Bloomberg revela: Tether ajuda na congelamento de ativos turcos no valor de 1 bilhão de dólares

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De acordo com a Bloomberg, o maior emissor de stablecoins do mundo, Tether, recentemente, a pedido do governo turco, ajudou a congelar uma grande quantidade de ativos criptográficos relacionados a casos de jogo ilegal e lavagem de dinheiro, tendo atualmente bloqueado mais de 10 mil milhões de dólares em fundos suspeitos no país.
(Contexto anterior: A lista negra do USDT realmente consegue impedir lavagem de dinheiro e financiamento terrorista? Análise de dados on-chain: quase 90% das stablecoins são transferidas antes de serem congeladas)
(Informação adicional: Tether está a lançar uma nova stablecoin regulamentada nos EUA, USAT, mas declara: não é moeda legal, não possui seguro ou garantia de entidades governamentais)

Índice deste artigo

  • Tether atua, Turquia apreende mais de 5 mil milhões de dólares em ativos criptográficos
  • Série de ações na Turquia, valor bloqueado ultrapassa 10 mil milhões de dólares
  • Mudança no papel do emissor de stablecoins: de questionado a arma de aplicação da lei
  • Retorno ao mercado dos EUA, grande reviravolta na relação com reguladores
  • USDT continua sendo a ferramenta preferida por criminosos, pressão regulatória não diminui

De acordo com a empresa de análise blockchain Elliptic, até o final de 2025, Tether e Circle terão colocado quase 5700 carteiras na lista negra, com fundos congelados que se aproximam de 2,5 mil milhões de dólares — e, há apenas dois anos, esse número era quase zero.

Tether atua, Turquia apreende mais de 5 mil milhões de dólares em ativos criptográficos

Recentemente, a Bloomberg reportou que, em 30 de janeiro, as autoridades turcas anunciaram a apreensão de ativos criptográficos no valor de mais de 5 mil milhões de dólares pertencentes a um suspeito chamado Veysel Sahin. Sahin é acusado de operar um site de jogos de azar clandestino e de usar criptomoedas para lavagem de dinheiro. O procurador-chefe de Istambul afirmou que uma empresa de criptomoedas, cuja identidade não foi divulgada, foi encarregada pelo governo de realizar essa apreensão de ativos.

A investigação da Bloomberg revelou ainda que essa empresa por trás da operação é a líder global em stablecoins, Tether Holdings SA — cujo USDT atingiu um valor de mercado de 1850 mil milhões de dólares. A reportagem indica que, nos últimos anos, Tether intensificou sua cooperação com governos na luta contra crimes relacionados a criptomoedas, abrangendo casos de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e evasão de sanções.

A Bloomberg cita Paolo Ardoino, CEO da Tether: “As autoridades nos procuraram, forneceram informações, e após verificá-las, tomamos as ações de acordo com as leis do país. Quando colaboramos com o Departamento de Justiça dos EUA, FBI e outras agências, seguimos esse procedimento.”

A reportagem menciona que a Tether recusou-se a fazer comentários adicionais sobre o caso. A Bloomberg também tentou contato com Sahin, sem sucesso, e um funcionário do governo turco também se recusou a confirmar o nome da empresa mencionado na declaração do procurador.

Série de ações na Turquia, valor bloqueado ultrapassa 10 mil milhões de dólares

Segundo a Bloomberg, os ativos de 4,6 milhões de euros (cerca de 5,44 milhões de dólares) apreendidos representam apenas uma parte da recente operação de grande escala na Turquia. Até o momento do fechamento desta matéria, o total de ativos criptográficos bloqueados pelas autoridades turcas em casos relacionados já ultrapassou a marca de 1 mil milhões de dólares.

A Bloomberg cita a NTV, emissora turca, que informa que, poucos dias após a notícia da apreensão de Sahin, outro suspeito foi investigado por envolvimento em lavagem de dinheiro e jogos de azar clandestinos, tendo também cerca de 5 mil milhões de dólares em ativos criptográficos confiscados. Ainda não há confirmação se essa apreensão também contou com a ajuda do Tether.

