Mensagem do Gate News, 20 de abril — O presidente dos EUA, Donald Trump, estaria avaliando uma proposta que permitiria ao Irã retomar o enriquecimento de urânio dentro de uma década, uma posição que contradiz a justificativa declarada dele para a ação militar no Oriente Médio, onde ele repetidamente enfatizou impedir que o Irã adquira armas nucleares.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), o Irã atualmente possui 440,9 kg de urânio enriquecido a 60% de pureza, um passo técnico curto em relação às concentrações próprias para armas, de 90%. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que o estoque existente poderia permitir que o Irã construísse até 10 armas nucleares, caso fossem armamentizadas. Desde junho de 2025, quando ataques israelenses e americanos enfraqueceram significativamente o programa nuclear do Irã, os inspetores da AIEA não conseguiram verificar a localização do urânio altamente enriquecido.
A proposta em análise por Trump exigiria, segundo relatos, que o Irã interrompesse o enriquecimento de urânio por vários anos antes de permitir que o regime produzisse urânio pouco enriquecido ao longo da década seguinte. Diz-se que Trump defendeu um moratório de 20 anos, preocupado de que um prazo menor faria o acordo dele parecer tempo demais semelhante ao acordo nuclear de 2015 que ele havia abandonado anteriormente. Aquele acordo, assinado sob o presidente Barack Obama, proibia o Irã de enriquecer urânio além de limites civis por 15 anos.