Ray Dalio avisa novamente: CBDC pode tornar-se uma "moeda de vigilância", riscos de privacidade das moedas digitais do banco central totalmente expostos
O bilionário investidor Ray Dalio lançou um forte aviso sobre as moedas digitais de banco central (CBDC) numa entrevista. Ele destacou que, embora os países estejam acelerando a implementação das CBDCs, este sistema de moeda digital controlado diretamente pelos bancos centrais pode representar uma ameaça profunda à privacidade financeira individual e à autonomia patrimonial.
Dalio afirmou que o principal motivo pelo qual os governos promovem as CBDCs é a sua “alta eficiência”. A liquidação digital pode reduzir o tempo de pagamentos transfronteiriços e locais, além de diminuir os custos operacionais; ao mesmo tempo, as autoridades podem monitorar com maior precisão o fluxo de fundos, para fins de arrecadação de impostos, combate à lavagem de dinheiro e gestão fiscal. Por exemplo, num sistema de CBDC, os impostos podem ser deduzidos instantaneamente, sem precisar aguardar o ciclo de liquidação tradicional. No entanto, ele enfatizou que essa conveniência também implica uma maior capacidade de controle centralizado.
Na visão dele, as CBDCs farão com que cada transação deixe uma pegada digital rastreável, permitindo que o governo monitore em tempo real a estrutura de gastos dos indivíduos. Em cenários mais extremos, as autoridades poderiam congelar contas, limitar o uso de fundos ou até confiscar ativos diretamente, sem intermediários. Quando o poder financeiro e o poder administrativo estiverem altamente vinculados, o sistema monetário pode ser utilizado para controle político ou social, o que é exatamente o risco que Dalio mais teme.
Apesar das controvérsias, bancos centrais ao redor do mundo continuam avançando com seus projetos. A China já testou o yuan digital, e a União Europeia está avaliando a proposta do euro digital. Os apoiantes argumentam que as CBDCs podem aumentar a competitividade do sistema de pagamentos e evitar monopólios de plataformas privadas; mas os críticos apontam que a maioria dos designs atuais ainda carece de mecanismos de proteção de privacidade suficientes.
A comunidade de criptomoedas também mantém uma postura cautelosa em relação às CBDCs. Ao citar a opinião de Dalio, o Coin Bureau destacou que, em comparação com as moedas digitais centralizadas, ativos descentralizados como o Bitcoin enfatizam mais a autonomia do usuário e uma oferta limitada. Blockchain, que não depende de uma única autoridade, é vista por alguns como uma ferramenta de resistência ao monitoramento financeiro.
À medida que mais países entram na fase de testes, a discussão sobre “como equilibrar eficiência e liberdade” certamente se intensificará. A posição central de Dalio é que: o avanço tecnológico não deve ocorrer às custas dos direitos individuais. Na era das moedas digitais, essa questão torna-se cada vez mais urgente.
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Ray Dalio avisa novamente: CBDC pode tornar-se uma "moeda de vigilância", riscos de privacidade das moedas digitais do banco central totalmente expostos
O bilionário investidor Ray Dalio lançou um forte aviso sobre as moedas digitais de banco central (CBDC) numa entrevista. Ele destacou que, embora os países estejam acelerando a implementação das CBDCs, este sistema de moeda digital controlado diretamente pelos bancos centrais pode representar uma ameaça profunda à privacidade financeira individual e à autonomia patrimonial.
Dalio afirmou que o principal motivo pelo qual os governos promovem as CBDCs é a sua “alta eficiência”. A liquidação digital pode reduzir o tempo de pagamentos transfronteiriços e locais, além de diminuir os custos operacionais; ao mesmo tempo, as autoridades podem monitorar com maior precisão o fluxo de fundos, para fins de arrecadação de impostos, combate à lavagem de dinheiro e gestão fiscal. Por exemplo, num sistema de CBDC, os impostos podem ser deduzidos instantaneamente, sem precisar aguardar o ciclo de liquidação tradicional. No entanto, ele enfatizou que essa conveniência também implica uma maior capacidade de controle centralizado.
Na visão dele, as CBDCs farão com que cada transação deixe uma pegada digital rastreável, permitindo que o governo monitore em tempo real a estrutura de gastos dos indivíduos. Em cenários mais extremos, as autoridades poderiam congelar contas, limitar o uso de fundos ou até confiscar ativos diretamente, sem intermediários. Quando o poder financeiro e o poder administrativo estiverem altamente vinculados, o sistema monetário pode ser utilizado para controle político ou social, o que é exatamente o risco que Dalio mais teme.
Apesar das controvérsias, bancos centrais ao redor do mundo continuam avançando com seus projetos. A China já testou o yuan digital, e a União Europeia está avaliando a proposta do euro digital. Os apoiantes argumentam que as CBDCs podem aumentar a competitividade do sistema de pagamentos e evitar monopólios de plataformas privadas; mas os críticos apontam que a maioria dos designs atuais ainda carece de mecanismos de proteção de privacidade suficientes.
A comunidade de criptomoedas também mantém uma postura cautelosa em relação às CBDCs. Ao citar a opinião de Dalio, o Coin Bureau destacou que, em comparação com as moedas digitais centralizadas, ativos descentralizados como o Bitcoin enfatizam mais a autonomia do usuário e uma oferta limitada. Blockchain, que não depende de uma única autoridade, é vista por alguns como uma ferramenta de resistência ao monitoramento financeiro.
À medida que mais países entram na fase de testes, a discussão sobre “como equilibrar eficiência e liberdade” certamente se intensificará. A posição central de Dalio é que: o avanço tecnológico não deve ocorrer às custas dos direitos individuais. Na era das moedas digitais, essa questão torna-se cada vez mais urgente.