Abertura
A Uber assinou um memorando de entendimento (MoU) com a JSW Green Mobility, subsidiária do conglomerado JSW Group com sede em Mumbai, para desenvolver e implementar em conjunto veículos elétricos para o mercado indiano de serviços de transporte por app. A parceria irá alargar a oferta de VE na plataforma da Uber, com foco em modelos de VE concebidos especificamente para as necessidades de preços e desempenho da Índia, ao longo de várias categorias de transporte por app. A Uber enquadrou o acordo como parte do seu objetivo mais amplo de se tornar uma plataforma com emissões zero até 2040.
Expansão do negócio integrado de VE da JSW
A parceria dá à Uber acesso a um conglomerado indiano que vai fazer um investimento substancial em veículos elétricos ao longo de fabrico, baterias e materiais.
O JSW Group planeia investir 400 mil milhões de rúpias (5 mil milhões de USD) em Odisha, um estado do leste da Índia, para criar uma infraestrutura completa de VE. Este plano inclui uma unidade fabril para 100 mil veículos elétricos comerciais por ano, uma instalação de baterias de 50 gigawatt-hora e uma refinaria de lítio concebida para manter mais da cadeia de abastecimento internamente.
Em separado, a JSW Motors Ltd. planeia investir pelo menos 500 milhões de USD ao longo de cinco a seis anos em Maharashtra, um estado do oeste da Índia, para estabelecer um centro de investigação que adapta veículos de parceiros globais às condições do mercado indiano.
Estratégia de parceria localizada da Uber
A Uber estruturou a sua estratégia de VE em função das necessidades dos mercados regionais. A empresa mantém um acordo global separado com a BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, para mercados incluindo a Europa e a América Latina. A parceria com a JSW foi adaptada especificamente para o ecossistema de transporte por app da Índia.
A abordagem localizada reflete uma tendência mais vasta entre conglomerados indianos para reduzir a dependência de tecnologia chinesa após atrasos e obstáculos na transferência de tecnologia por parte de empresas chinesas. Esta mudança indica que as plataformas tecnológicas globais exigem cada vez mais cadeias de abastecimento locais para se ajustarem ao mercado e para mitigar o risco geopolítico.