O número 10 de Downing Street deve lançar, ainda este ano, uma campanha para preparar os lares no Reino Unido para emergências, após o aviso de Sir Keir Starmer de que agências de inteligência acreditam que um ataque russo possa ocorrer dentro de quatro anos. O público será orientado a estocar alimentos e água em caso de um ataque surpresa da Rússia, conforme novos planos para deixar o país pronto para um conflito. O anúncio ocorre em meio ao aumento do temor de um ataque russo a um país da OTAN e a ciberataques quase constantes contra a infraestrutura crítica do Reino Unido.
A nova campanha de informação ao público britânico orientará as pessoas a estocar alimentos, medicamentos e itens básicos de sobrevivência. Especialistas recomendam itens de longa duração que possam ser consumidos sem cozinhar, incluindo feijões enlatados, vegetais e peixes, biscoitos tipo cracker de arroz e aveia que pode ser deixada de molho. O público também é orientado a estocar “mimos” como chocolate e Doritos para manter o moral, além de bastante água para beber e para lavar.
Darren Jones, secretário-chefe do primeiro-ministro, disse aos parlamentares que o Governo lançará uma “campanha nacional de conscientização sobre resiliência” para “informar o público sobre as pequenas, mas importantes, medidas que ele pode tomar para se preparar em caso de emergências e interrupções”. Entre as possíveis crises para as quais o público deve se preparar estão um ciberataque que pode “afetar o acesso a energia, água, sinal de telefone ou comércios locais para conseguir comida”, acrescentou.
No ano passado, a UE orientou o público a preparar um estoque de 72 horas, incluindo documentos de identificação em embalagem à prova d’água, alimentos enlatados, água engarrafada, fósforos e uma faca suíça. Planos semelhantes na Suécia pedem que os cidadãos preparem roupas quentes e um rádio alimentado por bateria para uso em caso de quedas de energia. Na Noruega, o público está sendo orientado a estocar comprimidos de iodo que podem ser usados em caso de incidente nuclear, enquanto proprietários de casas na Alemanha foram incentivados a transformar suas adegas em abrigos.
Darren Jones anunciou que o Governo fará uma simulação de guerra de um ataque “híbrido” ao Reino Unido por um adversário estrangeiro no próximo ano. O “exercício nacional de defesa domiciliar” fará com que centenas de servidores públicos planejem sua resposta a uma crise a partir do Whitehall. Funcionários afirmaram que a campanha incluirá novas orientações para escolas e faculdades para ensinar às crianças como permanecerem seguras em emergências.
O anúncio ocorre após alertas na Revisão Estratégica de Defesa do ano passado de que o Reino Unido estava “já sob ataque diário de espionagem, ameaças cibernéticas e manipulação de informações” por Estados inimigos, incluindo Rússia e Irã. A revisão, encomendada pouco depois de o Partido Trabalhista assumir o governo, advertiu que o líder russo Vladimir Putin demonstrou “disposição para usar força militar, causar danos a civis e ameaçar o uso de armas nucleares”.
Ministros também atualizaram o National Risk Register, um documento público que descreve os “cenários razoavelmente piores” de uma variedade de ameaças. A versão mais recente do documento inclui, pela primeira vez, o risco de interferência estrangeira na democracia do Reino Unido, além do risco de ciberataques em infraestrutura de dados, locais de abastecimento de água e sistemas da polícia.
Quais itens o governo do Reino Unido está recomendando que os cidadãos estocem para emergências?
O governo do Reino Unido recomenda estocar itens de longa duração que possam ser consumidos sem cozinhar, incluindo feijões enlatados, vegetais e peixes, biscoitos tipo cracker de arroz, aveia que pode ser deixada de molho, chocolate, Doritos e bastante água para beber e para lavar. A campanha de informação ao público também vai orientar as pessoas sobre como estocar medicamentos e ferramentas básicas de sobrevivência.
Quando Sir Keir Starmer alertou sobre um possível ataque russo ao Reino Unido?
Sir Keir Starmer alertou que agências de inteligência acreditam que um ataque russo poderia ocorrer dentro de quatro anos. O número 10 de Downing Street deve lançar, mais tarde este ano, uma campanha de preparação para emergências em resposta a esses avisos e ao aumento do temor de ataques russos a países da OTAN e de ciberataques contínuos à infraestrutura crítica do Reino Unido.
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