E se a próxima grande onda de criptomoedas não vier de moedas meme ou de outro verão DeFi, mas de coisas do mundo real como obrigações, propriedades, commodities e finanças globais?
Esse é o ponto principal de uma análise recente no YouTube, onde o criador faz uma afirmação audaciosa: grandes instituições, desde a Bolsa de Londres até a Petrobras no Brasil, e até o sistema educacional da Etiópia, estão todas se aproximando de uma infraestrutura baseada em blockchain.
A ideia é bastante simples. Triliões de dólares em ativos tradicionais estão procurando um lugar na cadeia, e a Cardano quer ser uma das plataformas capazes de suportar essa mudança.
O vídeo apresenta Bitcoin e Cardano como duas visões completamente diferentes. O Bitcoin é tratado como ouro digital. Seu valor vem da escassez, simplicidade e do fato de ser basicamente um produto acabado.
A Cardano está sendo construída mais como um sistema operacional global. O argumento é que seu valor poderia vir de ser a espinha dorsal para ativos tokenizados do mundo real, às vezes chamados de “RealFi”.
Para realmente superar o Bitcoin em valor de mercado, a Cardano precisaria de preços muito mais altos do que os atuais, algo na faixa de $50 a $70. Isso parece loucura agora, mas o criador argumenta que a matemática começa a parecer diferente se trilhões de dólares eventualmente migrarem para a cadeia na próxima década.
Uma das maiores forças da Cardano é sua arquitetura UTXO estendida. O vídeo destaca que esse modelo oferece uma execução mais previsível, que é exatamente o que as instituições valorizam.
Transações não falham com tanta facilidade, os custos são mais fáceis de estimar, e o sistema é construído com mais estrutura do que o modelo baseado em contas típico.
A Cardano também trata tokens como stablecoins como ativos nativos, não contratos inteligentes complicados. Pode parecer técnico, mas para grandes players financeiros, reduzir risco e complexidade é algo de grande importância.
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Outro tema importante é a eficiência energética. O uso de energia do Bitcoin cria problemas para fundos que têm requisitos ESG rigorosos. A Cardano, por outro lado, consome muito menos energia por transação, o que facilita para as instituições justificarem seu uso.
Num mundo onde regulações e regras de sustentabilidade continuam a ficar mais rígidas, essa diferença pode importar mais do que a maioria das pessoas imagina.
As atualizações de escalabilidade da Cardano também são uma parte fundamental da história. Hydra já demonstrou um potencial enorme de throughput, e a próxima atualização Leios pode elevar a camada base a uma capacidade de transação muito maior.
Se a Cardano realmente quer suportar liquidação do mundo real em escala global, essas atualizações são basicamente a base.
O vídeo também admite que a Cardano ainda não chegou lá. A liquidez de DeFi ainda é pequena em comparação com Ethereum ou Solana, a adoção de stablecoins precisa crescer, e o ecossistema precisa atrair mais desenvolvedores e capital.
Mas o argumento de longo prazo é claro: se ativos do mundo real realmente migrarem para a cadeia, as blockchains construídas para liquidação de grau institucional podem acabar sendo as maiores vencedoras.