Um novo ponto de vista sobre negociação com informação privilegiada tem provocado reflexão no mundo das criptomoedas. ### Nick Tomaino, fundador da 1confirmation, recentemente publicou um artigo apontando que, embora geralmente seja vista como algo negativo, a negociação com informação privilegiada na sua essência consiste em usar informações mais precisas para negociar, permitindo que esse tipo de negociação ajude os preços a se ajustarem mais rapidamente ao valor real. Essa visão desafia a lógica das regulações de longa data e também revela contradições nas políticas atuais.
A lógica central do ponto de vista
Eficiência na descoberta de preços
A argumentação de Tomaino gira em torno de uma hipótese básica: traders que possuem informações mais precisas podem impulsionar os preços a refletirem o valor real mais rapidamente. Segundo essa lógica, proibir a negociação com informação privilegiada na verdade mantém o mercado em um estado de assimetria de informações, atrasando a eficiência na descoberta de preços. Ele resume esse ponto de vista com uma frase — “o preço é honesto, enquanto a narrativa pode ser enganosa” — sugerindo que a precificação de mercado muitas vezes está mais próxima da realidade do que a narrativa pública.
Inconsistências na política real
Curiosamente, Tomaino aponta para uma contradição na própria estrutura regulatória. Nos EUA, a SEC proíbe estritamente a negociação com informação privilegiada no mercado de ações, alegando que isso aumenta a confiança pública. Mas, ao mesmo tempo, a CFTC adota uma postura mais permissiva em relação à negociação com informações não públicas em commodities e futuros — desde que não envolva fraude ou manipulação, negociar futuros e commodities com informações confidenciais é totalmente legal.
Essa diferenciação nas regras por si só já revela o problema. Se a negociação com informação privilegiada é inerentemente prejudicial, por que ela é permitida no mercado de futuros? E, se é benéfica, por que é proibida no mercado de ações?
Ironias na prática
O artigo também cita um exemplo real: Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara dos EUA, teria lucrado US$ 1,3 bilhão ao longo de seus 37 anos de carreira política por meio de negociações na bolsa de valores. Esse número reflete que, mesmo em centros de poder altamente regulados, a vantagem de informações pode ser explorada ao máximo. A proibição existe, mas sua aplicação e eficácia são outra questão.
Implicações para o mercado
Especificidades do mercado de criptomoedas
Essa discussão é especialmente relevante para o mercado de criptomoedas. Participantes desse mercado são majoritariamente investidores individuais e pequenas instituições, com capacidades variadas de acesso à informação. Se a negociação com informação privilegiada fosse permitida, isso poderia agravar ainda mais a assimetria de informações, mas, por outro lado, também poderia acelerar a precificação de informações relevantes.
O futuro dos mercados de previsão
Tomaino conclui que o desenvolvimento dos mercados de previsão ainda está por ser observado. Esses mercados, que basicamente funcionam com base na vantagem informacional, podem impulsionar uma reflexão mais profunda sobre a questão da negociação com informações privilegiadas na indústria.
Resumo
O cerne dessa discussão não é defender a negociação com informação privilegiada, mas questionar uma questão mais profunda: qual é mais importante para o mercado — eficiência ou assimetria de informações? Existe um ponto de equilíbrio onde o mercado consegue descobrir o valor real mais rapidamente sem prejudicar excessivamente os investidores menores?
Atualmente, a política é de proibir a negociação com informação privilegiada para proteger os investidores individuais, mas a eficácia dessa aplicação é questionável, e as próprias políticas não são totalmente consistentes. Como um sistema financeiro mais recente, o mercado de criptomoedas talvez possa fazer escolhas diferentes nesse aspecto — desde que reconheça os riscos e benefícios envolvidos.
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1confirmation fundador: Por que a negociação com informação privilegiada pode acelerar a descoberta do verdadeiro valor no mercado
Um novo ponto de vista sobre negociação com informação privilegiada tem provocado reflexão no mundo das criptomoedas. ### Nick Tomaino, fundador da 1confirmation, recentemente publicou um artigo apontando que, embora geralmente seja vista como algo negativo, a negociação com informação privilegiada na sua essência consiste em usar informações mais precisas para negociar, permitindo que esse tipo de negociação ajude os preços a se ajustarem mais rapidamente ao valor real. Essa visão desafia a lógica das regulações de longa data e também revela contradições nas políticas atuais.
A lógica central do ponto de vista
Eficiência na descoberta de preços
A argumentação de Tomaino gira em torno de uma hipótese básica: traders que possuem informações mais precisas podem impulsionar os preços a refletirem o valor real mais rapidamente. Segundo essa lógica, proibir a negociação com informação privilegiada na verdade mantém o mercado em um estado de assimetria de informações, atrasando a eficiência na descoberta de preços. Ele resume esse ponto de vista com uma frase — “o preço é honesto, enquanto a narrativa pode ser enganosa” — sugerindo que a precificação de mercado muitas vezes está mais próxima da realidade do que a narrativa pública.
Inconsistências na política real
Curiosamente, Tomaino aponta para uma contradição na própria estrutura regulatória. Nos EUA, a SEC proíbe estritamente a negociação com informação privilegiada no mercado de ações, alegando que isso aumenta a confiança pública. Mas, ao mesmo tempo, a CFTC adota uma postura mais permissiva em relação à negociação com informações não públicas em commodities e futuros — desde que não envolva fraude ou manipulação, negociar futuros e commodities com informações confidenciais é totalmente legal.
Essa diferenciação nas regras por si só já revela o problema. Se a negociação com informação privilegiada é inerentemente prejudicial, por que ela é permitida no mercado de futuros? E, se é benéfica, por que é proibida no mercado de ações?
Ironias na prática
O artigo também cita um exemplo real: Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara dos EUA, teria lucrado US$ 1,3 bilhão ao longo de seus 37 anos de carreira política por meio de negociações na bolsa de valores. Esse número reflete que, mesmo em centros de poder altamente regulados, a vantagem de informações pode ser explorada ao máximo. A proibição existe, mas sua aplicação e eficácia são outra questão.
Implicações para o mercado
Especificidades do mercado de criptomoedas
Essa discussão é especialmente relevante para o mercado de criptomoedas. Participantes desse mercado são majoritariamente investidores individuais e pequenas instituições, com capacidades variadas de acesso à informação. Se a negociação com informação privilegiada fosse permitida, isso poderia agravar ainda mais a assimetria de informações, mas, por outro lado, também poderia acelerar a precificação de informações relevantes.
O futuro dos mercados de previsão Tomaino conclui que o desenvolvimento dos mercados de previsão ainda está por ser observado. Esses mercados, que basicamente funcionam com base na vantagem informacional, podem impulsionar uma reflexão mais profunda sobre a questão da negociação com informações privilegiadas na indústria.
Resumo
O cerne dessa discussão não é defender a negociação com informação privilegiada, mas questionar uma questão mais profunda: qual é mais importante para o mercado — eficiência ou assimetria de informações? Existe um ponto de equilíbrio onde o mercado consegue descobrir o valor real mais rapidamente sem prejudicar excessivamente os investidores menores?
Atualmente, a política é de proibir a negociação com informação privilegiada para proteger os investidores individuais, mas a eficácia dessa aplicação é questionável, e as próprias políticas não são totalmente consistentes. Como um sistema financeiro mais recente, o mercado de criptomoedas talvez possa fazer escolhas diferentes nesse aspecto — desde que reconheça os riscos e benefícios envolvidos.