O Secretário do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, anunciou em Davos que todos os ativos confiscados em Bitcoin serão integrados na “Reserva Estratégica de Bitcoin”, deixando de ser leiloados. Atualmente, os EUA detêm cerca de 328.000 Bitcoins, avaliados em 29,28 mil milhões de dólares, tornando-se o maior detentor mundial. Yellen comparou esta reserva a uma “Fortaleza Digital de Knox”, adotando uma estratégia de “não comprar, não vender”, considerando o Bitcoin como um ativo estratégico de longo prazo.
Fórum de Davos reafirma política nacional de confisco de ativos para reserva estratégica
Na cimeira do Fórum Económico Mundial de 2026, realizada em Davos, o Secretário do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, afirmou claramente que o governo federal continuará a promover e aprofundar o plano de “Reserva Estratégica de Bitcoin” (Strategic Bitcoin Reserve, SBR). Yellen reiterou numa conferência de imprensa que a política central do governo atual é integrar todos os Bitcoins adquiridos através de processos de confisco criminal ou civil na reserva digital do país, ao invés de os liquidar através de leilões como nos últimos anos.
Ela destacou que o primeiro passo desta política é “parar de vender”, objetivo que já foi alcançado. Esta transformação simboliza uma mudança fundamental na abordagem do governo dos EUA face aos ativos digitais. Yellen indicou que a política do governo é, após a confirmação do processo de indemnização, transferir diretamente os Bitcoins confiscados para a reserva digital.
Ela explicou ainda que a estratégia atual não consiste em comprar Bitcoins no mercado aberto, mas sim em adotar uma abordagem “orçamentalmente neutra”, utilizando os resultados de aplicação da lei existentes para expandir a escala dos ativos estratégicos do país. Esta postura de “não comprar, não vender” visa tratar o Bitcoin como um ativo estratégico de longo prazo, semelhante às reservas tradicionais de ouro ou petróleo.
Este movimento foi interpretado pelo mercado como uma oficialização do aumento do Bitcoin de uma “reserva temporária” de aplicação da lei para um “ativo financeiro estratégico”. Esta mudança de posicionamento tem um significado profundo, indicando que o Bitcoin deixa de ser considerado um resquício de crime a ser liquidado rapidamente, passando a ser um recurso estratégico de igual valor às reservas de ouro do país.
328.000 Bitcoins criam uma Fortaleza Digital
(Fonte: Arkham)
De acordo com os dados on-chain da Arkham Intelligence até meados de janeiro de 2026, as carteiras controladas pelo governo dos EUA detêm cerca de 328.000 Bitcoins, avaliados em aproximadamente 29,28 mil milhões de dólares. Isto faz dos EUA um dos maiores detentores de Bitcoin do mundo, superando muitas entidades privadas e outros governos.
Yellen comparou esta reserva ao “Fort Knox Digital”, destacando o seu significado estratégico a longo prazo. O Fort Knox é uma famosa base de reservas de ouro dos EUA; a metáfora usada por Yellen visa colocar o Bitcoin ao nível do ouro, sugerindo que os ativos digitais têm uma importância estratégica no país que não é inferior à dos metais preciosos.
O respaldo legal para este plano remonta a uma ordem executiva assinada pelo Presidente Trump em março de 2025 (Executive Order 14233), que instrui o governo dos EUA a tratar os Bitcoins detidos como ativos estratégicos e a proibir a sua venda após serem incorporados na reserva. Esta ordem executiva fornece uma base legal para a transferência de ativos confiscados para a reserva estratégica, conferindo legitimidade à política.
Os 328.000 Bitcoins representam uma fatia significativa do limite máximo de 21 milhões de Bitcoins. A quantidade detida pelo governo dos EUA corresponde a cerca de 1,56% do total. Esta concentração de posse confere ao governo uma influência considerável no mercado de Bitcoin, podendo suas decisões afetar diretamente a tendência de preços global.