A Bloomberg também reproduz a declaração de um funcionário turco, que preferiu não se identificar. Ele revelou que as autoridades rastrearam as movimentações financeiras, desmontaram as conexões entre as carteiras e identificaram as “pegadas financeiras” de possíveis atividades ilegais. O oficial afirmou que ações semelhantes contra jogos de azar clandestinos e sistemas de pagamento ilícitos continuarão.

Mudança no papel do emissor de stablecoins: de questionado a arma de aplicação da lei

A Bloomberg analisa que, para a Tether, a Turquia é apenas uma das peças do seu crescente quadro de cooperação global com autoridades. Essa gigante das stablecoins está se transformando, de uma entidade frequentemente questionada por reguladores, em uma ferramenta essencial no combate a crimes financeiros.

A reportagem cita dados do Elliptic, divulgados em janeiro deste ano: até o final de 2025, Tether e seu principal concorrente, Circle Internet Group Inc., terão colocado quase 5700 carteiras na lista negra, envolvendo aproximadamente 2,5 mil milhões de dólares em fundos. Entre as carteiras bloqueadas, cerca de três quartos possuem USDT.

Arda Akartuna, chefe de inteligência de ameaças de criptomoedas na Elliptic Ásia-Pacífico, disse à Bloomberg: “Com a aceleração da aplicação legal de criptomoedas e da integração de pagamentos globais, o uso ilícito também aumenta, o que leva os emissores de stablecoins a se envolverem mais ativamente na intervenção.”

A Bloomberg também revela que a Tether frequentemente destaca seus resultados na cooperação com as autoridades ao apresentar relatórios a potenciais investidores — a empresa está atualmente avaliada em até 5000 mil milhões de dólares e realizando captação de recursos. Segundo informações do site oficial, a Tether já atua em mais de 62 países, tendo ajudado a resolver mais de 1800 casos, com USDT relacionado a atividades ilegais totalizando 3,4 mil milhões de dólares em fundos congelados.

Parceiro da Tether, o cofundador e CEO do Anchorage Digital Bank, Nathan McCauley, descreveu: “Eles (Tether) têm uma postura extremamente proativa na cooperação, e entre os emissores de stablecoins, a reputação deles na aplicação da lei é considerada a melhor.”

Retorno ao mercado dos EUA, grande reviravolta na relação com reguladores

É importante destacar que o Anchorage é o parceiro de emissão do USAT, stablecoin regulamentada em dólares, da Tether. Essa moeda foi lançada oficialmente no final de janeiro deste ano, sendo vista como um marco do retorno da Tether ao mercado norte-americano.

A Bloomberg relembra que essa situação contrasta fortemente com o cenário de alguns anos atrás. Após o conflito com reguladores nos EUA em 2018, a Tether praticamente saiu do mercado local; em 2021, a empresa chegou a um acordo com as autoridades, pagando 41 milhões de dólares por alegações de que teria exagerado suas reservas.

No entanto, com a segunda entrada de Donald Trump na Casa Branca, a postura do governo dos EUA em relação às criptomoedas mudou significativamente. Segundo relatos, Ardoino e outros líderes do setor participaram de uma cerimônia na assinatura de uma lei de regulamentação de stablecoins, promovida pelo ex-presidente.

USDT continua sendo a ferramenta preferida por criminosos, pressão regulatória não diminui

Porém, a Bloomberg também aponta que, mesmo com a postura de conformidade da Tether, o uso ilícito do USDT ainda persiste.

Por exemplo, em 9 de janeiro, o procurador federal do distrito leste da Virgínia anunciou que processou um suspeito venezuelano por lavagem de até 10 mil milhões de dólares usando USDT. Além disso, uma pesquisa recente da Elliptic revelou que o Banco Central do Irã gastou mais de 5 mil milhões de dólares em USDT, com o objetivo de aliviar a crise cambial do país e contornar as sanções econômicas dos EUA.

Quanto ao principal suspeito na operação turca, Sahin, a Bloomberg compilou informações de mídia local que descrevem seu histórico: acusado de liderar uma rede de lavagem de dinheiro para sites de apostas ilegais, foi condenado a 10 anos de prisão em 2017, saiu em liberdade em 2023, mas menos de um mês depois foi condenado a mais 21 anos de prisão. Sahin está atualmente desaparecido, mas a agência de notícias Anadolu, na Turquia, informou em 30 de janeiro que “as autoridades estão ativamente buscando sua extradição para a Turquia”.

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