EUA 1º de janeiro do CPI anual abaixo das expectativas, caiu para 2,4%, o nível mais baixo desde maio de 2025, abaixo do esperado pelo mercado de 2,5%. Após a divulgação dos dados, o Bitcoin disparou na linha de curto prazo, ultrapassando US$ 69.000, com liquidações de posições vendidas na rede totalizando mais de US$ 365 milhões. No entanto, o índice de medo e ganância das criptomoedas permaneceu por dois dias consecutivos na zona de “medo extremo” em 9.
(Resumo anterior: Forte alta! Bitcoin rompe US$ 69 mil, Ethereum sobe acima de US$ 2.000, com liquidações de shorts de US$ 150 milhões em 4 horas)
(Complemento de contexto: Brasil anuncia “compra de 1 milhão de Bitcoins em cinco anos”! Câmara propõe o projeto RESBit para criar reserva estratégica de BTC nacional)
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O Departamento de Trabalho dos EUA (BLS) divulgou na noite passada, horário de Taiwan, o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro de 2026, com dados abaixo das expectativas do mercado:
Vale destacar que a queda de 7,5% no preço da gasolina foi o principal fator que puxou a inflação geral para baixo, mas os aumentos nos custos de alimentos e moradia ainda superaram o CPI total, indicando que a sensação de inflação no cotidiano das pessoas não foi aliviada na mesma proporção.
Este relatório representa a inflação mais moderada desde maio de 2025, caindo significativamente em relação aos 2,7% de dezembro, levando o mercado a apostar que o Federal Reserve pode começar a cortar juros já em março.
Leitura adicional: Por trás da explosão do Bitcoin: “Inflação” volta ao centro do mercado
Após a divulgação do CPI, o Bitcoin subiu de cerca de US$ 66.000 para US$ 69.190 em poucas horas, uma alta de aproximadamente 4,8% no dia. Essa recuperação acionou uma forte liquidação de posições vendidas.
A soma das liquidações de contratos na rede ultrapassou US$ 365 milhões, sendo US$ 183 milhões em shorts de BTC. Entre US$ 69.000 e US$ 74.000 há uma concentração de liquidações de shorts, e uma entrada rápida de preços nessa faixa pode acelerar uma “explosão em cadeia” de liquidações, impulsionando ainda mais a alta.
Ainda há dúvidas se essa é uma reversão de tendência definitiva. Dados do CryptoQuant mostram que o Bitcoin passou recentemente por uma das três a cinco maiores perdas realizadas da história, indicando que muitos investidores já saíram no fundo.
Com o impulso do CPI, as principais criptomoedas tiveram desempenho destacado nas últimas 24 horas:
As altas de ETH e SOL superaram significativamente as do Bitcoin, refletindo que, com o retorno do apetite ao risco, o fluxo de capital tende a se mover mais rapidamente para tokens de média e pequena capitalização. Contudo, SOL caiu cerca de 18% na última semana, e ETH caiu mais de 20% ano a ano, indicando que a recuperação de curto prazo ainda não inverteu a tendência de médio prazo.
No mercado de ações dos EUA, o índice foi impulsionado pelo bom dado do CPI, com o S&P 500 subindo 0,62%, Nasdaq 0,54% e Dow Jones 0,42%. Mas os ganhos ao final do dia foram bastante reduzidos.
O mercado acionário abriu em alta e fechou em baixa, sugerindo que as preocupações com gastos excessivos em IA ainda pesam sobre o setor de tecnologia, enquanto o otimismo com a inflação controlada enfrenta incertezas quanto aos lucros corporativos.
Leitura adicional: Bitcoin: subir ou cair? Veja os argumentos de ambos os lados
Apesar da recuperação de quase 5% do Bitcoin, o índice de medo e ganância das criptomoedas permaneceu por dois dias consecutivos em 9, na zona de “medo extremo”. Essa estabilidade emocional de curto prazo, apesar da alta, é contrária ao que a história sugere: momentos de medo extremo costumam ser sinais de reversão.
Em junho de 2022, durante o colapso Terra/Luna, o índice atingiu 6, e o Bitcoin se recuperou mais de 300% em 18 meses, atingindo recordes em 2024. Em novembro de 2022, após o colapso da FTX, o índice caiu para 12, marcando o início de um fundo de longo prazo.
Atualmente, o índice chegou a 5 em 6 de fevereiro, o mais baixo da história, e depois subiu levemente para 9. Com base na experiência histórica, o mercado pode estar próximo do “ponto de maior sofrimento”, mas o processo de formação de fundo pode levar semanas ou meses.
A desaceleração da inflação abre espaço para o Fed cortar juros, com o mercado, via CME FedWatch, indicando maior probabilidade de redução em março. Se o Fed realmente iniciar um ciclo de cortes nos próximos meses, isso será positivo para ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Por outro lado, alguns riscos estruturais ainda preocupam. Entre eles, a saída de fundos de ETFs de Bitcoin. Até o início de fevereiro, o fluxo líquido de ETFs de Bitcoin spot atingiu cerca de US$ 690 milhões, e o mercado institucional ainda não voltou ao modo de entrada. Além disso, posições de hedge no mercado derivativo permanecem elevadas, indicando que investidores institucionais ainda não confiam totalmente na recuperação. Por fim, a incerteza sobre as tarifas de Trump e possíveis guerras comerciais podem anular os efeitos positivos da desaceleração da inflação.
Estas informações não constituem aconselhamento de investimento.
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