Estratégia de não comprar, não vender alivia pressão de mercado
Esta mudança de papel de “fonte de pressão de venda” para “detentor de longo prazo” tem tido um impacto profundo no mercado de criptomoedas. Nos ciclos de mercado anteriores, as movimentações de ativos das carteiras governamentais frequentemente provocavam pânico entre os investidores. Sempre que se ouvia que o FBI se preparava para leiloar Bitcoins confiscados, os preços tendiam a cair antecipadamente, refletindo essa pressão de oferta.
No entanto, com a política clara de retenção de longo prazo, a pressão de oferta no mercado foi atenuada, ajudando a estabilizar os preços durante períodos de volatilidade. A declaração de Yellen de que o governo não irá vender reforça a confiança do mercado, especialmente para investidores institucionais. Quando um dos maiores potenciais vendedores promete não vender, o risco de queda do mercado diminui significativamente.
Apesar de, em 20 de janeiro, o Bitcoin ter caído para cerca de 89.482 dólares devido à incerteza económica global, o sentimento do mercado vem se tornando mais construtivo. Particularmente após o “Índice de Medo e Ganância” cruzar para uma fase de otimismo pela primeira vez desde maio de 2025, a confiança dos investidores está a recuperar gradualmente.
A estratégia de “orçamento neutro” também merece atenção. Yellen enfatizou que o governo não comprará Bitcoin no mercado aberto, o que significa que a expansão da reserva estratégica depende exclusivamente do confisco por aplicação da lei. Esta abordagem evita críticas de que o governo estaria a impulsionar artificialmente os preços, além de limitar a velocidade de crescimento da reserva, tornando a política mais sustentável.
Controvérsia e Desafios Legais do Samourai Wallet
Apesar da firmeza do Tesouro na sua estratégia de reserva, há ainda controvérsias e desafios regulatórios na sua implementação. Recentemente, o mercado tem estado atento à possível violação na transferência de 57,55 Bitcoins confiscados de um desenvolvedor do Samourai Wallet, que poderá ter sido alvo de liquidação irregular.
Embora haja relatos de que a USMS (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) tenha transferido esses ativos confiscados para um endereço Coinbase Prime, levantando dúvidas sobre violação da ordem executiva, o Conselheiro Sénior de Ativos Digitais da Casa Branca, Patrick Witt, e o Departamento de Justiça esclareceram oficialmente que esses Bitcoins não foram vendidos, permanecendo na reserva estratégica. Este episódio evidencia questões de transparência na execução da política, sendo necessário um mecanismo mais claro para rastrear o destino dos ativos confiscados.
No âmbito legislativo, Yellen destacou que os EUA estão empenhados em criar o “melhor sistema regulatório de ativos digitais do mundo” para atrair a inovação de volta ao país. Contudo, o progresso legislativo em Washington não tem sido fácil. Recentemente, o “Projeto de Lei de Estrutura do Mercado de Criptomoedas” enfrentou obstáculos no Comitê Bancário do Senado, devido a divergências sobre a forma de recompensas de stablecoins, além de a Coinbase, principal participante do setor, ter retirado o seu apoio, levando ao adiamento da audiência.
Além disso, o “Projeto de Lei Bitcoin” (BITCOIN Act), proposto pela Senadora Cynthia Lummis, foi reintroduzido em 2025, embora com avanços limitados. Este projeto visa criar um quadro legislativo mais completo para a reserva estratégica de Bitcoin, incluindo mecanismos de compra, regras de gestão e requisitos de transparência.
Apesar dos desafios legislativos, Yellen reafirmou que o governo Trump continuará a promover a estrutura legal necessária para garantir a liderança dos EUA na indústria de ativos digitais, mantendo a inovação no país. A política de transferência de ativos confiscados para a reserva estratégica, implementada por ordem executiva, precisa de apoio legislativo para estabelecer um sistema duradouro. A legislação não só reforçará a base legal da política, como também fornecerá detalhes adicionais de execução e mecanismos de supervisão, garantindo que a gestão dos ativos confiscados seja feita em benefício do público.
