A UE está a considerar uma revisão regulatória que pode transformar a forma como as criptomoedas são supervisionadas em todo o bloco. Em vez da abordagem descentralizada atual através de reguladores nacionais, a Comissão Europeia está a promover que a Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados (ESMA) centralize a supervisão de criptomoedas e licencie diretamente todos os negócios de criptografia. O problema? A maioria das partes interessadas acha que isto é uma receita para o desastre.
O Sistema Atual Funciona—Mais ou Menos
Sob o atual quadro de Mercado de Cripto-Ativos (MiCA), as empresas de criptografia só precisam de aprovação de um país da UE para operar em toda a parte através de um mecanismo de “passaporte”. As autoridades nacionais passaram anos a preparar-se para a transição completa do MiCA, que termina em 2026. Mas a nova proposta da Comissão entregaria o controlo à ESMA, retirando aos reguladores nacionais grande parte do seu poder.
Por Que Isto Assusta a Indústria
Andrew Whitworth, da Global Policy Ltd., argumenta que a ESMA enfrentaria um desafio de recursos impossível. Assumir a autoridade de licenciamento, supervisão direta e monitorização de conformidade exigiria o que Whitworth descreve como um “aumento substancial de recursos”—recursos que a ESMA simplesmente não possui atualmente. Entretanto, Robert Kopitsch, secretário-geral da Blockchain for Europe, alerta que revisitar o MiCA agora poderia minar toda a sua implementação, introduzir incerteza legal e esgotar recursos de fiscalização.
Aqui está a questão crítica: os reguladores nacionais interagem constantemente com as empresas de criptografia e conhecem o panorama local. A ESMA opera à distância e teria dificuldades em replicar essa relação.
O Caso da Centralização (e Por Que Pode Não Funcionar)
A França e alguns legisladores da UE veem a supervisão centralizada como a solução para lacunas regulatórias e aplicação inconsistente do MiCA. A presidente da ESMA, Verena Ross, sugeriu que 27 reguladores nacionais separados podem não ser o modelo mais eficiente. Em teoria, uma supervisão unificada parece mais limpa.
Mas o timing importa. As autoridades nacionais já estão a gerir as complexidades da implementação do MiCA. Transferir responsabilidades para a ESMA no meio do processo pode atrasar aprovações, complicar a conformidade e criar gargalos de aprovação. Em julho de 2025, a própria ESMA levantou preocupações sobre o processo de licenciamento de criptomoedas de Malta, sugerindo que a autoridade reconhece o quão complicado é este setor.
O Que Acontece a Seguir
A proposta ainda é um rascunho e requer aprovação tanto do Parlamento Europeu quanto do Conselho dos Estados-membros. Se for aprovada, pode transformar fundamentalmente a regulamentação financeira da UE—embora o debate na indústria sugira que a UE possa estar a trocar eficiência operacional por um conjunto completamente novo de problemas.
A verdadeira tensão? Equilibrar o controlo centralizado com a realidade caótica de um setor de rápido movimento e alto risco que exige conhecimento local.
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A tomada de poder da ESMA pode comprometer o livro de regras de criptomoedas da Europa—Veja por que os insiders da indústria estão em pânico
A UE está a considerar uma revisão regulatória que pode transformar a forma como as criptomoedas são supervisionadas em todo o bloco. Em vez da abordagem descentralizada atual através de reguladores nacionais, a Comissão Europeia está a promover que a Autoridade Europeia de Valores Mobiliários e Mercados (ESMA) centralize a supervisão de criptomoedas e licencie diretamente todos os negócios de criptografia. O problema? A maioria das partes interessadas acha que isto é uma receita para o desastre.
O Sistema Atual Funciona—Mais ou Menos
Sob o atual quadro de Mercado de Cripto-Ativos (MiCA), as empresas de criptografia só precisam de aprovação de um país da UE para operar em toda a parte através de um mecanismo de “passaporte”. As autoridades nacionais passaram anos a preparar-se para a transição completa do MiCA, que termina em 2026. Mas a nova proposta da Comissão entregaria o controlo à ESMA, retirando aos reguladores nacionais grande parte do seu poder.
Por Que Isto Assusta a Indústria
Andrew Whitworth, da Global Policy Ltd., argumenta que a ESMA enfrentaria um desafio de recursos impossível. Assumir a autoridade de licenciamento, supervisão direta e monitorização de conformidade exigiria o que Whitworth descreve como um “aumento substancial de recursos”—recursos que a ESMA simplesmente não possui atualmente. Entretanto, Robert Kopitsch, secretário-geral da Blockchain for Europe, alerta que revisitar o MiCA agora poderia minar toda a sua implementação, introduzir incerteza legal e esgotar recursos de fiscalização.
Aqui está a questão crítica: os reguladores nacionais interagem constantemente com as empresas de criptografia e conhecem o panorama local. A ESMA opera à distância e teria dificuldades em replicar essa relação.
O Caso da Centralização (e Por Que Pode Não Funcionar)
A França e alguns legisladores da UE veem a supervisão centralizada como a solução para lacunas regulatórias e aplicação inconsistente do MiCA. A presidente da ESMA, Verena Ross, sugeriu que 27 reguladores nacionais separados podem não ser o modelo mais eficiente. Em teoria, uma supervisão unificada parece mais limpa.
Mas o timing importa. As autoridades nacionais já estão a gerir as complexidades da implementação do MiCA. Transferir responsabilidades para a ESMA no meio do processo pode atrasar aprovações, complicar a conformidade e criar gargalos de aprovação. Em julho de 2025, a própria ESMA levantou preocupações sobre o processo de licenciamento de criptomoedas de Malta, sugerindo que a autoridade reconhece o quão complicado é este setor.
O Que Acontece a Seguir
A proposta ainda é um rascunho e requer aprovação tanto do Parlamento Europeu quanto do Conselho dos Estados-membros. Se for aprovada, pode transformar fundamentalmente a regulamentação financeira da UE—embora o debate na indústria sugira que a UE possa estar a trocar eficiência operacional por um conjunto completamente novo de problemas.
A verdadeira tensão? Equilibrar o controlo centralizado com a realidade caótica de um setor de rápido movimento e alto risco que exige conhecimento local.