De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em um relatório divulgado na terça-feira, operações de golpes em toda a Ásia Sudoriental e na região mais ampla impulsionaram perdas estimadas de US$ 88,3 bilhões a US$ 114,1 bilhões em 2025. A representante regional do UNODC, Delphine Schantz, descreveu a reorganização do submundo da região como um “franqueamento corporativo”, com sindicatos locais agora integrados a uma rede transnacional que vende serviços compartilhados — lavagem de dinheiro, fraudes, tráfico de pessoas e coleta de dados — por meio de infraestrutura interconectada.
Grande parte das fraudes envolve golpes de investimento em cripto e de romance, ou “pig butchering”, conduzidos a partir de complexos em escala industrial; os lucros são lavados on-chain. O UNODC alertou que a polícia regional não tem treinamento para rastrear os recursos no “novo contexto cripto”, com Schantz observando que “apenas desestabilizar não funciona” e que apreender ativos agora é essencial.