À medida que a nomeação do presidente do Federal Reserve se aproxima, o JPMorgan sugere vender títulos do Tesouro dos EUA de 2 anos como uma operação tática, acreditando que mesmo com Kevin Warsh, de perfil hawkish, assumindo o Fed, será difícil promover cortes de juros significativos em um cenário de fundamentos econômicos sólidos. Por outro lado, David Einhorn, fundador da Greenlight Capital, tem uma visão completamente oposta, afirmando que o corte de juros será “muito superior a duas vezes” e já comprou futuros SOFR para se posicionar.
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O JPMorgan recentemente recomendou aos investidores venderem títulos do Tesouro dos EUA de 2 anos como estratégia de negociação. Seus estrategistas apontam que, apesar do mercado estar atento à possível nomeação de Kevin Warsh para liderar o Fed, o cenário de fundamentos econômicos sólidos limita bastante o espaço para cortes de juros expressivos.
Os estrategistas do JPMorgan destacam:
O crescimento econômico robusto e a persistência da inflação limitarão o espaço para queda das taxas de juros de curto prazo, dificultando uma redução significativa dos níveis atuais.
Atualmente, o mercado espera que o Fed corte os juros em 25 pontos base já em julho, e faça mais uma redução até o final do ano. A taxa de rendimento dos títulos de 2 anos subiu levemente para 3,47% antes do anúncio do CPI.
O JPMorgan também prevê que o CPI núcleo de janeiro possa subir para 0,39% na variação mensal, bem acima da expectativa de mercado de 0,31%, refletindo efeitos de reajustes de preços no início do ano e pressões inflacionárias persistentes.
Se os dados do CPI realmente superarem as expectativas, isso reduzirá ainda mais o espaço do Fed para cortar juros, confirmando a lógica da estratégia de vender títulos de 2 anos. Quando o mercado perceber que o ritmo de cortes pode ser mais lento do que o esperado, os preços dos títulos de curto prazo tendem a cair (com aumento dos rendimentos).
Einhorn aposta contra: Warsh cortará juros “muito mais de duas vezes”
Por outro lado, Wall Street não é unânime na previsão de cortes. David Einhorn, fundador da Greenlight Capital, tem uma visão contrária, comprando futuros SOFR (taxa de juros overnight garantida por colaterais), apostando que as taxas de curto prazo continuarão a cair.
Einhorn declarou recentemente:
Até o final do ano, o número de cortes será muito superior a duas vezes. Essa é uma das melhores operações do mercado atualmente.
Ele acredita que, embora Warsh seja visto como hawkish, na prática, após assumir, tenderá a promover cortes. Einhorn afirma que Warsh defenderá que “desde que a inflação não disparar para 4% ou 5%, há argumentos de produtividade que justificam cortes”, mesmo com a economia ainda aquecida, ele não hesitará em reduzir as taxas.
Quem rir por último?
A principal questão dessa divergência é: Warsh será um “hawk pragmático” ou um “hawk limitado”?
O JPMorgan acredita que, independentemente de quem for nomeado presidente do Fed, os dados econômicos serão o fator decisivo para determinar o caminho das taxas. E, com o atual ritmo de crescimento e a persistência da inflação nos EUA, não há espaço para cortes de juros expressivos.
Einhorn, por sua vez, pensa que a inclinação política de Warsh prevalecerá sobre os dados, e ele encontrará argumentos para convencer o comitê do Fed a seguir uma política mais acomodatícia.
Warsh foi oficialmente nomeado por Trump em 30 de janeiro como próximo presidente do Fed, sendo considerado uma das maiores variáveis para os mercados financeiros globais em 2026. Com os dados do CPI prestes a ser divulgados, a volatilidade no mercado de títulos de curto prazo deve aumentar, e o duelo entre os otimismo e pessimismo sobre cortes de juros na Wall Street está prestes a começar.