De acordo com Antônia Souza, Diretora de Moedas Digitais da Visa para a América Latina e Caraíbas, numa entrevista recente no podcast Latam Desk da BeInCrypto, as stablecoins foram concebidas para complementar e não para rivalizar com o PIX. Souza esclareceu que o PIX serve para pagamentos diários em tempo real, enquanto as stablecoins se destinam a transações transfronteiriças, como remessas, e ao armazenamento em dólares. Sublinhou ainda que a Visa desenvolveu o Visa Connector para facilitar transações com PIX, considerando que os dois sistemas funcionam como vias de pagamento complementares.
O piloto de liquidação com stablecoins da Visa atingiu uma taxa de execução anualizada de 7 mil milhões de dólares, permitindo que emissores e adquirentes liquidem obrigações internacionais diretamente em stablecoins, sem conversão para moeda fiduciária. Globalmente, a Visa opera mais de 140 programas de cartões de stablecoin, maioritariamente através de fintechs, sendo a Lemon Cash um exemplo na América Latina.