As ações latino-americanas caem 2,6%, as moedas recuam 0,9% a 3 de junho, no meio das ameaças de tarifas dos EUA e das tensões no Médio Oriente

A 3 de junho, as bolsas e moedas da América Latina desceram acentuadamente à medida que os investidores recuaram nos ativos de risco, perante temores renovados de um conflito no Médio Oriente e novas preocupações sobre potenciais tarifas dos EUA destinadas a grandes economias da região. O índice MSCI América Latina caiu 2,6%, atingindo o valor mais baixo em mais de dois meses, enquanto o índice cambial correspondente recuou 0,9%.

A bolsa do Brasil caiu 2,3%, atingindo uma mínima de quatro meses e tornando-se o pior desempenho da região. A liquidação surge após uma proposta dos EUA anunciada no dia anterior para impor novas tarifas punitivas de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Nos mercados de câmbio, o real brasileiro enfraqueceu 1,4% face ao dólar, já que a força do dólar acelerou a queda, levando a moeda a aproximar-se das mínimas de dois meses.

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