De acordo com o recente relatório de investigação do Deutsche Bank, a mudança da Reserva Federal de subidas das taxas de juros para a redução do balanço patrimonial, como principal instrumento de aperto monetário, seria «baixista» para o dólar norte-americano. George Saravelos, responsável pela investigação global de câmbios (FX) do Deutsche Bank, citou a experiência do Banco do Japão como motivo de cautela: apesar de ter conduzido o QT de forma mais agressiva do que outras economias do G10, através do reembolso em grande escala de JGB, o iene ainda assim caiu para mínimas de 40 anos.
Saravelos salientou que a redução do balanço patrimonial, por si só, não sustenta a força da moeda, a menos que seja acompanhada por um aumento dos juros na ponta da curva. Observou que o agravamento (bear steepening) da curva de rendimentos dos EUA proporciona menos apoio ao dólar do que o seu achatamento e alertou que o QT poderá entrar em conflito com o objetivo do Governo de manter baixos os juros de longo prazo, levantando potencialmente preocupações sobre a independência do banco central.