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Seleção da Coreia do Sul sofre "três mortes consecutivas" por jogos combinados? Probabilidade de classificação despenca
Um tópico popular no fórum foi impulsionado centenas de milhares de vezes: "Não é a primeira vez, nem será a última." Uma frase curta expõe toda a frustração dos torcedores sul-coreanos dos últimos vinte anos.
A posição de classificação da Coreia do Sul caiu do 4º lugar ontem para o 6º lugar em um dia, e o assunto explodiu completamente na tarde de 26 de junho. Após o empate por 0 a 0 entre Austrália e Paraguai, a calculadora da Coreia do Sul não adiantou nada: com 3 pontos, as chances já estavam praticamente mortas.
No Naver local, a seção de comentários do esporte estava mais agitada que a Copa do Mundo, e os comentários mais curtidos eram cada vez mais contundentes: "O jogo combinado foi tão bem encenado que Austrália e Paraguai só faltaram cantar 'Amigos para Sempre'." "Alemanha perdeu para Equador, Japão empatou com Suécia, e agora esse 0 a 0: três golpes que decretaram a sentença de morte." "Será que fomos 'eliminados' novamente?"
Esse sabor é muito familiar. Em 2002, a Coreia do Sul foi acusada de ter "ajuda dos árbitros". Agora, virou o lado "prejudicado". Em 2018, a Coreia venceu a Alemanha por 2 a 0, e os torcedores alemães disseram na época que "foram eliminados". Agora, os sul-coreanos sentem o mesmo gosto.
Redes sociais dos jogadores: um silêncio absoluto
Na conta do Instagram de Son Heung-min, desde a derrota para a África do Sul, ele não postou uma palavra. A última postagem, de três dias atrás, era uma foto do campo de treino com a legenda mais simples possível: "Foco no próximo jogo."
Kim Min-jae foi ainda mais direto: configurou suas postagens como visíveis apenas por três dias, não se vê nada. A mídia abordou jogadores saindo do vestiário, perguntando sobre a situação da classificação, e todos desviavam do assunto enquanto saíam, com a cabeça mais baixa do que nos treinos habituais.
Após o jogo, quando Hong Myung-bo foi cercado por repórteres, ele disse com uma voz particularmente impotente: "Cometemos erros; o destino não está mais em nossas mãos." Soou como uma resignação. As controvérsias táticas foram amplificadas: por que colocar Son Heung-min no banco em um jogo decisivo? Por que, com 68% de posse de bola no primeiro tempo, só tiveram 3 finalizações no alvo?
Um jornalista calculou que as substituições de Hong Myung-bo naquele jogo consistiram em trocar todo o meio-campo no primeiro tempo, e só quando estavam perdendo por 1 a 0 no segundo tempo ele colocou Son Heung-min às pressas, restando menos de 30 minutos. Son Heung-min, entrando como substituto, teve pouquíssimos toques na bola, e mesmo se esforçando ao máximo, não conseguiu montar um ataque decente.
Labirinto de regras: por que 3 pontos são tão difíceis?
Com a Copa do Mundo expandida para 48 times, as regras ficaram mais complexas. Os dois primeiros de cada um dos 12 grupos avançam diretamente para as oitavas (32 times), e as outras 8 vagas vão para os melhores terceiros colocados.
A classificação dos terceiros colocados segue cinco critérios: pontos, saldo de gols, gols marcados, fair play e ranking FIFA antes da competição. A Coreia do Sul tem 1 vitória e 2 derrotas, 3 pontos, saldo -1 e apenas 2 gols marcados.
O problema é que os resultados dos outros grupos são mortais. Após o empate por 0 a 0 no Grupo D, Austrália e Paraguai acumularam 4 pontos cada, além de Equador (Grupo E) com 4, Suécia (Grupo F) com 4, Bósnia (Grupo B) com 4. Dos terceiros colocados já definidos, vários têm 4 pontos de repente.
Os 3 pontos da Coreia do Sul ficam bem atrás nessa lista. A única esperança é que todos os terceiros colocados dos grupos ainda não encerrados fiquem com menos de 3 pontos, ou tenham saldo pior que -1. Torcedores calcularam que a probabilidade de classificação da Coreia caiu para abaixo de 86% e continua caindo.
