A questão de “desbancarização” de longa data no setor de criptomoedas dos EUA finalmente recebeu uma explicação mais clara. O mais recente relatório do Instituto Cato aponta que a intervenção governamental é o verdadeiro motor por trás do encerramento de contas bancárias, e não as decisões comerciais dos bancos. Essa descoberta rompe um equívoco comum e fornece uma origem institucional para os problemas enfrentados pelo setor ao longo dos anos.
A intervenção governamental é a causa fundamental
Descobertas principais do estudo
Analistas do Instituto Cato, liderados por Nicholas Anthony, realizaram uma análise sistemática de casos públicos e descobriram que as razões para o encerramento de contas bancárias geralmente se enquadram em três categorias: discriminação com base em posições religiosas ou políticas, considerações comerciais dos bancos e fatores governamentais. Contudo, a pesquisa mostra que a intervenção governamental é a variável central na maioria dos encerramentos de contas.
Isso significa que muitas ações interpretadas como “desrisking” (redução de risco) por parte dos bancos na verdade são respostas passivas à pressão política. Os bancos não recusam ativamente clientes de criptomoedas, mas são forçados a cumprir ordens implícitas ou explícitas do governo.
Dois caminhos de intervenção
Tipo de intervenção
Manifestação específica
Efeito real
Intervenção direta
Autoridades reguladoras enviam cartas ou ordens judiciais exigindo a suspensão de serviços a determinados setores
Equivale a uma ordem de encerramento, mas sem prazo definido ou explicações subsequentes
Intervenção indireta
Aumento de custos de conformidade por meio de legislação e regulamentação
Obriga os bancos a fecharem proativamente contas consideradas “de alto risco”
Anthony cita como exemplo a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), que enviou cartas a instituições financeiras solicitando a suspensão de atividades relacionadas a criptomoedas. Essas notificações, na prática, equivalem a ordens de encerramento, mas sem prazos claros ou explicações posteriores, criando uma limitação praticamente permanente.
A origem institucional dos problemas de longa data do setor
Por que esse problema é tão comum
A frequente suspensão de contas bancárias ou restrições de serviços a empresas de criptomoedas não é um acaso, mas um problema sistêmico. Anteriormente, o governo dos EUA adotava uma postura cautelosa ou até repressiva em relação aos ativos digitais, e essa tendência política se traduz na prática por meio de pressões regulatórias que levam os bancos a agir de forma semelhante.
Embora executivos bancários neguem publicamente que o encerramento de contas seja motivado por fatores políticos ou ideológicos, várias denúncias públicas de profissionais do setor de criptomoedas continuam a gerar controvérsia. Com o respaldo de estudos acadêmicos, a origem institucional do problema torna-se ainda mais clara.
Mudanças no ambiente político
O governo Trump já respondeu ao fenômeno da “desbancarização” por meio de ordens executivas e tem promovido nomeações para regulamentação mais favorável às criptomoedas. Isso indica uma mudança na postura governamental, mas Anthony acredita que ainda não é suficiente.
A reforma depende do Congresso
Por que ordens executivas não são suficientes
Medidas apenas administrativas não resolvem a questão de forma estrutural. O verdadeiro ponto-chave é a reforma do sistema institucional pelo Congresso, que deve enfraquecer as ferramentas que o governo usa para pressionar os bancos por meio do sistema de conformidade financeira.
Reformas necessárias
Anthony apela ao Congresso para reavaliar a Lei de Sigilo Bancário, sugerindo medidas específicas como:
Abolir a lógica regulatória baseada em “risco reputacional”
Reduzir as ferramentas de pressão do governo sobre os bancos por meio do sistema de conformidade
Diminuir a probabilidade de empresas e indivíduos perderem o acesso a serviços bancários de forma passiva
Essas reformas são vistas como passos essenciais para aliviar as dificuldades de conformidade do setor de criptomoedas e melhorar a acessibilidade financeira.
Resumo
O valor deste relatório reside no fato de que ele responde, por meio de análise de dados sistemática, a uma questão que atormenta o setor há anos: por que as empresas de criptomoedas têm suas contas bancárias frequentemente encerradas? A resposta é a intervenção governamental, e não forças de mercado.
