De acordo com análises da McKinsey, da Semiconductor Industry Association (SEMI) e da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, a indústria de semicondutores dos Estados Unidos enfrenta uma escassez prevista de até 157 mil trabalhadores qualificados a tempo inteiro até 2030. A carência será mais aguda no Texas, Califórnia, Arizona, Nova Iorque e Ohio, precisamente as regiões onde os principais fabricantes de chips planeiam novas instalações.
A crise de mão-de-obra ameaça o investimento de 265 mil milhões de dólares da TSMC no Arizona para construir 12 fábricas de fabricação e embalagem avançada, a instalação de produção de memória de 100 mil milhões de dólares da Micron em Nova Iorque, a fábrica de chips lógicos da Samsung no Texas e o projeto de 28 mil milhões de dólares da Intel, atualmente atrasado, em Ohio. A análise revelou que apenas 3% dos graduados em engenharia nos EUA seguem carreiras na área de semicondutores, sendo que a maioria opta por funções de software e IA com salários mais elevados.