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Confiscar ativos para criar o tesouro de Bitcoin! Ministro das Finanças dos EUA: 328.000 BTC nunca serão vendidos
O Secretário do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, anunciou em Davos que todos os ativos confiscados em Bitcoin serão integrados na “Reserva Estratégica de Bitcoin”, deixando de ser leiloados. Atualmente, os EUA detêm cerca de 328.000 Bitcoins, avaliados em 29,28 mil milhões de dólares, tornando-se o maior detentor mundial. Yellen comparou esta reserva a uma “Fortaleza Digital de Knox”, adotando uma estratégia de “não comprar, não vender”, considerando o Bitcoin como um ativo estratégico de longo prazo.
Fórum de Davos reafirma política nacional de confisco de ativos para reserva estratégica
Na cimeira do Fórum Económico Mundial de 2026, realizada em Davos, o Secretário do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, afirmou claramente que o governo federal continuará a promover e aprofundar o plano de “Reserva Estratégica de Bitcoin” (Strategic Bitcoin Reserve, SBR). Yellen reiterou numa conferência de imprensa que a política central do governo atual é integrar todos os Bitcoins adquiridos através de processos de confisco criminal ou civil na reserva digital do país, ao invés de os liquidar através de leilões como nos últimos anos.
Ela destacou que o primeiro passo desta política é “parar de vender”, objetivo que já foi alcançado. Esta transformação simboliza uma mudança fundamental na abordagem do governo dos EUA face aos ativos digitais. Yellen indicou que a política do governo é, após a confirmação do processo de indemnização, transferir diretamente os Bitcoins confiscados para a reserva digital.
Ela explicou ainda que a estratégia atual não consiste em comprar Bitcoins no mercado aberto, mas sim em adotar uma abordagem “orçamentalmente neutra”, utilizando os resultados de aplicação da lei existentes para expandir a escala dos ativos estratégicos do país. Esta postura de “não comprar, não vender” visa tratar o Bitcoin como um ativo estratégico de longo prazo, semelhante às reservas tradicionais de ouro ou petróleo.
Este movimento foi interpretado pelo mercado como uma oficialização do aumento do Bitcoin de uma “reserva temporária” de aplicação da lei para um “ativo financeiro estratégico”. Esta mudança de posicionamento tem um significado profundo, indicando que o Bitcoin deixa de ser considerado um resquício de crime a ser liquidado rapidamente, passando a ser um recurso estratégico de igual valor às reservas de ouro do país.
328.000 Bitcoins criam uma Fortaleza Digital
(Fonte: Arkham)
De acordo com os dados on-chain da Arkham Intelligence até meados de janeiro de 2026, as carteiras controladas pelo governo dos EUA detêm cerca de 328.000 Bitcoins, avaliados em aproximadamente 29,28 mil milhões de dólares. Isto faz dos EUA um dos maiores detentores de Bitcoin do mundo, superando muitas entidades privadas e outros governos.
Yellen comparou esta reserva ao “Fort Knox Digital”, destacando o seu significado estratégico a longo prazo. O Fort Knox é uma famosa base de reservas de ouro dos EUA; a metáfora usada por Yellen visa colocar o Bitcoin ao nível do ouro, sugerindo que os ativos digitais têm uma importância estratégica no país que não é inferior à dos metais preciosos.
O respaldo legal para este plano remonta a uma ordem executiva assinada pelo Presidente Trump em março de 2025 (Executive Order 14233), que instrui o governo dos EUA a tratar os Bitcoins detidos como ativos estratégicos e a proibir a sua venda após serem incorporados na reserva. Esta ordem executiva fornece uma base legal para a transferência de ativos confiscados para a reserva estratégica, conferindo legitimidade à política.
Os 328.000 Bitcoins representam uma fatia significativa do limite máximo de 21 milhões de Bitcoins. A quantidade detida pelo governo dos EUA corresponde a cerca de 1,56% do total. Esta concentração de posse confere ao governo uma influência considerável no mercado de Bitcoin, podendo suas decisões afetar diretamente a tendência de preços global.
