Segundo a Reuters, a 21 de julho, a Boeing pediu ao governo dos EUA que pressionasse a União Europeia a divulgar os termos de um empréstimo de 3 mil milhões de euros (aproximadamente 3,43 mil milhões de dólares) concedido à Airbus pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). A Boeing questionou se a escala, o timing e o propósito do financiamento estão relacionados com o desenvolvimento planeado pela Airbus de aeronaves da próxima geração.
O anúncio do empréstimo surgiu apenas quatro dias depois de a UE ter acordado em prolongar indefinidamente uma trégua de subsídios à aviação de cinco anos, que estava prevista para expirar a 6 de julho. A Boeing instou o Representante Comercial dos EUA a obter uma “explicação completa” das condições do empréstimo e exigiu que a UE esclarecesse como cumpre o acordo de cessar-fogo de 2021, que exige que quaisquer medidas de apoio sigam “procedimentos abertos e transparentes”. O BEI negou prestar qualquer assistência anormal, afirmando que o empréstimo é um acordo de financiamento normal, remunerado por juros.