A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China aprovou a emissão de 342 milhões de ações da SHEIN em Hong Kong, com o registo previsto para, o mais cedo, meados/finais de agosto.

HKEX1,39%
NKE-1,74%
Key Takeaways
  • A SHEIN recebeu aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para emitir até 342 milhões de ações na Bolsa de Valores de Hong Kong, em 10 de julho de 2026.
  • A receita da SHEIN em 2025 excedeu 400 mil milhões de dólares, com uma margem de lucro líquido de apenas cerca de 2,7% em comparação com os concorrentes.
  • As bolsas e a Câmara de Compensação de Hong Kong aprovaram a OPI da SHEIN, com possibilidade de listagem já no final de agosto de 2026, segundo fontes.

O processo do pedido de IPO de ações do gigante global do fast fashion SHEIN registou um progresso marcante em Hong Kong: a Comissão de Valores Mobiliários da China já emitiu, a 10 de julho, uma notificação de registo para listagem no estrangeiro, aprovando a emissão na bolsa de Hong Kong de até 3,42 mil milhões de ações ordinárias; fontes também revelaram que a SHEIN já obteve a aprovação para o IPO por parte do Comité de Listagem da Bolsa de Hong Kong, podendo o primeiro pregão formal acontecer, o mais cedo, na segunda quinzena de agosto.

Linha temporal das três tentativas de listagem da SHEIN: de NYSE a Londres e depois a Hong Kong

De acordo com a reportagem original, a história das tentativas de IPO da SHEIN foi a seguinte:

2023: submissão secreta de um pedido de listagem na bolsa de Nova Iorque, com uma avaliação alvo que chegou a ser divulgada como estando em 90 mil milhões de dólares, mas não avançou devido às relações entre os EUA e a China e à pressão regulatória no domínio da conformidade

2024: mudança para a bolsa de Londres, devido a uma revisão regulatória que ficou estagnada

10 de julho de 2026: a Comissão de Valores Mobiliários da China emitiu a notificação de registo para listagem no estrangeiro, aprovando a emissão, na Bolsa de Hong Kong, de até 3,42 mil milhões de ações ordinárias

O mais rápido em finais de agosto de 2026: o Comité de Listagem da Bolsa de Hong Kong já aprovou o IPO; fontes indicaram que o registo pode acontecer, o mais cedo, na segunda quinzena de agosto

Contexto da revisão da avaliação da SHEIN: margem líquida de apenas 2,7%

De acordo com a reportagem original, a revisão da avaliação para este IPO reflete a situação atual da estrutura financeira: a receita da SHEIN em 2025 ultrapassou 40 mil milhões de dólares, o lucro é de quase 2 mil milhões de dólares, mas a margem líquida ronda apenas os 2,7%, muito abaixo do nível de cerca de 12% a 15% observado nas principais empresas de fast fashion, como a Inditex (empresa-mãe da ZARA).

A avaliação-alvo atual do IPO da SHEIN ronda 40 a 50 mil milhões de dólares; face ao pico de 100 mil milhões de dólares aquando do financiamento em 2022, o valor encolheu mais de metade. Alguns investidores consideram que, num cenário de concorrência intensa e deterioração do ambiente de políticas públicas, uma avaliação perto dos 30 mil milhões de dólares seria mais atrativa.

A eliminação da isenção de pequeno valor na UE e a contradição com a identidade de “desvinculação da China”

De acordo com a reportagem original, os dois principais desafios estruturais enfrentados pela SHEIN são:

Impacto das políticas da UE: a UE, a partir de 2026, vai cancelar a isenção de direitos aduaneiros para envios de valor inferior a 150 euros e vai cobrar 3 euros por encomenda às compras de retalho eletrónico de baixo preço; as análises indicam que isto é um fardo pesado para produtos com preços de apenas alguns euros, reduzindo diretamente a sua competitividade em preço. A SHEIN está a ser forçada a mudar do envio transfronteiriço direto por correio para uma estratégia de armazéns locais no exterior.

Contradição entre identidade e governação: embora a SHEIN tenha transferido a sede para Singapura, mais de 90% da sua cadeia de abastecimento continua enraizada em Guangdong; terá, por isso, de cumprir simultaneamente os requisitos de regulação da Europa e dos EUA e as exigências de conformidade da Comissão de Valores Mobiliários da China. Além disso, processos por violação de direitos de autor e custos de conformidade, como os movidos por marcas como Nike e Uniqlo, tornaram-se uma despesa certa.

Perguntas frequentes

Quando é que a Comissão de Valores Mobiliários da China aprova o IPO da SHEIN em Hong Kong?

De acordo com a reportagem original, a Comissão de Valores Mobiliários da China já emitiu, a 10 de julho de 2026, uma notificação de registo para listagem no estrangeiro, aprovando a SHEIN para emitir, na Bolsa de Hong Kong, até 3,42 mil milhões de ações ordinárias; fontes revelaram que a SHEIN poderá formalizar, o mais cedo, o registo em Hong Kong na segunda quinzena de agosto, mediante anúncio oficial.

Qual é a avaliação-alvo do IPO da SHEIN em Hong Kong?

De acordo com a reportagem original, a avaliação-alvo do IPO da SHEIN é de cerca de 40 a 50 mil milhões de dólares; face ao pico de 100 mil milhões de dólares na ronda de financiamento de 2022, encolheu mais de metade. Alguns investidores consideram que uma avaliação perto dos 30 mil milhões de dólares seria mais atrativa.

Que indicadores são de notar no desempenho financeiro da SHEIN?

De acordo com a reportagem original, a receita da SHEIN em 2025 ultrapassou 40 mil milhões de dólares, o lucro é de quase 2 mil milhões de dólares, mas a margem líquida é apenas cerca de 2,7%, muito abaixo do nível de cerca de 12% a 15% da Inditex (empresa-mãe da ZARA).

Aviso legal: As informações contidas nesta página podem provir de fontes externas e têm caráter meramente informativo. Não refletem os pontos de vista nem as opiniões da Gate e não constituem qualquer tipo de aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. A negociação de ativos virtuais envolve um risco elevado. Não se baseie exclusivamente nas informações contidas nesta página ao tomar decisões. Para mais detalhes, consulte o Aviso legal.
Comentar
0/400
Nenhum comentário