Estratégia de não comprar, não vender alivia pressão de mercado
Esta mudança de papel de “fonte de pressão de venda” para “detentor de longo prazo” tem tido um impacto profundo no mercado de criptomoedas. Nos ciclos de mercado anteriores, as movimentações de ativos das carteiras governamentais frequentemente provocavam pânico entre os investidores. Sempre que se ouvia que o FBI se preparava para leiloar Bitcoins confiscados, os preços tendiam a cair antecipadamente, refletindo essa pressão de oferta.
No entanto, com a política clara de retenção de longo prazo, a pressão de oferta no mercado foi atenuada, ajudando a estabilizar os preços durante períodos de volatilidade. A declaração de Yellen de que o governo não irá vender reforça a confiança do mercado, especialmente para investidores institucionais. Quando um dos maiores potenciais vendedores promete não vender, o risco de queda do mercado diminui significativamente.
Apesar de, em 20 de janeiro, o Bitcoin ter caído para cerca de 89.482 dólares devido à incerteza económica global, o sentimento do mercado vem se tornando mais construtivo. Particularmente após o “Índice de Medo e Ganância” cruzar para uma fase de otimismo pela primeira vez desde maio de 2025, a confiança dos investidores está a recuperar gradualmente.
A estratégia de “orçamento neutro” também merece atenção. Yellen enfatizou que o governo não comprará Bitcoin no mercado aberto, o que significa que a expansão da reserva estratégica depende exclusivamente do confisco por aplicação da lei. Esta abordagem evita críticas de que o governo estaria a impulsionar artificialmente os preços, além de limitar a velocidade de crescimento da reserva, tornando a política mais sustentável.
Controvérsia e Desafios Legais do Samourai Wallet
Apesar da firmeza do Tesouro na sua estratégia de reserva, há ainda controvérsias e desafios regulatórios na sua implementação. Recentemente, o mercado tem estado atento à possível violação na transferência de 57,55 Bitcoins confiscados de um desenvolvedor do Samourai Wallet, que poderá ter sido alvo de liquidação irregular.
Embora haja relatos de que a USMS (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) tenha transferido esses ativos confiscados para um endereço Coinbase Prime, levantando dúvidas sobre violação da ordem executiva, o Conselheiro Sénior de Ativos Digitais da Casa Branca, Patrick Witt, e o Departamento de Justiça esclareceram oficialmente que esses Bitcoins não foram vendidos, permanecendo na reserva estratégica. Este episódio evidencia questões de transparência na execução da política, sendo necessário um mecanismo mais claro para rastrear o destino dos ativos confiscados.
No âmbito legislativo, Yellen destacou que os EUA estão empenhados em criar o “melhor sistema regulatório de ativos digitais do mundo” para atrair a inovação de volta ao país. Contudo, o progresso legislativo em Washington não tem sido fácil. Recentemente, o “Projeto de Lei de Estrutura do Mercado de Criptomoedas” enfrentou obstáculos no Comitê Bancário do Senado, devido a divergências sobre a forma de recompensas de stablecoins, além de a Coinbase, principal participante do setor, ter retirado o seu apoio, levando ao adiamento da audiência.
Além disso, o “Projeto de Lei Bitcoin” (BITCOIN Act), proposto pela Senadora Cynthia Lummis, foi reintroduzido em 2025, embora com avanços limitados. Este projeto visa criar um quadro legislativo mais completo para a reserva estratégica de Bitcoin, incluindo mecanismos de compra, regras de gestão e requisitos de transparência.
Apesar dos desafios legislativos, Yellen reafirmou que o governo Trump continuará a promover a estrutura legal necessária para garantir a liderança dos EUA na indústria de ativos digitais, mantendo a inovação no país. A política de transferência de ativos confiscados para a reserva estratégica, implementada por ordem executiva, precisa de apoio legislativo para estabelecer um sistema duradouro. A legislação não só reforçará a base legal da política, como também fornecerá detalhes adicionais de execução e mecanismos de supervisão, garantindo que a gestão dos ativos confiscados seja feita em benefício do público.