De acordo com uma investigação da Citi publicada esta semana, o Bitcoin enfrenta um risco de computação quântica significativamente maior do que o Ethereum, com uma estimativa de 6,7 a 7 milhões de BTC em carteiras dormentes que já estão expostas a potenciais ataques.
Os analistas da Citi alertaram que recentes avanços na computação quântica encurtaram o prazo para ataques práticos para 2030-2032. A vulnerabilidade do Bitcoin resulta sobretudo de desafios de governação: a transição para criptografia resistente ao quantum exigiria um consenso alargado e uma hard fork difícil, enquanto o processo de atualização do Ethereum, mais flexível, o coloca numa melhor posição para a adaptação. Entre os Bitcoins expostos, cerca de 1 milhão de moedas, consideradas como tendo sido extraídas por Satoshi Nakamoto, permanecem em formatos de endereços iniciais, valendo aproximadamente 82 mil milhões de dólares aos preços atuais.
Notícias relacionadas
Perspetiva da liquidez cripto muda após pausa da Fed
Teste da procura de refúgio do Bitcoin em 2026: escalada da situação no Médio Oriente, o BTC sobe mais de 20% contra a tendência de alta
A Binance Research publica gráfico semanal do BTC: os saldos nas bolsas atingem mínimos de 6 anos, com a saída permanente de 500 mil BTC