige, em última análise, fazer escolhas tecnológicas que reflitam esses valores.
“Corposlopp é sem alma: homogeneidade que segue tendências, que é tanto maligna quanto patética”, escreveu Buterin.
Para ilustrar seu ponto, Buterin comparou Ethereum ao Linux. Ele observou que Linux é uma ferramenta de empoderamento do usuário, mas também serve como a “camada base de muita porcaria corporativa no mundo.”
“Se você se importa com Linux porque valoriza o empoderamento do usuário e a liberdade, não basta apenas construir o kernel, é preciso também criar um ecossistema completo compatível com esses valores”, escreveu.
Para Buterin, o objetivo é garantir que exista um ecossistema alinhado com esses valores como uma opção.
“Aceite explicitamente que essa não é a única forma de as pessoas usarem Linux, mas que é uma forma que deve ser construída e estar disponível. Ethereum é semelhante.”