Os Emirados Árabes Unidos retiraram-se formalmente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e do mecanismo OPEP+ em 1 de maio (hora local), de acordo com os relatórios. A medida é vista como um acontecimento marcante em que os países produtores de petróleo do Médio Oriente estão a reavaliar a segurança, o posicionamento no mercado e a soberania na sequência das ações dos EUA e de Israel contra o Irão, segundo uma análise citada pela CCTV Finance.
A retirada assinala uma mudança em relação ao modelo tradicional segundo o qual os Estados do Golfo têm operado com disciplina coordenada da produção, efectuado transações estabilizadas em dólares dos EUA e mantido estruturas de segurança alinhadas com os interesses americanos. De acordo com a informação divulgada, este acordo estabelecido começa agora a revelar sinais de tensão.
A Bloomberg caracterizou a saída dos EAU como “a indicação mais recente de como o conflito com o Irão irá remodelar os mercados energéticos globais nos próximos anos”, segundo a citação da CCTV Finance do meio de comunicação norte-americano.
Analistas citados na fonte sugerem que a retirada dos EAU demonstra de forma clara que a confiança política que sustenta o sistema do petrodólar está a enfraquecer. De acordo com a análise apresentada, à medida que os países produtores de petróleo começam a prosseguir a “autonomia estratégica”, é provável que se tornem mais dispostos a explorar acordos de liquidação multimoeda, acordos de fornecimento de longo prazo, swaps em moeda local, cooperação direccionada com clientes regionais estáveis e estruturas de investimento em energia que contornem os canais financeiros ocidentais tradicionais.
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