Embora o ambiente político atual esteja melhorando, uma verdadeira mudança de paradigma só acontecerá por meio de reformas legislativas. Se o Congresso avançar na reforma da Lei de Sigilo Bancário, enfraquecendo as ferramentas de pressão oculta do governo, será possível resolver de forma definitiva o problema de acessibilidade aos serviços financeiros para o setor de criptomoedas. Isso não afeta apenas a sobrevivência das empresas de criptomoedas, mas também a transparência e a equidade do sistema financeiro.
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O governo é o verdadeiro instigador: pesquisa de think tank revela a verdade por trás do corte de serviços bancários na indústria de criptomoedas
A questão de “desbancarização” de longa data no setor de criptomoedas dos EUA finalmente recebeu uma explicação mais clara. O mais recente relatório do Instituto Cato aponta que a intervenção governamental é o verdadeiro motor por trás do encerramento de contas bancárias, e não as decisões comerciais dos bancos. Essa descoberta rompe um equívoco comum e fornece uma origem institucional para os problemas enfrentados pelo setor ao longo dos anos.
A intervenção governamental é a causa fundamental
Descobertas principais do estudo
Analistas do Instituto Cato, liderados por Nicholas Anthony, realizaram uma análise sistemática de casos públicos e descobriram que as razões para o encerramento de contas bancárias geralmente se enquadram em três categorias: discriminação com base em posições religiosas ou políticas, considerações comerciais dos bancos e fatores governamentais. Contudo, a pesquisa mostra que a intervenção governamental é a variável central na maioria dos encerramentos de contas.
Isso significa que muitas ações interpretadas como “desrisking” (redução de risco) por parte dos bancos na verdade são respostas passivas à pressão política. Os bancos não recusam ativamente clientes de criptomoedas, mas são forçados a cumprir ordens implícitas ou explícitas do governo.
Dois caminhos de intervenção
Anthony cita como exemplo a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), que enviou cartas a instituições financeiras solicitando a suspensão de atividades relacionadas a criptomoedas. Essas notificações, na prática, equivalem a ordens de encerramento, mas sem prazos claros ou explicações posteriores, criando uma limitação praticamente permanente.
A origem institucional dos problemas de longa data do setor
Por que esse problema é tão comum
A frequente suspensão de contas bancárias ou restrições de serviços a empresas de criptomoedas não é um acaso, mas um problema sistêmico. Anteriormente, o governo dos EUA adotava uma postura cautelosa ou até repressiva em relação aos ativos digitais, e essa tendência política se traduz na prática por meio de pressões regulatórias que levam os bancos a agir de forma semelhante.
Embora executivos bancários neguem publicamente que o encerramento de contas seja motivado por fatores políticos ou ideológicos, várias denúncias públicas de profissionais do setor de criptomoedas continuam a gerar controvérsia. Com o respaldo de estudos acadêmicos, a origem institucional do problema torna-se ainda mais clara.
Mudanças no ambiente político
O governo Trump já respondeu ao fenômeno da “desbancarização” por meio de ordens executivas e tem promovido nomeações para regulamentação mais favorável às criptomoedas. Isso indica uma mudança na postura governamental, mas Anthony acredita que ainda não é suficiente.
A reforma depende do Congresso
Por que ordens executivas não são suficientes
Medidas apenas administrativas não resolvem a questão de forma estrutural. O verdadeiro ponto-chave é a reforma do sistema institucional pelo Congresso, que deve enfraquecer as ferramentas que o governo usa para pressionar os bancos por meio do sistema de conformidade financeira.
Reformas necessárias
Anthony apela ao Congresso para reavaliar a Lei de Sigilo Bancário, sugerindo medidas específicas como:
Essas reformas são vistas como passos essenciais para aliviar as dificuldades de conformidade do setor de criptomoedas e melhorar a acessibilidade financeira.
Resumo
O valor deste relatório reside no fato de que ele responde, por meio de análise de dados sistemática, a uma questão que atormenta o setor há anos: por que as empresas de criptomoedas têm suas contas bancárias frequentemente encerradas? A resposta é a intervenção governamental, e não forças de mercado.
Embora o ambiente político atual esteja melhorando, uma verdadeira mudança de paradigma só acontecerá por meio de reformas legislativas. Se o Congresso avançar na reforma da Lei de Sigilo Bancário, enfraquecendo as ferramentas de pressão oculta do governo, será possível resolver de forma definitiva o problema de acessibilidade aos serviços financeiros para o setor de criptomoedas. Isso não afeta apenas a sobrevivência das empresas de criptomoedas, mas também a transparência e a equidade do sistema financeiro.