Suspeita de jogo combinado: há algo errado?
No Grupo D, o jogo entre Austrália e Paraguai, as contas eram claras antes do jogo. Um empate garantia à Austrália o segundo lugar do grupo; o Paraguai, com 1 ponto, acumularia 4, praticamente garantido entre os oito melhores terceiros colocados. Nenhum dos dois precisava se esforçar.
E foi exatamente essa a sensação. No primeiro tempo, o Paraguai teve apenas 36% de posse, zero finalizações; a Austrália, com 64% de posse, só chutou três vezes. Aos 3 minutos, Owen recebeu um cruzamento na área e finalizou, mas o goleiro paraguaio Hill defendeu com uma mão, mandando para escanteio. Depois disso, não houve mais finalizações de perigo.
Torcedores analisaram as imagens e notaram que, no segundo tempo, a disputa parecia intensa, mas as faltas eram todas em áreas irrelevantes; os carrinhos eram grandes, mas recuados a tempo; os cruzamentos pelas laterais sempre faltavam um pouco; e nos acréscimos, nenhum dos dois times sequer tentou avançar.
As regras da FIFA sobre "jogo passivo" são vagas: enquanto os jogadores estiverem correndo e passando a bola, sem ficar parados, o árbitro não pode intervir. A linha entre estratégia e espírito esportivo no esporte de alto nível fica muito tênue nesses momentos.
Times asiáticos: por que é sempre tão difícil?
O Japão foi muito mais estável: empatou por 1 a 1 com a Suécia, somou 5 pontos e garantiu o segundo lugar do grupo, avançando diretamente. O empate da Austrália foi criticado como "combinado", mas eles executaram bem a tática, mantiveram a defesa firme e não cometeram os erros básicos da Coreia.
O maior problema da Coreia na derrota para a África do Sul foi a confusão tática. Antes do jogo, diziam "lutar pela vitória", mas em campo só queriam um ponto; no final, não conseguiram o ponto e perderam três. A posse de 68% parece boa, mas era toda troca de passes no campo defensivo, sem romper a linha adversária, com uma taxa de conversão ofensiva ridiculamente baixa.
No ecossistema político da Copa do Mundo, as seleções asiáticas sempre foram marginais. Fatores ocultos como aplicação do VAR e programação dos jogos são difíceis de explicar. Torcedores notaram que a Coreia teve menos descanso que seus adversários nos três jogos, e o jogo decisivo foi disputado no horário mais quente. Esses detalhes acumulados certamente afetam o desempenho.
Deficiências próprias ou sacrifício ambiental?
Revendo toda a fase de grupos, a Coreia venceu a República Tcheca por 2 a 1 na primeira rodada, com uma boa exibição; perdeu por 1 a 0 para o México (anfitrião) na segunda, o que também era esperado; mas na última rodada, a derrota por 1 a 0 para a África do Sul foi repleta de erros fatais.
Taticamente, foram muito conservadores, queriam garantir o empate, mas não conseguiram; na escalação, foram muito arriscados, deixando Son Heung-min no banco no jogo decisivo; mentalmente, hesitaram, queriam avançar mas temiam lesões, e no final ficaram sem nada.
O formato do torneio deu espaço para "combinações" de outros times. A regra de que 4 pontos praticamente garantem a classificação fez com que Austrália e Paraguai optassem pela estratégia mais segura. Mas, no fundo, se a Coreia tivesse conseguido 1 ponto naquele jogo, agora teria 4 pontos e não precisaria se preocupar com os outros.
A incerteza do futebol sempre existe, e o novo formato expandido amplifica essa aleatoriedade. O dilema da Coreia do Sul é uma consequência inevitável de erros táticos ou um acaso do sacrifício do formato? Essa pergunta talvez nem Hong Myung-bo consiga responder.
O que é certo é que a competitividade do futebol asiático no cenário mundial vai muito além do resultado de uma partida. A Coreia pode ser eliminada desta vez, mas e na próxima? Japão e Austrália já provaram que seleções asiáticas podem avançar de forma consistente. A Coreia precisa refletir sobre mais do que se imagina.
