O puxão de orelhas de Peter Schiff: Por que a MSTR não está a ganhar tanto quanto deveria?
O economista crítico Peter Schiff voltou a acender o fogo nas redes sociais, desta vez questionando diretamente o investimento multimilionário da MicroStrategy em bitcoin. O seu argumento é contundente: um investimento de 5.000 milhões de dólares com ganhos não realizados inferiores a 15% é, simplesmente, medíocre.
Enquanto o bitcoin cotiza cerca de 91,51K dólares e tem mostrado um desempenho de 24,9% no que vai do ano, Schiff sustenta que a MicroStrategy deveria ter feito muito melhor. A sua comparação favorita: se Saylor tivesse investido esse dinheiro em ouro, os lucros seriam “pelo menos o dobro, ou até mais”. Um argumento que ganhou força precisamente quando o mercado cripto despencava quase 4% e as liquidações atingiam os 600 milhões de dólares em um único dia.
MicroStrategy sob pressão: A estratégia está a vacilar?
Os números são reveladores, mas não catastróficos. A empresa possui aproximadamente 671.268 bitcoins com um valor total próximo dos 5.030 milhões de dólares. No entanto, as ações da MSTR caíram mais de 60% no último ano, o que amplifica a volatilidade e põe em dúvida a solidez desta estratégia de acumulação agressiva.
Michael Saylor não se intimida. Recentemente confirmou que comprou mais 10.645 bitcoins por cerca de 980 milhões de dólares, demonstrando que mantém a sua fé na escassez digital a longo prazo. Para Saylor, o bitcoin não é apenas dinheiro; é um ativo digital com valor intrínseco que transcende os ciclos de curto prazo.
O ouro brilha enquanto o bitcoin vacila
Aqui é onde o argumento de Schiff faz sentido real. O ouro subiu aproximadamente 131% nos últimos cinco anos, enquanto o bitcoin disparou cerca de 344%, mas com volatilidade extrema. O preço do ouro já ronda os 4.350 dólares, a menos de 1% do seu máximo histórico.
A prata soma o seu próprio brilho: após romper resistências-chave, atingiu quase os 64 dólares, com projeções de aumentos superiores a 100% para 2025. A migração de capital de criptomoedas para metais preciosos é evidente na relação prata-bitcoin, que despencou notoriamente.
Por que Peter Schiff odeia esta estratégia?
O crítico economista tem um ponto válido: em tempos de incerteza económica, os balanços empresariais precisam de segurança, não de volatilidade selvagem. O ouro beneficia de quedas nos rendimentos e fraqueza do dólar. O bitcoin, por outro lado, comporta-se como um ativo de risco puro, amplificando tanto ganhos como perdas.
Schiff questiona o timing de entrada. A MicroStrategy pagou uma média de 75.000 dólares por bitcoin, e embora o preço atual esteja acima, os lucros não realizados parecem desproporcionalmente baixos considerando a magnitude do investimento. Em épocas de contração, isto torna-se especialmente desconfortável.
Quem ganhará esta batalha?
A verdadeira questão não é se a MSTR fracassou, mas se o mercado cripto consegue manter o seu impulso em 2025 enquanto o ouro e a prata levam o protagonismo. Os ativos digitais continuarão a ser imprevisíveis. Saylor aposta na escassez programada e na adoção a longo prazo. Schiff aposta na razão financeira tradicional.
No fundo, é um choque filosófico: confias na volatilidade a curto prazo de uma tecnologia emergente ou preferes a estabilidade comprovada dos metais preciosos? Para a MicroStrategy, a resposta determinará se esta estratégia será lembrada como visão de futuro ou como a aposta mais cara da era cripto.
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Aposta segura ou aposta arriscada? O debate entre Peter Schiff e Saylor sobre a estratégia de bitcoin da MSTR
O puxão de orelhas de Peter Schiff: Por que a MSTR não está a ganhar tanto quanto deveria?
O economista crítico Peter Schiff voltou a acender o fogo nas redes sociais, desta vez questionando diretamente o investimento multimilionário da MicroStrategy em bitcoin. O seu argumento é contundente: um investimento de 5.000 milhões de dólares com ganhos não realizados inferiores a 15% é, simplesmente, medíocre.
Enquanto o bitcoin cotiza cerca de 91,51K dólares e tem mostrado um desempenho de 24,9% no que vai do ano, Schiff sustenta que a MicroStrategy deveria ter feito muito melhor. A sua comparação favorita: se Saylor tivesse investido esse dinheiro em ouro, os lucros seriam “pelo menos o dobro, ou até mais”. Um argumento que ganhou força precisamente quando o mercado cripto despencava quase 4% e as liquidações atingiam os 600 milhões de dólares em um único dia.
MicroStrategy sob pressão: A estratégia está a vacilar?
Os números são reveladores, mas não catastróficos. A empresa possui aproximadamente 671.268 bitcoins com um valor total próximo dos 5.030 milhões de dólares. No entanto, as ações da MSTR caíram mais de 60% no último ano, o que amplifica a volatilidade e põe em dúvida a solidez desta estratégia de acumulação agressiva.
Michael Saylor não se intimida. Recentemente confirmou que comprou mais 10.645 bitcoins por cerca de 980 milhões de dólares, demonstrando que mantém a sua fé na escassez digital a longo prazo. Para Saylor, o bitcoin não é apenas dinheiro; é um ativo digital com valor intrínseco que transcende os ciclos de curto prazo.
O ouro brilha enquanto o bitcoin vacila
Aqui é onde o argumento de Schiff faz sentido real. O ouro subiu aproximadamente 131% nos últimos cinco anos, enquanto o bitcoin disparou cerca de 344%, mas com volatilidade extrema. O preço do ouro já ronda os 4.350 dólares, a menos de 1% do seu máximo histórico.
A prata soma o seu próprio brilho: após romper resistências-chave, atingiu quase os 64 dólares, com projeções de aumentos superiores a 100% para 2025. A migração de capital de criptomoedas para metais preciosos é evidente na relação prata-bitcoin, que despencou notoriamente.
Por que Peter Schiff odeia esta estratégia?
O crítico economista tem um ponto válido: em tempos de incerteza económica, os balanços empresariais precisam de segurança, não de volatilidade selvagem. O ouro beneficia de quedas nos rendimentos e fraqueza do dólar. O bitcoin, por outro lado, comporta-se como um ativo de risco puro, amplificando tanto ganhos como perdas.
Schiff questiona o timing de entrada. A MicroStrategy pagou uma média de 75.000 dólares por bitcoin, e embora o preço atual esteja acima, os lucros não realizados parecem desproporcionalmente baixos considerando a magnitude do investimento. Em épocas de contração, isto torna-se especialmente desconfortável.
Quem ganhará esta batalha?
A verdadeira questão não é se a MSTR fracassou, mas se o mercado cripto consegue manter o seu impulso em 2025 enquanto o ouro e a prata levam o protagonismo. Os ativos digitais continuarão a ser imprevisíveis. Saylor aposta na escassez programada e na adoção a longo prazo. Schiff aposta na razão financeira tradicional.
No fundo, é um choque filosófico: confias na volatilidade a curto prazo de uma tecnologia emergente ou preferes a estabilidade comprovada dos metais preciosos? Para a MicroStrategy, a resposta determinará se esta estratégia será lembrada como visão de futuro ou como a aposta mais cara da era cripto.