Notícia do Gate, 29 de abril — O Gabinete de Investigação de Práticas de Corrupção de Singapura (CPIB) salientou que as tecnologias emergentes, particularmente a criptomoeda, estão a colocar desafios significativos às forças de segurança e às investigações. Ao falar na conferência anual de imprensa de divulgação de dados do gabinete, os responsáveis do CPIB referiram que os esquemas de suborno envolvem cada vez mais criptomoeda, que existe em redes virtuais e é difícil de rastrear e apreender.
A agência identificou vários obstáculos: as transações de criptomoeda são mais difíceis de acompanhar, os suspeitos muitas vezes utilizam múltiplos dispositivos, o que complica a recolha de provas, e a atividade criminal transfronteiriça passou a ser mais facilitada pela nova tecnologia. Estes fatores fazem frequentemente com que o CPIB tenha de colaborar com agências de aplicação da lei no estrangeiro para reunir cadeias de evidência completas.
No entanto, o CPIB sublinhou que criou equipas dedicadas para lidar com investigações relacionadas com criptomoeda e que possui capacidade para rastrear e analisar ativos digitais. O gabinete afirmou que está continuamente a atualizar os métodos de investigação para combater as táticas criminosas em evolução e que manterá o foco na cooperação internacional nos esforços de anticorrupção perante as mudanças das circunstâncias globais.