Seleção da Coreia do Sul sofre "três mortes consecutivas" por jogos combinados? Probabilidade de classificação despenca
Um tópico popular no fórum foi impulsionado centenas de milhares de vezes: "Não é a primeira vez, nem será a última." Uma frase curta expõe toda a frustração dos torcedores sul-coreanos dos últimos vinte anos.
A posição de classificação da Coreia do Sul caiu do 4º lugar ontem para o 6º lugar em um dia, e o assunto explodiu completamente na tarde de 26 de junho. Após o empate por 0 a 0 entre Austrália e Paraguai, a calculadora da Coreia do Sul não adiantou nada: com 3 pontos, as chances já estavam praticamente mortas.
No Naver local, a seção de comentários do esporte estava mais agitada que a Copa do Mundo, e os comentários mais curtidos eram cada vez mais contundentes: "O jogo combinado foi tão bem encenado que Austrália e Paraguai só faltaram cantar 'Amigos para Sempre'." "Alemanha perdeu para Equador, Japão empatou com Suécia, e agora esse 0 a 0: três golpes que decretaram a sentença de morte." "Será que fomos 'eliminados' novamente?"
Esse sabor é muito familiar. Em 2002, a Coreia do Sul foi acusada de ter "ajuda dos árbitros". Agora, virou o lado "prejudicado". Em 2018, a Coreia venceu a Alemanha por 2 a 0, e os torcedores alemães disseram na época que "foram eliminados". Agora, os sul-coreanos sentem o mesmo gosto.
Redes sociais dos jogadores: um silêncio absoluto
Na conta do Instagram de Son Heung-min, desde a derrota para a África do Sul, ele não postou uma palavra. A última postagem, de três dias atrás, era uma foto do campo de treino com a legenda mais simples possível: "Foco no próximo jogo."
Kim Min-jae foi ainda mais direto: configurou suas postagens como visíveis apenas por três dias, não se vê nada. A mídia abordou jogadores saindo do vestiário, perguntando sobre a situação da classificação, e todos desviavam do assunto enquanto saíam, com a cabeça mais baixa do que nos treinos habituais.
Após o jogo, quando Hong Myung-bo foi cercado por repórteres, ele disse com uma voz particularmente impotente: "Cometemos erros; o destino não está mais em nossas mãos." Soou como uma resignação. As controvérsias táticas foram amplificadas: por que colocar Son Heung-min no banco em um jogo decisivo? Por que, com 68% de posse de bola no primeiro tempo, só tiveram 3 finalizações no alvo?
Um jornalista calculou que as substituições de Hong Myung-bo naquele jogo consistiram em trocar todo o meio-campo no primeiro tempo, e só quando estavam perdendo por 1 a 0 no segundo tempo ele colocou Son Heung-min às pressas, restando menos de 30 minutos. Son Heung-min, entrando como substituto, teve pouquíssimos toques na bola, e mesmo se esforçando ao máximo, não conseguiu montar um ataque decente.
Labirinto de regras: por que 3 pontos são tão difíceis?
Com a Copa do Mundo expandida para 48 times, as regras ficaram mais complexas. Os dois primeiros de cada um dos 12 grupos avançam diretamente para as oitavas (32 times), e as outras 8 vagas vão para os melhores terceiros colocados.
A classificação dos terceiros colocados segue cinco critérios: pontos, saldo de gols, gols marcados, fair play e ranking FIFA antes da competição. A Coreia do Sul tem 1 vitória e 2 derrotas, 3 pontos, saldo -1 e apenas 2 gols marcados.
O problema é que os resultados dos outros grupos são mortais. Após o empate por 0 a 0 no Grupo D, Austrália e Paraguai acumularam 4 pontos cada, além de Equador (Grupo E) com 4, Suécia (Grupo F) com 4, Bósnia (Grupo B) com 4. Dos terceiros colocados já definidos, vários têm 4 pontos de repente.
Os 3 pontos da Coreia do Sul ficam bem atrás nessa lista. A única esperança é que todos os terceiros colocados dos grupos ainda não encerrados fiquem com menos de 3 pontos, ou tenham saldo pior que -1. Torcedores calcularam que a probabilidade de classificação da Coreia caiu para abaixo de 86% e continua caindo.
