À medida que o quadro regulatório na União Europeia se aperfeiçoa gradualmente e a procura do mercado aumenta, o maior banco da Dinamarca, Danske Bank, anunciou oficialmente o fim de uma proibição de oito anos às criptomoedas, abrindo a possibilidade aos clientes de investirem em produtos de investimento negociados em bolsa (ETP) ligados a Bitcoin e Ethereum.
(Resumindo: a queda de 40% do Bitcoin desencadeou um “pânico de ciclo de quatro anos”, K33: uma forte retração de mercado difícil de repetir, surgindo pontos de entrada de longo prazo)
(Informação adicional: o governo dinamarquês propôs uma tributação de 42% sobre os lucros de criptomoedas, retroativa desde o nascimento do Bitcoin em 2009)
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Num contexto de ambiente regulatório mais claro e aumento contínuo da demanda do mercado, o maior banco da Dinamarca, Danske Bank, anunciou oficialmente o fim de uma proibição de oito anos às criptomoedas, permitindo aos investidores negociarem produtos de investimento em Bitcoin e Ethereum (ETP). Essa mudança simboliza uma ajustada postura das instituições financeiras tradicionais em relação aos ativos digitais, embora o banco tenha enfatizado que isso não altera sua postura de cautela quanto aos riscos das criptomoedas.
De acordo com comunicado do Danske Bank, clientes que utilizam o Danske eBanking e o Danske Mobile Banking poderão investir em produtos ETP ligados a Bitcoin e Ethereum através da plataforma de negociação do banco, sem necessidade de possuir ou custodiar criptomoedas por conta própria.
O banco afirmou que essa iniciativa responde principalmente ao aumento da demanda de clientes, nos últimos anos, que desejam incluir criptomoedas em suas carteiras de investimento. A abertura é direcionada principalmente a clientes que operam de forma autônoma na plataforma do banco, sem serviços de consultoria de investimento.
Kerstin Lysholm, responsável por produtos e soluções de investimento do Danske Bank, destacou que, à medida que as criptomoedas se tornam uma classe de ativos mais comum no mercado, a demanda por investimentos relacionados cresceu significativamente, levando o banco a avaliar que o momento já era oportuno.
Vale notar que, anteriormente, o Danske Bank tinha uma postura bastante conservadora em relação às criptomoedas. Em 2018, o banco declarou publicamente que tinha uma visão negativa sobre elas, aconselhando fortemente seus clientes a evitarem investimentos nesse setor, além de recusar oferecer qualquer tipo de serviço de negociação de criptomoedas na plataforma. Em 2021, reafirmou suas políticas internas de restrição.
No entanto, essa mudança de política está estreitamente relacionada à implementação do Regulamento de Mercados de Criptoativos (MiCA) na União Europeia. Lysholm comentou que, nos últimos anos, o quadro regulatório do setor de criptomoedas vem sendo aprimorado, aumentando a transparência do mercado e a proteção aos investidores, o que também reforçou a confiança das instituições financeiras.
Ela acrescentou que, após uma avaliação geral, o banco acredita que pode oferecer produtos regulados a investidores que compreendem e podem assumir riscos elevados.
Apesar de permitir a negociação de produtos ETP, o Danske Bank deixou claro que isso não significa uma aprovação ou recomendação de investimento em criptomoedas. O banco reforçou que não oferece aconselhamento de investimento relacionado a criptomoedas e as posiciona como “investimentos de oportunidade”, não como ativos principais para investidores de longo prazo e perfil conservador.
Lysholm explicou ainda que esses produtos são disponibilizados apenas a clientes que passaram por um teste de adequação, garantindo que compreendam a alta volatilidade e os riscos potenciais. Ela destacou que a decisão de investir cabe exclusivamente ao cliente, enquanto o banco fornece uma via de investimento regulada e transparente.
Em outras palavras, o Danske Bank não está adotando uma postura de total adoção das criptomoedas, mas sim oferecendo uma forma mais estruturada de participação, mantendo o controle de riscos.
Segundo informações, até 2024, cerca de 70 mil dinamarqueses possuem criptomoedas, representando aproximadamente 1,2% da população total. Apesar de estar na metade inferior do ranking de adoção global, a demanda do mercado mostra sinais de crescimento estável.
A abertura do Danske Bank para Bitcoin e Ethereum via ETP é vista como um símbolo importante da integração progressiva entre o sistema financeiro tradicional e os ativos digitais. Embora a postura ainda seja cautelosa, a transição de uma proibição total para uma abertura limitada reflete a estratégia de grandes instituições financeiras diante de um cenário regulatório mais claro.
No futuro, à medida que a regulamentação europeia for se consolidando, a questão de se os bancos tradicionais ampliarão ainda mais a oferta de produtos relacionados a criptomoedas será um ponto de atenção do mercado.
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