Suspeita de jogo combinado: há algo errado?
No Grupo D, o jogo entre Austrália e Paraguai, as contas eram claras antes do jogo. Um empate garantia à Austrália o segundo lugar do grupo; o Paraguai, com 1 ponto, acumularia 4, praticamente garantido entre os oito melhores terceiros colocados. Nenhum dos dois precisava se esforçar.
E foi exatamente essa a sensação. No primeiro tempo, o Paraguai teve apenas 36% de posse, zero finalizações; a Austrália, com 64% de posse, só chutou três vezes. Aos 3 minutos, Owen recebeu um cruzamento na área e finalizou, mas o goleiro paraguaio Hill defendeu com uma mão, mandando para escanteio. Depois disso, não houve mais finalizações de perigo.
Torcedores analisaram as imagens e notaram que, no segundo tempo, a disputa parecia intensa, mas as faltas eram todas em áreas irrelevantes; os carrinhos eram grandes, mas recuados a tempo; os cruzamentos pelas laterais sempre faltavam um pouco; e nos acréscimos, nenhum dos dois times sequer tentou avançar.
As regras da FIFA sobre "jogo passivo" são vagas: enquanto os jogadores estiverem correndo e passando a bola, sem ficar parados, o árbitro não pode intervir. A linha entre estratégia e espírito esportivo no esporte de alto nível fica muito tênue nesses momentos.
Times asiáticos: por que é sempre tão difícil?
O Japão foi muito mais estável: empatou por 1 a 1 com a Suécia, somou 5 pontos e garantiu o segundo lugar do grupo, avançando diretamente. O empate da Austrália foi criticado como "combinado", mas eles executaram bem a tática, mantiveram a defesa firme e não cometeram os erros básicos da Coreia.
O maior problema da Coreia na derrota para a África do Sul foi a confusão tática. Antes do jogo, diziam "lutar pela vitória", mas em campo só queriam um ponto; no final, não conseguiram o ponto e perderam três. A posse de 68% parece boa, mas era toda troca de passes no campo defensivo, sem romper a linha adversária, com uma taxa de conversão ofensiva ridiculamente baixa.
No ecossistema político da Copa do Mundo, as seleções asiáticas sempre foram marginais. Fatores ocultos como aplicação do VAR e programação dos jogos são difíceis de explicar. Torcedores notaram que a Coreia teve menos descanso que seus adversários nos três jogos, e o jogo decisivo foi disputado no horário mais quente. Esses detalhes acumulados certamente afetam o desempenho.
Deficiências próprias ou sacrifício ambiental?
Revendo toda a fase de grupos, a Coreia venceu a República Tcheca por 2 a 1 na primeira rodada, com uma boa exibição; perdeu por 1 a 0 para o México (anfitrião) na segunda, o que também era esperado; mas na última rodada, a derrota por 1 a 0 para a África do Sul foi repleta de erros fatais.
Taticamente, foram muito conservadores, queriam garantir o empate, mas não conseguiram; na escalação, foram muito arriscados, deixando Son Heung-min no banco no jogo decisivo; mentalmente, hesitaram, queriam avançar mas temiam lesões, e no final ficaram sem nada.
O formato do torneio deu espaço para "combinações" de outros times. A regra de que 4 pontos praticamente garantem a classificação fez com que Austrália e Paraguai optassem pela estratégia mais segura. Mas, no fundo, se a Coreia tivesse conseguido 1 ponto naquele jogo, agora teria 4 pontos e não precisaria se preocupar com os outros.
A incerteza do futebol sempre existe, e o novo formato expandido amplifica essa aleatoriedade. O dilema da Coreia do Sul é uma consequência inevitável de erros táticos ou um acaso do sacrifício do formato? Essa pergunta talvez nem Hong Myung-bo consiga responder.
O que é certo é que a competitividade do futebol asiático no cenário mundial vai muito além do resultado de uma partida. A Coreia pode ser eliminada desta vez, mas e na próxima? Japão e Austrália já provaram que seleções asiáticas podem avançar de forma consistente. A Coreia precisa refletir sobre mais do que se imagina.








